domingo, 25 de maio de 2014

Uma questão de aparência.

Pensamento do dia 25 de maio de 2014

"A mente deve refletir a Luz espiritual que guia o servidor para que ele traspasse as densas névoas que o separam da verdade."
Trigueirinho

Uma questão de aparências:
 Pois bem, hoje nos encontramos numa situação bem atípica para os moldes previstos de como deveríamos estar se tivéssemos trilhado corretamente as etapas evolutivas que nosso destino havia programado.
Aparentemente, nos encontramos como a foto da arvore a seguir, bem cuidada por fora, devidamente podada, alinhada, com o formato definido pelo jardineiro, em harmonia com a decoração em questão. 

Portanto, aparentemente estamos em ordem, em harmonia e alinhado com as todas as aparências necessárias de algo bem cuidado.

Parece que só isto é o necessário, pois visualmente está esteticamente correto. Tem alguém que cuida e aparentemente a  natureza supre as necessidades de manter viva esta arvore que orna o jardim do Museu do Ipiranga.








No entanto quando aproximamos a foto e entramos em detalhes no “interior” da árvore, vemos que o seu caule e toda a sua formação, desde sua origem como pequeno arbusto até esta árvore já consolidada e definida como adulta, onde ao longo dos anos, com constantes podas e interferências no seu crescimento natural, expõem a formação irregular, desencontrada e absurdamente comprimida em relação ao desenvolvimento natural que deveria ter sido respeitado.
Hoje, esta árvore mignon, possui um emaranhado na sua base de sustentação da vida e na sua evolução, totalmente desencontrada e indefinida, esforçando-se para processar a seiva, a fotossíntese e o equilibrio para manter a vida pulsando, mas definitivamente não terá mais como crescer corretamente e ascender o alto como é o objetivo das árvores que não sofrem estas interferências.

De maneira geral, estamos assim, fomos podados, sofremos graves interferências, nos limitaram ao longo das vidas e hoje temos imensas dificuldades em cumprir as metas de crescimento natural que deveríamos ter.
Estamos vivendo, lutando com grandes dificuldades, mas nosso “jardineiro cruel”, o egoísmo, mantem-se irredutível em nos dar o espaço necessário para evoluirmos naturalmente.
Hoje nos encontramos num, quem sabe belo jardim, mas somente nas aparências, pois por “dentro”, somos prisioneiros de tudo aquilo que permitimos que fosse feito conosco.
Não temos como nos livrarmos, naturalmente, deste “jardim das aparências”. Há necessidade de que a interferência seja completa e o jardim das aparências seja destruído para ser reconstruído com outras bases, com outros jardineiros e outros conceitos.
O pensamento aborda um aspecto importante neste contexto: "A mente deve refletir a Luz espiritual que guia o servidor para que ele traspasse as densas névoas que o separam da verdade."
Desejar as mudanças, aceita-las, não lutar contra é aonde se encontra a sintonia para transpassar as densas névoas que nos separam da verdade
Na realidade hoje vivemos no livre arbítrio, onde temos a liberdade de fazermos o que quisermos, desde que as forças involutivas, apoiando-se nas nossas ilusões e no nosso egoísmo consentem que façamos, ou seja, comparando os critérios do jardineiro do jardim do Museu, desde que nossa aparência seja adequada, redonda, limitada e iguais às outras arvores, podemos “crescer”. A aparência encobrirá a realidade interior, ou seja, as folhagens externas taparão aquele caule horrível e desengonçado que vemos na 2ª foto.
Literalmente estamos assim, inclusive impossibilitados de sair do lugar.
Reflitam sobre isto.

Hilton

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