terça-feira, 21 de outubro de 2014

Por isso que temos sido alertado que ser informado, aprender, conhecer o que temos conhecido, traz grandes responsabilidades na condução da vida que temos sobre si próprio e sobre os outros, cuja guarda nos foi confiado.

Pensamento do dia, terça-feira, 21 de outubro de 2014

"Toda concentração excessiva nos níveis materiais da vida torna-se obstáculo à ascensão do ser."
Trigueirinho

"Ogni concentrazione eccessiva nei livelli materiali della vita diventa ostacolo all’ascensione dell’essere."
Trigueirinho

Pois bem, esta recomendação é algo que dificilmente fazemos. Provavelmente usamos 90% da nossa concentração nos níveis materiais e o restante, quando der ou tiver vontade, nos níveis espirituais. Com certeza há muitas pessoas que utilizam 100% da sua concentração nos níveis materiais.
Vejam a recomendação não solicita que fiquemos "avoados", ou seja realizarmos algo sem concentração no que fazemos nos níveis materiais, até porque como usamos muito pouco da nossa capacidade cerebral, necessitamos fazer uma coisa de cada vez e nos concentrarmos no que fazemos, senão grandes são as chances de errarmos.

O pensamento aborda outro aspecto, ou seja aquele de dedicarmos parte do nosso tempo para evoluirmos, sermos informados, ganharmos conhecimento, aprimorarmos as coisas eternas, suprirmos nossas deficiências, aprendermos sobre o universo, conhecermos nossa origem, aprendermos o caminho da vida. Vejam, não são poucas as coisas que podemos descobrir se nos concentrarmos nas coisas do espírito.
Por outro lado, esta concentração nos leva a um tipo de aprendizado que não cessa na morte do corpo físico, pois o que ficou impregnado na alma vai para um arquivo o akashico, que de lá nada se perde ou se anula.

Materialmente a vida tem sido uma constante repetição das anteriores, pois no geral fracassamos na maioria das vezes, uma vez temos focado e concentrado somente nos planos materiais, usando demais o atributo do egoísmo, do "ser" e do "ter" .
Mesmo que intercalamos vidas, umas com mais outras com menos, na vida material o sentimento de “ter” e de “ser” fica sempre presente em todas elas e é este sentimento que nos classifica para as vidas futuras.
Como já dissemos, se nesta vida tenho mais, tenho que usar e administrar corretamente este a+ que tenho. Terei no entanto, maiores distrações e portanto maiores esforços para separar o que é espiritual e em que  devo me concentrar para evoluir.
Se tenho menos, terei menos fontes de desvios para me distrair, com isto poderia me concentrar melhor nos meus atributos espirituais, mas a maioria necessita arduamente conquistar o que não tem e perde uma vida de oportunidade por não se concentrar no que é evolutivo.

Carmicamente, a sociedade acaba por assumir este encargo, pois deu como premissa para todos que a pessoa só será valorizada se "tiver" mais e se "for" mais que os outros. Esta forma egoísta e gananciosa de educarmos, gera fatores de profunda insatisfação em todos. Desde a tenra idade, a competição é utilizada como forma de educação, quando na realidade deseduca o indivíduo segundo os parâmetros universais.
Ora, temos de escolher entre uma vida passageira e fútil, mas com pequenas e ligeiras satisfações egoístas ou uma vida mais difícil perante a sociedade, mas super proveitosa nos aspectos evolutivos.
É uma escolha difícil, pois conceitualmente somos impedidos de aprender por forças involutivas, tudo aquilo que nos dá a chance de nos expandirmos espiritualmente.

Enfim nós que temos tido acesso a tudo isto, temos por obrigação ajudar a quem necessita, a quem está confuso, a quem tem possibilidades de reconhecer sua espiritualidade, sua eternidade, sua universalidade, saindo da vida medíocre que a maioria tem levado.

Por isso que temos sido alertado que ser informado, aprender, conhecer o que temos conhecido, traz grandes responsabilidades na condução da vida que temos sobre si próprio e sobre os outros, cuja guarda nos foi confiado.


Hilton

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