Pensamento do dia 24 de agosto de
2015
A Graça sopra onde quer.
Paul Brunton.
Pois bem,
a soberania da Graça é peculiar.
Dirige-se
e se entrega para quem a recebe.
Não
basta querer, mas provarmos que queremos e que estamos a altura de recebe-La.
A ignorância
é uma barreira instransponível. Não falamos aqui de conhecimentos profundos,
complexos e sigilosos, mas simplesmente da aceitação, da entrega, da neutralidade
e do desinteresse por resultados.
Parece
simples, e é, mas como estamos tão desacostumados em aceitar, entregar, ser
neutro e desinteressado, tudo se transforma numa árdua tarefa para nos equilibrarmos
o suficiente para receber a Graça.
Um exemplo
disto pode ser traduzido da seguinte maneira:
Porque plantamos uma macieira,
uma goiabeira?
Resposta,
para colhermos as maças e as goiabas. Esta é a resposta tradicional de um ser
humano da Terra, imerso nesta atmosfera de ignorância, do egoísmo, nestes
aspectos que relevamos.
Um ser humano
não ignorante, neste sentido do que estamos falando, desinteresse, entrega, aceitação,
neutralidade, responderia: para que a macieira e a goiabeira tivesse a oportunidade
de evoluir. Eventualmente, estas poderiam nos oferecer seus frutos.
Vejam quanta
diferença em uma pergunta tão simples e a princípio tão fácil de responder.
Com a
presença da sabedoria universal, da espiritualidade e da imersão no processo
evolutivo, tudo muda, pois para uma mesma coisa os conceitos mudam radicalmente,
de um mundo para outro.
Assim
deveríamos ser e se assim fossemos, nada, absolutamente nada nos faltaria.
Portanto,
é preciso um grande esforço para pensar de forma singular, sem, repito, sem
interesses, por menor que seja, pois quando isto acontece a nossa manutenção
ficará por conta da Divina Providência.
No baixo
nível que nos encontramos, tudo é um grande esforço, sobrevivemos e não vivemos
e estamos incutindo nas próximas gerações todos os erros que por séculos temos
repetido.
A espiritualidade
ainda não é presente, não é forte o suficiente para nos tirar das nossas pré-ocupações
e das nossas mesquinharias.
Falar
em vida extraterrestre ainda é tabu,
sigiloso, dá medo e nos coloca ao “ridículo” perante o Cosmos.
Até
quando seremos tão infantis?
Vamos continuar
refletindo, se “tivermos tempo”.
Hilton
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