quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Banhar-se em água benta?

Pensamento do dia 03.12.2015

Purificai-vos. Não há mais tempo a perder com fantasias.
Trigueirinho .

Pois bem, será que temos de nos banhar em água benta?
Seria bem fácil se fosse assim. Um bom banho e sairíamos prontos para novas confusões.

A purificação nada mais é do que um ato de libertação. Libertação dos medos, das angustias, das amarras, dos preconceitos, da ignorância.
Libertar-se é permitir que a Luz nos ilumine e com isto sermos guiados.
Hoje nos guiamos, mas temos escolhido caminhos complexos, desvios errados que tem nos colocado em situações muito ruins e completamente obscuras. A Luz não penetra, o caminho é escuro, úmido e pegajoso.
Temos nos machucado muito nestes caminhos obscuros, alem do que barreiras nos impede de acelerarmos. Temos confiado em nossa cegueira, em troca da nitidez e da lucidez espiritual que tudo sabe e tudo vê.
Achamos isto, achamos aquilo, seguimos o que não devemos, temos trocado vidas e vidas por nada, ou quando muito por vaidades.
Sou mais, tenho mais, posso mais, esta tem sido a tônica das nossas vidas. O poder e o ter tem sido as regras de comando da nossa sociedade doente e em fase terminal.
O papa recentemente citou uma frase incrivelmente correta: o dinheiro tem sido o dejeto do demônio.
Parece que todo mundo só quer o dejeto do demônio.
A energia monetária é licita, correta, mas a transformamos nisto, no dejeto do demônio, quando introduzimos o egoismo no seu comando.
O recado é direto e objetivo: purificai-vos.
Como banhar-se em aguá benta não vai dar certo, os esforços terão que ser bem maiores e a coragem abrirá os verdadeiros impulsos.
Se o caminho é ruim, pegajoso, temos de flutuar.
Se as barreiras são espessas, temos de nos fluidificar para passarmos como água entre os obstáculos.
Se o caminho é escuro, temos de usar a Luz indicadora e permanente para a seguirmos.
Purificar-se é uma mudança radical sobre o modo de ver as coisas, sobre em que acreditar, sobre os conceitos e estruturas da fé, do suporte e crer que algo desconhecido nos conduzirá.
Em outras palavras, é uma abertura que precisa ser dada como ato de permissão no livre arbítrio, para que o desconhecido atue.

A qualidade de vida mundial vem se deteriorando em ritmo exponencial, aceleradíssimo.
Chegará um momento em que não teremos mais como sairmos do marasmo e das vaidades que esta sociedade tem imposto para que um cidadão tenha algum valor.
A vida humana tem sido banalmente descartada e por todos os lados, governos, facções, instituições, religiões, etc..
A vida animal, vegetal e mineral é completamente desprezada e segue ritos de sacrifícios e de aberrações no processo de destruição, sem igual. Muitos se transformam em iguarias à mesa, como se rótulos pudessem justificar as atrocidades que temos cometido.
A maior parte da plantação de grãos, por exemplo, tem sido para alimentar o gado do que a população humana. Veja a que ponto chegamos.
É preciso purificar-se pois alguma Luz, certa nitidez, um novo horizonte precisa descortinar. O ser humano vive de esperanças e estas, no plano material, já se esgotaram.

Vamos refletir.


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