Pensamento do dia 16 de março de 2016
Não te preocupes com tempo e sucesso. Executa tua
parte, seja para falhar ou para prosperar.
Sri Aurobindo.
Pois bem, o conselho nos indica uma postura na contramão
do que temos feito e do que temos nos preocupado.
Isto ocorrer porque no plano espiritual, dedica-se ao que
é eterno, perene e continuo.
Um sucesso temporal, passageiro, oportunista, assim como
um fracasso, que também será temporal, passageiro e oportunista, segue o mesmo
raciocínio, pois não são perenes, eternos e contínuos.
Quando nos preocuparmos, essencialmente, a realizar o que
nos propomos a fazer, nas melhores condições que poderemos realizar, com as
melhores intenções que poderemos ter, com as melhores "ferramentas"
que nos foram ofertadas, estaremos consolidando o conceito da evolução na
eternidade.
Quando Sri fala em "excuta tua parte, seja para
falhar ou prosperar", nos induz ao estado da oferta e do Trabalho continuo
aos planos elevados da vida.
Tudo que temos feito, na maioria das vezes, é feito em
troca de alguma coisa, de alguma reciprocidade, seja em forma de salários,
contribuições, pagtos, cargos, nomeações, funções, recursos, etc...
Eliminamos com isto a oferta, a verdadeira doação, o
caráter de compartilhar, enfim conceitos fundamentais foram eliminados e hoje o
que fazemos, só fazemos pela reciprocidade.
Na maioria das vezes esta reciprocidade é injusta, tanto
para quem faz como para quem recebe, pois tudo se torna muito limitado e
restrito a avaliação de valores estipulados dentro de critérios completamente
alheios às Leis vigentes.
Neste compasso nos isolamos, retraímos, limitamos e com
isto somos tratados dentro de critérios absolutamente injustos.
Deixamos de ter a abundancia, restringimos produtos,
serviços, cultura e energias que poderiam modificar completamente as condições
desumanas e limitadas que vivemos.
Não temos acesso a uma quantidade enorme de energias que
suprem mundos, sistemas, galáxias e universos, pois nosso comportamento limitou
nosso acesso a fontes que dão reciprocidades materiais e egoístas.
Isto nos afastou de possibilidades enormes para nos
readequarmos na vida material, concomitante com a vida evolutiva.
Procure fazer algo sem reciprocidade, sem interesses, sem
remunerações, pois temos de voltar a percorrer caminhos que esquecemos.
De nada adianta afastar atividades sem remuneração, em
troca de vaidades, de interesses escusos, ocultos, mas mesquinhos em sua
natureza.
De nada adianta fazer algo para distrair-se, ocupar o
tempo, enfim continuar ocupando-se, pelo simples fato de ocupar-se.
Precisamos fazer algo com absoluta isenção de interesses.
Procure começar com coisas bem simples, fáceis de tolerar
e na medida que você for se acostumando, aprofunde-se em coisas mais complexas
e mais envolventes.
Muitas vezes uma simples oração para alguém, pode ser um
caminho. Posteriormente iremos perceber que não há necessidade de ofertar a
oração, mas orar simplesmente irá bastar.
Enfim estamos no limiar dos últimos momentos da “vida
remunerada”. Oportunamente iremos perceber que podemos viver muito bem, sem
reciprocidade.
A fase das trocas está no fim. Por mais incoerente que
possa ser neste momento, veremos que isto é absolutamente desnecessário.
Vamos refletir.
Hilton
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