quinta-feira, 17 de março de 2016

A "vida remunerada" está no fim.

Pensamento do dia 16 de março de 2016

Não te preocupes com tempo e sucesso. Executa tua parte, seja para falhar ou para prosperar.
Sri Aurobindo.

Pois bem, o conselho nos indica uma postura na contramão do que temos feito e do que temos nos preocupado.
Isto ocorrer porque no plano espiritual, dedica-se ao que é eterno, perene e continuo.
Um sucesso temporal, passageiro, oportunista, assim como um fracasso, que também será temporal, passageiro e oportunista, segue o mesmo raciocínio, pois não são perenes, eternos e contínuos.

Quando nos preocuparmos, essencialmente, a realizar o que nos propomos a fazer, nas melhores condições que poderemos realizar, com as melhores intenções que poderemos ter, com as melhores "ferramentas" que nos foram ofertadas, estaremos consolidando o conceito da evolução na eternidade.

Quando Sri fala em "excuta tua parte, seja para falhar ou prosperar", nos induz ao estado da oferta e do Trabalho continuo aos planos elevados da vida.

Tudo que temos feito, na maioria das vezes, é feito em troca de alguma coisa, de alguma reciprocidade, seja em forma de salários, contribuições, pagtos, cargos, nomeações, funções, recursos, etc...
Eliminamos com isto a oferta, a verdadeira doação, o caráter de compartilhar, enfim conceitos fundamentais foram eliminados e hoje o que fazemos, só fazemos pela reciprocidade.
Na maioria das vezes esta reciprocidade é injusta, tanto para quem faz como para quem recebe, pois tudo se torna muito limitado e restrito a avaliação de valores estipulados dentro de critérios completamente alheios às Leis vigentes.

Neste compasso nos isolamos, retraímos, limitamos e com isto somos tratados dentro de critérios absolutamente injustos.
Deixamos de ter a abundancia, restringimos produtos, serviços, cultura e energias que poderiam modificar completamente as condições desumanas e limitadas que vivemos.
Não temos acesso a uma quantidade enorme de energias que suprem mundos, sistemas, galáxias e universos, pois nosso comportamento limitou nosso acesso a fontes que dão reciprocidades materiais e egoístas.
Isto nos afastou de possibilidades enormes para nos readequarmos na vida material, concomitante com a vida evolutiva.

Procure fazer algo sem reciprocidade, sem interesses, sem remunerações, pois temos de voltar a percorrer caminhos que esquecemos.
De nada adianta afastar atividades sem remuneração, em troca de vaidades, de interesses escusos, ocultos, mas mesquinhos em sua natureza.
De nada adianta fazer algo para distrair-se, ocupar o tempo, enfim continuar ocupando-se, pelo simples fato de ocupar-se.
Precisamos fazer algo com absoluta isenção de interesses.
Procure começar com coisas bem simples, fáceis de tolerar e na medida que você for se acostumando, aprofunde-se em coisas mais complexas e mais envolventes.
Muitas vezes uma simples oração para alguém, pode ser um caminho. Posteriormente iremos perceber que não há necessidade de ofertar a oração, mas orar simplesmente irá bastar.

Enfim estamos no limiar dos últimos momentos da “vida remunerada”. Oportunamente iremos perceber que podemos viver muito bem, sem reciprocidade.
A fase das trocas está no fim. Por mais incoerente que possa ser neste momento, veremos que isto é absolutamente desnecessário.


Vamos refletir.
Hilton

Nenhum comentário:

Postar um comentário