quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

O ser humano retém e retendo será retido.



Pensamento do dia 18 de janeiro de 2017

É ilusória a ideia de que relações humanas totalmente harmoniosas possam ser estabelecidas entre seres humanos ainda dominados pelo egoísmo.
Paul Brunton.

Pois bem, temos neste pensamento a informação da causa de vivermos nesta grande desarmonia mundial.
O egoísmo tem sido, ao longo das eras,  a energia absolutamente predominante entre os seres humanos.
Seja nas  relações familiares, societárias, comerciais, diplomáticas, sociais, humanitárias, enfim qualquer que seja a relação entre povos e nações, pessoas e pessoas, pessoas e demais reinos, o egoísmo estabelece as rígidas regras dos comportamentos.

E assim surgiu: o que é meu é meu, o que é seu pode ser meu, o que é meu não vou perder, não vou ceder.
Com esta ideias fixas, retemos o que deveria seguir seu caminho natural.
Nesta retenção o espaço fica ocupado e o novo não entra.
Na perda compulsória vem o conflito e da mesma forma o novo é desprezado.
Estas posturas nos tornaram pessoas ultrapassadas, obsoletas, antigas, arcaicas perante a dinâmica universal, o vir a ser, a sequencia evolutiva, onde os novos padrões de vida, de energias, de forças, não conseguem se implantar no ambiente que continuamente PRECISA EVOLUIR, PRECISA SE MODIFICAR, PRECISA TORNAR-SE APTA A NOVOS PADRÕES.

Basta olharmos para o céu e veremos a incrível dinâmica do pulsar cósmico, onde nas longas escalas de tempo, tudo muda.
Basta olharmos para a Natureza e veremos a incrível dinâmica das mudanças naturais que ocorrem no continuo processo da destruição com a reconstrução. Uma grande floresta incendia-se com um único raio. Em questão de pouco tempo renasce das cinzas uma nova e mais pujante floresta, renovando-se no continuo processo do vir a ser.
No entanto, o ser humano retém e retendo será retido. Sendo retido infringe certas Leis e estas atuarão de forma violenta e obrigatória, fazendo a renovação compulsória no que foi previsto pela Engenharia Cósmica.

Por absoluta falta de uma visão macrocósmica, temos vivido na contramão dos impulsos naturais da Vida como um todo.
Esta falta de visão ocorre por andarmos sempre de cabeça baixa, cheios de medos, “procurando formigas e deixando passar os elefantes” ou, sendo mesquinhos retemos ao invés de ceder e renovar.

Deveríamos ter relações harmoniosas, mas com o egoísmo no coração isto jamais acontecerá.
Este egoísmo terá de ser extirpado do nosso coração e aí a intervenção será grande, dolorosa, sofrida, pois percebe-se que pouquíssimos querem colaborar.
Estamos na fase das “perdas”, mas temos de considerar que ao perdermos iremos ganhar. Esta postura atenua consideravelmente a inexorável convivência com este tempo de perdas, mas aplica-se para aqueles que já compreenderam o conceito da fase cíclica que estamos vivendo

Este conceito de perdas se aplica a toda ordem de coisas no plano terreno, envolvendo o plano material, emocional e mental, pois nossas relações possuem muita energia egoísta.
Relacionamentos, convivências, estruturas familiares e profissionais, conceitos, preconceitos, religiosidades, leis, tudo sem nenhuma exclusão, terá de passar pela porta estreita do não egoísmo.
O que passar vai, o que não passar fica.
Ou quem passar vai, quem não passar fica.(do tipo triagem de aeroportos na fase atual do terrorismo)

Portanto, os tempos são tempos de mudanças e estes sempre começam por dentro, pelo nosso interior, pelos nossos sentimentos, depois pelas nossas posturas e por último pelas prioridades que determinarmos, onde entra o critério de julgamentos.

Olhe-se no espelho com muita honestidade e procure sentir o que você precisa mudar.
Sai do espelho e realize.
Não vacile.
Não adie.
Hilton

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