terça-feira, 27 de junho de 2017

Poucos devem assumir as funções de muitos.



Pensamento do dia 27 de junho de 2...

“ É do botão da renúncia ao pequeno eu que nasce  o doce fruto da Libertação final. O peregrino que quer refrescar os membros em águas correntes, mas não se atreve a mergulhá-los por pavor à corrente, arrisca-se a sucumbir de calor”.
HPB.

Pois bem, esta é uma situação que retrata o que mais tem nos retido na cadeia evolutiva.

De certa forma temos ficado sempre em cima do muro, pois recebemos a informação a aceitamos mas não praticamos.
O ser humano assimila por repetição e pela condição de colocar em pratica o que acredita. Não há outra forma de fazê-lo neste nível de consciência que nos encontramos.
Por outro lado, iniciar conceitos novos sempre foi problemático, pois exige coragem em abandonar conceitos antigos. Exige que saiamos da mesmice e isto tem sido inconveniente. Exige novos esforços, mais intensos, busca, assimilação, determinação, continuidade,  etc..
Não somos muito afetos a novos esforços, mas a vida inteligentemente nos empurra para situações novas, fatos novos, coisas contundentes que nos obriga a tomar novas decisões ou a empreender novos caminhos.
Esta é uma postura dos velhos tempos e não dos tempos atuais: “É do botão da renúncia ao pequeno eu que nasce  o doce fruto da Libertação final.”
Nada ocorre de forma abrupta, pois diversos recados, situações e informações, abundam antes de um fato contundente acontecer.
Na maioria das vezes estamos desatentos, preguiçosos e não damos a devida atenção.
Temos sido pouco atenciosos, pois nos acostumamos a que outros decidam o que devemos ou não fazer, o que devemos ou não mudar, pois desigualar-se dos demais ainda é algo muito difícil para muitos.
O texto alerta os peregrinos, os caminhantes da Vida, para a premente necessidade em vencer desafios, arriscar-se, CONFIAR, ter coragem, ENVOLVER-SE, pois a corrente do conhecimento é contínua e clama nossa presença.
O texto cita a renúncia, pois não podemos seguir em frente sem renunciar ao que ficou para trás.
Isto não quer dizer abandonar o conhecido mas trocar algo menor por algo maior, informação limitada por informação abrangente, limites por novos limites, preconceitos por conceitos, lembrando sempre, que estamos vivendo verdades relativas e estas se reciclam continuamente na medida que nos arriscamos a mergulhar nas águas desconhecidas do saber.

Como diz Pietro Ubaldi, a vida é um eterno vir a ser, onde o novo sempre vem para ocupar o espaço do antigo. Mas, no livre arbítrio temos de permitir, temos de consentir que isto aconteça . Sem este consentimento nada ocorre e estacionamos, ou no texto de HPB, refrescamos os membros, mas não nos refrescamos e podemos sucumbir ao calor.

O Grupo vem vivendo um conjunto de novas informações, mais dinâmicas, mais intensas, mais atuantes que exige muito mais do seus elementos, pois quem nos conduz sabe exatamente o que é necessário em cada momento da vida. Leva em conta conjunturas planetárias e não individuais.
Se não dermos respostas à altura, estes impulsos diminuem, irão tornar-se “mornos” menos intensos, mais esparsos e podem sumir, pois não há desperdício de energias no universo.

Uma energia modificadora é cíclica, ou seja, ela vem, mensura a absorção, continua ou desaparece. Se desaparecer repetirá em outro ciclo. O tempo entre um ciclo e outro envolve as conjunturas universais, portanto, não temos noção sobre isto.
Na absorção, esta energia modificadora começa a emanar impulsos com diversas intensidades e na medida das respostas de quem vem recebendo estes impulsos, estes se intensificam ou podem diminuir, portanto está sob nosso domínio a própria evolução.
Envolver-se e em que intensidade será determinante para o continuísmo destes padrões energéticos e impulsionadores.

Portanto temos sempre de avaliar nosso compromisso  e nossos desejos ao entrarmos nesta seara, pois na atual conjuntura planetária, poucos devem assumir as funções de muitos.
Muitos não estão dando respostas aos impulsos enviados, não estão atentos às informações passadas, continuam fortemente envolvidos com a vida ilusória, finita e decadente que os cidadãos da Terra vem enfrentando.
Não se atentam ou não querem se ater aos graves perigos que a humanidade vem enfrentando e terá de enfrentar, não só por sua ineficiência como cidadão da Terra, mas também pela virada cíclica planetária.

 Enfim, precisamos pensar e refletir de forma abrangente, muito abrangente e se posicionar a  respeito para que sejamos incluídos em tais impulsos nesta transformação do ciclo planetário.
Hilton

Nenhum comentário:

Postar um comentário