segunda-feira, 2 de abril de 2018

Em nome da clareza - 4a Parte.


Libertação.

Com a prática do desapego percebemos que a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes. Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou fazemos. O que há de mais significativo na existência vive em nosso interior, além das dimensões onde há fenômenos e efeitos visíveis.
Se com frequência dirigimos a atenção aos níveis internos e superiores do nosso ser, podemos passar pelas provas mais dolorosas do físico, do emocional e do mental sem nos envolver com o sofrimento. E cada ser humano que consiga agir, sentir e pensar com amor e desapego ajuda a libertar os semelhantes ainda condicionados às Impressões próprias dos planos materiais, que são secundárias perante as verdadeiras causas dos acontecimentos, perante o que nos move e o que dá vida ao nosso ser externo.
Embora tenhamos tarefas no mundo concreto, devemos sempre saber que de um ponto de vista superior não pertencemos a ele. Essa consciência de que a raiz da existência está no interior do ser, na essência Imaterial, permite-nos  atualizar e aprofundar a perspectiva acerca de um dos fenômenos mais atraentes de hoje, que são as aparições de luzes e objetos desconhecidos no céu. Se estivermos presos a fenômenos, reduziremos a oportunidade de vê-las a uma pesquisa ou a um divertimento, enquanto poderíamos estar usufruindo sua irradiação interna, evolutiva e transcendente,
 O relacionamento harmonioso e seguro com a realidade suprafísica que está por trás desse fenômeno é possível por melo da intuição. A  telepatia mental também pode ser  usada para isso, mas é recurso dos  que ainda não estabeleceram contato mais profundo, de alma, com a essência espiritual ou divina dessas luzes e objetos.
Trigueirinho.

Pois bem, a intuição manifesta-se como uma ideia, como uma imaginação, como um susto em certos casos, aonde a velocidade de respostas precisa ser imediata. Dificilmente estará associada à lógica, ao raciocinio e ao conhecido, mas a um simples impulso que se atende ou não.
Esta associação acontece pelo fato de estarmos seguindo na contramão do caminho (vida evolutiva). Ao invés de seguirmos adiante, estamos voltando.
Uma ideia, no aspecto intuitivo, será peculiar, nova, diferente do que se sabe, do que se fez e do que se tem como tendência.
A imaginação talvez seja o instrumento mais utilizado e quem sabe o mais eficaz, no processo intutivo, face o nível de consciência baixíssimo que nos encontramos, para o momento atual do Planeta.
Digamos que a imaginação tem melhores chances de quebrar os atuais paradigmas, alias todos em processo de extinção.

Estão em extinção pois tais paradigmas foram criados para os tempos do despertamento, aliás bem antigos, portanto hoje fora de época, além de terem sido fortemente influenciados pelas forças negativas, para seu uso na oportunidade do livre arbítrio.
Por exemplo, houve uma época que o negro podia ser escravizado e esta atitude era aceita pela sociedade, o índio indesejado podendo ser dizimado, ou seja, estes foram os paradigmas que funcionavam e por incrível que pareça ainda funcionam de forma, quem sabe, mais discreta.
A elite rica, politica e coisas do gênero, continuam se diferenciando e muitos assumem posições e posturas acima das próprias lei criadas pelos homens, portanto, pouca coisa mudou quanto a permanência dos paradigmas que contrariam as Leis Divinas.

A imaginação, em especial nas crianças, são ricas na formação do seu conjunto corpo-alma, face a presença marcante e muito forte da intuição, ou em outras palavras, da comunicação da alma com as fontes divinas que amparam aquele ser em crescimento nos dois aspectos: físico e anímico(da alma). No entanto, fazemos de tudo para que este elo se enfraqueça, a intuição diminua e a imaginação seja trocada pela ilusão.
É essencial uma criança brincar, usar plenamente sua imaginação, mas estas tem estado ocupadas demais para esta possibilidade, formando personalidades que fracassarão em muitos dos seus objetivos essenciais.

No adulto a imaginação, se fértil, abre espaço para que a essência intuitiva aconteça, sinalize, alerte, dirija, conduza, se expresse e reoriente o caminho que se está percorrendo. Da mesma forma, estamos muito ocupados, sem tempo, desgastados e preocupados na “luta” pela sobrevivência.
Não se luta para sobreviver, mas sim para aproximar-se das coisas indignas e ilusórias. A sobrevivência é algo natural, divino, mas dificilmente iremos percebe-la enquanto envolvidos nas ilusões e nos desejos do ser, do ter e do poder.
Milhares de oportunidades são perdidas nesta luta insana pela sobrevivência, pelo ter e pelo poder, sem percebermos que o tempo está incrivelmente acelerado. Somos ocupados, estamos ocupados, nos mantemos ocupados, como a mais das esfarrapadas desculpas para impedir que a imaginação, a intuição, a clareza e a evolução possam acontecer.

Dificilmente alguém irá lutar contra isto, pois somos tremendamente acomodados e oportunistas, mesmo que o sofrimento e o desespero venha se fazendo presente em muitos.
Somos guerreiros de uma única tática, do comodismo.

Como é dito e esclarecido no texto, “a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes. Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou fazemos”. , ou seja, só a imaginação poderá nos levar ao mundo real, enquanto que a lógica nos mantem no mundo ilusório.
Quem não percebe esta inversão de conceitos jamais sairá do lugar.
Hilton

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