segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Passos Atuais - 87a Parte. O homem na Lua nos fez olhar para o céu.


Há indivíduos que se comportam como alguns desportistas que, tendo recebido medalhas e troféus, permanecem adorando tais objetos, presos aos lauréis das vitórias passadas, sem perceber que se cristalizaram no que, alimentado por suas próprias ambições, ofuscou-os com seu brilho.
Esses tomam suas experiências interiores como troféus; carregam-nas e revivem-nas como se  fossem as únicas e as maiores, deixando assim de viver aquilo que o Espírito lhes estaria reservando a  instante — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta.
Nessas recordações, que para a vida verdadeira não tem valor algum, percorrem anos e anos, senão vidas, até que uma Vontade Maior os arrebata dessa ilusão e os leva a finalmente despertar. Enquanto permanecerem cultivando as experiências interiores como prêmios conseguidos, estiveram, em verdade, amando o próprio ego em lugar de amarem Àquele que em Amor lhes doa vida.
Figueira.

Pois bem, o tema do texto tem sido o comportamento de muitas pessoas que se dão ao luxo de dizerem que sabem das coisas.
Na realidade estamos num nível, do aprendizado universal, extremamente infantil, grosseiro e de pouca repercussão nos níveis internos da Vida.
Nossas conquistas sequer rasparam o imenso cabedal de cada conhecimento.
É preciso estar consciente destes fatos, pois a mente humana perde-se com facilidade no pouco que conhece.
O que conhecemos nunca será suficiente, no entanto ao nos darmos conta de que sempre mais será necessário, alavancamos imensa ajuda para fazermos o CERTO no exato momento de fazer o que precisa ser feito.
Os grandes feitos da humanidade, aqueles que trouxeram qualidade de vida, que alavancaram impulsos no desenvolvimento da matéria, tiveram sempre interferências do Plano Maior. As ajudas que vieram das estrelas, apoios de inteligências extraterrestres, estalos espetaculares da ciência, beneficiou a humanidade como um todo em vários aspectos do seu desenvolvimento material e espiritual.
O homem na Lua nos fez olhar para o céu, para as estrelas, para as fronteiras além do horizonte terreno conhecido.
Era preciso que isto acontecesse pois a humanidade precisava ser preparada para o contingenciamento da transição planetária.
Nossas conquistas em todos os campos da ciência, da tecnologia, da mente, tem sempre como principio alavancar as possibilidades da evolução espiritual. A reencarnação funciona com este mesmo princípio, começa como a oportunidade de alavancar novos conhecimentos e princípios e termina quando estes ficam rodando sem novidades.
Claro que aproveita-se para sanar as falhas anteriores e corrigir os rumos equivocados, mas o princípio básico é a conquista de novos fatores evolutivos no campo da espiritualidade ou da eternidade.
Quem não compreende estas condições, não consegue compreender o motivo da sua existência. Com isto não poderá ajudar alguém, pois não ajuda a si próprio. Torna-se assim um elemento desnecessário ao todo.
O que temos conquistado não pode “empoeirar”, não pode servir como júbilo ou regalias. Os recordes serão sempre batidos, pois a humanidade encontra-se em evolução e evoluir é sempre uma nova conquista.

 — a fresca água da Fonte que não deixa de jorrar e que sempre nova se apresenta. Temos de estar sedentos desta água fresca. O que sabemos hoje serve para hoje, para amanhã precisamos aprender hoje o que será necessário.
É interessante como nos desinteressamos facilmente e como temos uma tendência muito forte em cair na rotina.
Ocupamos nosso tempo e espaço com as rotinas do dia a dia, enfaticamente trancadas no mundo material. Bastaria poucos minutos por dia, para que aspectos espirituais viessem à tona, quando nos dedicamos a busca-los.
Podemos começar algo com um bom entusiasmo, com muitas vontades, mas rapidamente colocamos na rotina, tornando-os mecânicos, repetindo, repetindo e em cada repetição anula-se a criatividade, ou seja, desprezamos a água fresca da Fonte para tomar a água parada e estagnada.
   
Precisamos compreender o significado da Vida. Não estamos aqui para passar o tempo, estamos aqui para aperfeiçoar o que aprendemos e para aprender novas possibilidades. Tudo que fazemos precisa ter um significado espiritual, pois sem este significado a atividade será uma perda de tempo, em uma vida tão curta e tão valiosa.
Hilton

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