quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Passos Auais - 88a Parte. Ser um tutor.


Pois bem, o assunto em pauta tem o objetivo de lembrar nossa função ao nos pré dispormos a ajudar alguém.
Há diversos tipos de ajudas:
1ª opção: Ajudas restritas ao plano material, onde algo passa a ser suprido por um determinado tempo. Cessa imediatamente assim que a ajuda termina. Raramente transformações acontecem no paciente.
2ª opção: Ajudas no plano espiritual em que objetivo é a transformação do paciente. Estende-se por períodos longos, pois nos tornamos referencia para assuntos em que o plano material não atende.
Denominaremos, para a 2ª opção, a quem se dispor a fazer, o titulo de “tutor”.
Sendo assim, passaremos a discorrer um pouco mais sobre o que vem a ser um tutor para este aspecto da caridade:

Um tutor (do latim tutore,[1]" protetor ") consiste numa pessoa envolvida na gestão da informação e outras funções. Esta forma especial de informação é, também, chamada "tutoria", "tutoriat" ou "tutorial": nela, o tutor observa os problemas dos tutelados e ajuda, prestando assistência de forma mais célere, eficaz e imediata. O tutor pode ser, ele próprio, ainda um estudante. Este fato tem a vantagem de propiciar um contato menos formal junto ao tutorado de forma a que a mensagem transmitida seja mais rapidamente compreendida e assimilada o que facilita o acesso ao conhecimento, e que numa relação demasiado formal poderá ser dificultada ou mesmo impedida.

A aprendizagem tutorial exige estrutura predeterminada e predefinida. Este tipo de aprendizagem tem suas raízes no cognitivismo. O tutor guia o tutorado com auxílio de um fio condutor que atravessa uma grande parte das informações. O tutor conhece as necessidades e possíveis soluções, pelo fato de ter vivenciado semelhantes dificuldades e por conhecer formas de superá-las. Ele pode ser um grande amparo em todo o momento em que o tutorado estiver com muitas dúvidas, intervindo e auxiliando-o. Esta estratégia de condução da aprendizagem agrada, porque sentem-na pouco restritiva, pouco limitadora, simplesmente porque acabam por aprender a dominar uma informação de maneira muito eficiente.
Wikipédia

Pois bem, o papel de um tutor, na forma que o estamos concebendo nas atividades de cura, assume a tarefa de informar, acompanhar e recuperar as condições de estabilidade, equilíbrio e esperanças de quem atravessa determinados percalços no caminho da vida.
Não se trata de um papel omisso, eventual, burocrático no sentido de preencher determinado formulário para atividades consideradas internas.
O tutor assume com o tutelado o conjunto das novas possibilidades, das novas esperanças no processo que ele vem passando.
O tutor compartilha aspectos que não são considerados no rol de informações tradicionais para o tutelado, pois estas dependem de graus de conhecimento que a maioria ainda não teve acesso ou oportunidades para isso.
O tutor passa a ser um guia, um orientador, um ombro amigo, pois alavanca esperanças, lembra a fé e permite que impulsos ocorram no processo de desdobramento que o tutelado passa a receber.
O tutor não desiste, não se cansa, mantem a chama viva através da comunicação constante, enquanto houver receptividade. A receptividade também depende do grau de interesse que o tutor deverá despertar em seu tutelado, pois parte-se do principio que o mesmo está em ampla desvantagem ao informar e viver problemas que o desequilibre.
O tutor não pode fazer desta atividade uma rotina. Precisa apresentar sempre algo que ilumine e desperte o interesse do tutelado e para isto precisa estar afinado e alinhado com as informações que recebe. Não pode ser omisso, ter pressa, fazer por fazer ou ver esta atividade como mais um encargo da vida que leva. Se for este o caso, desista desta atividade.
O tutor, naquele momento, passa a ser um guia quando todo o resto não responde às necessidades do tutelado, pois nem sempre o paciente compreenderá que eliminar certos problemas ou encarar certas situações dependerá de mudanças profundas que precisam ocorrer.
O tutor não deve prometer cura, mas acompanhar o desenvolvimento da estabilidade do seu tutelado.

Vivemos num cenário de abandono, no âmbito mundial, pois tudo tem sido abandonado. É sempre uma questão de tempo para que o abandono seja sentido por todos.
O tutor não pode cometer o mesmo erro, mas não pode criar dependências em torno de si, desta forma, precisa educar seu tutelado que seguir em frente é uma narrativa necessária e pessoal, face ao destino de cada um.
O tutor não pode ser indiferente (talvez o maior erro que se comete), pois ao faze-lo irá despencar os esforços exercidos ao longo do tempo.
O tutor tem de manter elevado o interesse pelo aprofundamento do tutelado em informações que o faça seguir adiante na busca pela compreensão do ato de viver(aqui considera-se a desencarnação com um ato da vida).
O tutor pode receber confidencias do tutelado e isto desanuvia cargas pesadas, negativas que o mesmo não consegue se livrar. Precisa manter sigilo absoluto estas confidencias.

Ser tutor é uma experiencia magnifica pois qualifica o individuo a compartilhar o aprendizado da vida,  as questões sobre a vida e a forma de viver que poucas vezes acontecerá na sua vida isolada e restrita às suas experiencias pessoais. É um Serviço, pois precisará aprofundar-se para explicar o que não tem sido explicado.

É uma forma interessante de evolução, pois se for um tutor na sua expressão correta, estará em Tarefa pelo período em questão, com destaque para que as ajudas internas sejam processadas no seu meio e na sua mente. 
Finalmente, outro aspecto acontece, pois irá compartilhar dos impulsos que o tutelado irá receber no seu processo de transformação, portanto, podemos dizer sem erro que um estará ajudando o outro.

Hilton

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