O processo planetário atual pode ser visto simbolicamente como um
imenso reservatório de água, representando o próprio planeta, e a água no seu
interior o campo psíquico. Desse reservatório saem miríades de pequenos tubos
de diferentes diâmetros, simbolizando as consciências dos homens.
A energia transformadora cósmica, que está trazendo a mudança de
ciclo no planeta, atua como uma pressão sobre a água desse reservatório,
efetuando assim a remoção desta, limpando-o. Grande parte desse escoamento
deveria ser feito pelos homens, que seriam os canais de circulação dessa
energia para o mundo exterior.
Entretanto, a grande maioria dos tubos está enrijecida e obstruída.
Como esses tubos não podem dar vazão nem mesmo ao fluxo normal, eles não
suportariam uma maior parcela desse escoamento.
Quanto mais ampla é a consciência do homem, mais largo e flexível
é o tubo que o representa, podendo suportar maiores variações de fluxo e
pressão sem dano algum.
Os tubos enrijecidos, não suportando a pressão exercida sobre toda
a água do reservatório, se rompem. Aqueles que podem dar alguma vazão, recebem
um maior volume para poderem suprir o que não pode passar pelos outros. E à
medida que se aproximam os momentos finais do ciclo, mais detritos surgem junto
com a água; toda a sujeira que permaneceu decantada no fundo do reservatório
começa a emergir.
Figueira.
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