segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Passos Atuais 115a Parte. A Árvore.


O homem deve saber para aonde dirigir sua vontade. Se à busca das pérolas do mundo ele dedicar atenção e energia, conseguirá tesouros que o mundo cobiça e o tempo destrói. Porem. Tendo transcendido a busca por aquilo que perece, descobrirá que mais profundo do que as vertentes temporais são os mares da boa vontade; e quando nesse se banhar, verá que ainda mais além estão os oceanos da sabedoria.
Muitos podem contentar-se com a imagem, mas aquele que tem sede de Verdade buscará a presença. Saborosos e nutritivos podem ser o frutos colhidos por terceiros, mas aqueles que querem conhecer a vida nascente tentarão chegar à arvore.
Figueira.

Pois bem, se fizermos uma leitura atenta do texto, percebe-se várias indicações para se ter um comportamento mais adequado com o desenrolar da vida em questão.
As pérolas do mundo que procura atrair toda a nossa atenção e todos os nossos esforços, pertencem às ilusões da vida material.
O mundo cobiça e o tempo destrói: a grande competitividade no ser, no ter e no poder concentra quase toda nossa atenção, esforços e sacrifícios em conquista-las, mesmo sabendo de antemão que até o momento da morte, as deixaremos.
Muitos justificam estes esforços como sendo necessários para as sucessões, esquecendo-se de que o caráter, o correto ensinamento e a postura para com a vida são os fatores que irão determinar o sucesso ou o fracasso de alguém. A sucessão não sobrevive da matéria, mas da formação que a ele foi submetido e do seu livre arbítrio.
A boa vontade e a sede pelo aprendizado eterno nos faz estudantes da vida, onde iremos nadar no oceano do conhecimento.
A imagem (ilusão) permanece por um tempo limitado e inevitavelmente, se desfaz. Este tem sido o motivo das insatisfações, das decepções, das frustrações, pois sempre desaparece.

A busca pela Verdade nos levará para caminhos novos, nunca percorridos, onde o desconhecido se fará presente. Precisamos despertar e estimular este potencial interno. Ele é intrínseco à nossa própria constituição como ser divino e completo.
À medida que nosso conhecimento se amplia, a paz começa a fazer parte do nosso cotidiano. De certa forma tudo se encaixa e a sensação de que nada está fora do lugar, tranquiliza.
Nesta etapa, sentir as ajudas torna-se mais intenso, mais sublime e real. Quando a alcançamos, jamais retornaremos.
Hilton

Nenhum comentário:

Postar um comentário