quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Passos Atuais - 130a Parte - A paz em si mesmo.


O que em verdade um homem busca enxergar quando olha o céu estrelado é sua própria imensidão; busca ver as infinitas luzes que guarda em seu interior. Ali reencontra seu destino e sua origem, pois o que é infinito não pode permanecer circunscrito à forma que o acolhe.
O que em verdade o homem busca quando bate à porta de um lugar de paz é encontrar a paz em si mesmo. 
Aquele que necessita de apoios poderá um dia caminhar sozinho; portanto, a ajuda a eles é ensiná-los a caminhar.
Figueira

Pois bem, o texto revela que na realidade o que buscamos já está em nosso interior. Então por que não temos acesso direto?
Pela simples razão de que, naquele momento, não estamos preparados para receber o que precisa ser recebido.
A mente é complexa, mas de certa forma lerda para processar. Então o que num momento anterior é indescritível, no momento seguinte passa a ser óbvio.
Desta forma, temos de processar um conjunto de Informações que passam a estimular o que é indescritível naquele momento.
O que recebemos como informação, precisa ser assimilada, processada e experimentada, para ser compreendida. Em seguida passa a ser óbvio.
Digamos que foi uma forma interessante de compreendermos os mistérios da alma, do universo, da vida.

Poderíamos fazer isto sozinho?
Nesta fase da nossa evolução, na 3ª dimensão, num planeta cármico, cremos que não. Cremos que precisamos de mestres, tutores e instrutores que possam adequar o conhecimento necessário para este ser adquirido e processado pela mente.
Da mesma forma ocorre a evolução no plano material, onde aos poucos vamos conquistando passos importantes: voamos, pisamos na Lua, desenvolvemos veículos com velocidade, dominamos o fogo, enfim o que temos ou fazemos hoje, a 100 anos atrás era impensável.
Desta forma, mediante certas capacidades mentais conquistadas, nossos Instrutores lançam ideias para a humanidade onde alguns humanos conseguem captá-las, desenvolvê-las e torná-las viáveis.
Claro que predomina o livre arbítrio, ou seja, o bom uso ou o mau uso que fazemos sobre as ideias lançadas, mas aí é uma questão de conquistas e responsabilidades.

No plano espiritual procede-se da mesma forma, ou seja, informações são captadas, inseridas para a humanidade e são processadas conforme o nível mental e espiritual de cada um. Mas no “frigir dos ovos” a informação tende a ser processada, experimentada e depois conhecida, tornando-se objeto de várias experiencias a respeito, até virar um conhecimento definitivo.

A paz em si mesmo é uma busca pelo conhecimento. Ela não está em nenhum lugar externo, em nenhuma posição externa, em nenhuma condição externa,  pois é uma sensação, um sentimento de "la´de dentro".
A paz não pode ser constante, ou seja, não há paz eterna, pois não seríamos estimulados a procurá-la. Se bem que há pessoas que convivem com a intranquilidade, a indiferença e a dor com incrível elasticidade – tipo homem borracha.
Com sabedoria, podemos viver bem no mar da intranquilidade. Funciona como “combustível” para irmos buscar a meta básica da vida: a paz.

Temos grandes responsabilidades, pois ao tomarmos conhecimento de uma informação passada, ao ser assimilada esta precisa ser compartilhada, por isso da frase final do texto: a ajuda a eles é ensiná-los a caminhar.
 

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