O que em
verdade um homem busca enxergar quando olha o céu estrelado é sua própria
imensidão; busca ver as infinitas luzes que guarda em seu interior. Ali
reencontra seu destino e sua origem, pois o que é infinito não pode permanecer
circunscrito à forma que o acolhe.
O que em
verdade o homem busca quando bate à porta de um lugar de paz é encontrar a paz
em si mesmo.
Aquele que necessita de apoios poderá um dia caminhar sozinho;
portanto, a ajuda a eles é ensiná-los a caminhar.
Figueira
Pois bem, o texto revela que na
realidade o que buscamos já está em nosso interior. Então por que não temos
acesso direto?
Pela simples razão de que, naquele momento, não
estamos preparados para receber o que precisa ser recebido.
A mente é complexa, mas de certa
forma lerda para processar. Então o que num momento anterior é indescritível, no momento seguinte passa a ser óbvio.
Desta forma, temos de processar um
conjunto de Informações que passam a estimular o que é indescritível naquele
momento.
O que recebemos como informação,
precisa ser assimilada, processada e experimentada, para ser compreendida. Em
seguida passa a ser óbvio.
Digamos que foi uma forma
interessante de compreendermos os mistérios da alma, do universo, da vida.
Poderíamos fazer isto sozinho?
Nesta fase da nossa evolução, na
3ª dimensão, num planeta cármico, cremos que não. Cremos que precisamos de
mestres, tutores e instrutores que possam adequar o conhecimento necessário
para este ser adquirido e processado pela mente.
Da mesma forma ocorre a evolução
no plano material, onde aos poucos vamos conquistando passos importantes:
voamos, pisamos na Lua, desenvolvemos veículos com velocidade, dominamos o
fogo, enfim o que temos ou fazemos hoje, a 100 anos atrás era impensável.
Desta forma, mediante certas capacidades mentais conquistadas, nossos Instrutores lançam ideias para a humanidade onde alguns humanos conseguem captá-las, desenvolvê-las e torná-las
viáveis.
Claro que predomina o livre
arbítrio, ou seja, o bom uso ou o mau uso que fazemos sobre as ideias lançadas,
mas aí é uma questão de conquistas e responsabilidades.
No plano espiritual procede-se da
mesma forma, ou seja, informações são captadas, inseridas para a humanidade e
são processadas conforme o nível mental e espiritual de cada um. Mas no “frigir
dos ovos” a informação tende a ser processada, experimentada e depois conhecida, tornando-se
objeto de várias experiencias a respeito, até virar um conhecimento definitivo.
A paz em si mesmo é uma busca pelo
conhecimento. Ela não está em nenhum lugar externo, em nenhuma posição externa,
em nenhuma condição externa, pois é uma
sensação, um sentimento de "la´de dentro".
A paz não pode ser constante, ou
seja, não há paz eterna, pois não seríamos estimulados a procurá-la. Se bem que
há pessoas que convivem com a intranquilidade, a indiferença e a dor com incrível
elasticidade – tipo homem borracha.
Com sabedoria, podemos viver bem no
mar da intranquilidade. Funciona como “combustível” para irmos buscar a meta básica
da vida: a paz.
Temos grandes responsabilidades,
pois ao tomarmos conhecimento de uma informação passada, ao ser assimilada esta
precisa ser compartilhada, por isso da frase final do texto: a ajuda a eles
é ensiná-los a caminhar.

Novo formato, mais democrático e mais menos paternal: cada um busca.
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