Para te
elevares, precisas de esforço e dedicação. Para caíres, basta te descuidares.
Figueira.
Pois bem, elevar-se é aprofundar no
conhecimento sobre a vida e a forma de se viver. É buscar informações, realizar
experiencias e transformá-las em conhecimento.
A inteligência alarga-se neste processo,
pois quanto mais fazemos uso do nosso cérebro, mais células passam a
iluminar-se, tornarem-se ativas para produzir a expansão necessária que dará o
nível de compreensão para os novos conceitos.
Mas, tudo começa com a fé.
A fé, entre as muitas definições
que existe a seu respeito, é um impulso que estimulamos, uma fonte de energia adicional
à energia vital, aquela que nos mantem vivos.
A fé pode ser usada para o bem e
para o mal, para atender as Leis de Deus no seu sentido positivo ou negativo.
Sim, as Leis podem ter um sentido negativo, criando assim a possibilidade do
livre arbítrio.
Para ilustrar, uma frase tem sido
muito usada atualmente: “é dando que se recebe”. Se mal utilizada pode ser
interpretada como uma troca de forças, interesses, egoísmo do poder; um jargão político
que tem sido muito utilizado na satisfação de interesses mesquinhos e
escravagistas. Ou no sentido positivo em que informação e conhecimento é
compartilhado para que todos possam crescer, onde um ajuda o outro.
Portanto, na expansão da consciência
esforços com base na fé elevam-se, tornando o individuo uma fonte de informação
e de divulgação para que todos ao seu lado possam ter a oportunidade de
compartilhar o que vem do Alto.
Tais esforços precisam ser contínuos
e constantes, assíduos, persistentes, intensos, prioritários, pois o posterior
sempre será decorrente do anterior, ou seja, uma informação correta,
desdobra-se em muitas outras complementares, fazendo com que o todo se torne um
novo conceito ou um conceito atualizado para os tempos em questão.
Aquele que para, que estaciona,
que tornou-se preguiçoso, que atende somente as demandas da sobrevivência, da riqueza
ou das delicias da vida material, perde a fé, ou seja, desliga-se dos contatos,
dos impulsos, das novas demandas de informações, deteriorando, inclusive, o que
aprendeu pela ausência de novos estímulos e pela pratica dos atuais. É, sem
dúvida, uma ausência de fé no processo do continuísmo espiritual da qual todos
tem de ter.
A queda pela ausência de fé é
rápida e o espaço vazio deixado será velozmente ocupado por forças estranhas ao
processo evolutivo, tornando-o submisso ao mundo obscuro da humanidade. Milhões
de desculpas lhe vem à cabeça, numa clara tentativa de submetê-lo a todo o
resto, sem a fonte da fé. O medo assume, o emocional toma conta e o novo fica
de lado. O descuido geralmente tem um preço alto e a retomada é lenta.
É preciso não descuidar, ficar
atento e persistir. A fé alimenta-se da boa vontade da abnegação e da convicção
do caminho escolhido. Dizem que é para os fortes, mas
creio que seja para os que tem amor e compaixão no coração.

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