sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Passos Atuais 208a Parte. Imparcialidade.

 

Só depois de conquistares a imparcialidade, serás capaz de viver com amor as situações em que te encontrares.

Figueira.

 Pois bem, ser imparcial é uma condição do equilíbrio.

O equilíbrio exige inúmeros esforços de controle e entre eles encontra-se a imparcialidade.

 É comum ao observarmos ou nos envolvermos com situações de terceiros, quebrarmos a imparcialidade e tomar partido para um dos lados ou, eventualmente, contra os dois. Neste aspecto é importante refletir que nada ocorre por acaso, sendo assim quando um atrito ou uma disputa acontece, está em ato condicionantes cármicas dos envolvidos.

Da mesma forma quando somos pressionados por alguma situação, imediatamente levantamos as defesas sem tecer a devida analise ou reflexão sobre a possibilidade de estarmos errados.

É interessante que, na maioria das vezes, estamos errados e a vida, na tentativa de corrigir, gera confrontos. Sem reflexões e humildade, provavelmente continuaremos na direção errada.

 Toda e qualquer disputa, desafio, confronto, deveria ser evitado para que um estado de equilíbrio mantenha-se estável. Na possibilidade de ocorrerem voltar-se para o silencio, para a quietude, nos alinhará pra que decisões possam ser tomadas no equilíbrio e na imparcialidade.

É importante manter sempre, disposição em corrigir o caminho assim que notarmos que algo não se encaixa. A vida usa vários artifícios para nos chamar a atenção quando uma situação não condiz com nossas metas espirituais. Respeitá-las é uma necessidade.

 O orgulho tem sido um sentimento que nos leva a um intenso processo de queda. O orgulho mantem o indivíduo preso a convicções ultrapassadas, o mantem submisso aos conflitos da personalidade e quase sempre leva a ações danosas ou erradas.

O orgulho varia de pessoa para pessoa. Pode ser muito intenso em alguns e suave em outros, mas é um sentimento que todos tem. É um sentimento que leva o indivíduo a perder grandes esforços para manter o equilíbrio; acentua atos de competitividade e mantem estados de ignorância na medida que se intensifica.

O orgulho desencadeia inúmeros outros sentimentos como a ganancia, a raiva, o ódio, os medos e isto leva a pessoa ao colapso do equilíbrio. Pode ser irrecuperável numa encarnação, pode levar várias reencarnações para estabilizar-se e sempre exigirá acentuado esforço de humildade para voltar-se ao equilíbrio.

 Sem imparcialidade o indivíduo não vive as Leis.

Sem imparcialidade o individuo fica confuso, analisa e raciocina da forma errada, aquém dos estímulos da alma, torna-se impermeável a novas conquistas e transforma-se num gerador de carmas por onde passa.

Outro aspecto importante na imparcialidade é a capacidade de compreender o que se passa, segundo a lógica da Vida. Torna-se ponderado, não culpa e não sai em busca de culpados, atravessa as “tormentas da vida” como observador e assim aprende e compreende com tudo que acontece.

 No inverso, na parcialidade, passa a considerar a sorte, o azar, o acaso, o jogo das probabilidades, enfim o individuo torna-se permeável a fatores que ele considera inconclusivos. Culpa Deus e torna-se refém de desejos que o desvia das metas traçadas. Passará a vida lutando, inutilmente, contra a correnteza do rio da Vida. Corre assim o risco de viver algumas vezes as mesmas situações.

Observar, ponderar, extrair aspectos positivos de todos os acontecimentos, nos alinha com a imparcialidade. Observar a vida se tornará mais interessante do que vive-la, pois vive-se na ilusão. Esta ilusão nos aprisionou e nos tornou reféns dos costumes.

Confia. Este sentimento “mágico” pode mudar vários acontecimentos.






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