É preciso deixar de ser capaz de trair. A fidelidade é uma meta dos que ingressam no caminho espiritual.
Figueira.
Trair é abominável. Infelizmente cometemos este ato contra si
próprio inúmeras vezes ao longo da vida.
A traição é uma prova e esta prova vem recheada de circunstancias
que irão testar o quanto, efetivamente, aprendemos das lições que a envolvem.
Vamos nos ater no contexto da traição contra princípios conquistados,
sem nos aprofundar no mérito deste ato contra terceiros.
A preguiça aliada à presença de novas atribuições nos levam a
trair.
Posso “justificar” com inúmeras respostas ao trair tal aprendizado,
mas no fundo sei que estou contrariando o que vem de dentro, o que vem da minha
alma, o que estava me fazendo crescer neste ambiente tão inóspito e impróprio
para o desenvolvimento evolutivo.
Ao trair, cedo meu ser aos interesses da forças involutivas. Estas
percebem as fraquezas que me levaram a praticar este ato e atacam com muita
força estes pontos fracos, minando cada vez mais os esforços que faço para uma
eventual renomada. Assim o tempo passa, enfraqueço-me cada vez mais, vem o
desanimo e num processo interno de justificativas vou cedendo, cedendo, até que
perco a possibilidade de retomar. Quanto isto ocorre minha vida passa e
precioso tempo deixo de utilizar.
Sinto, então, ao desencarnar, grande remorso e frustro-me ao rever
que não perdi sozinho, pois quem a mim estava coligado perdeu também.
Infelizmente a sociedade humana tem sido contumaz neste processo
face ao estado ilusório que vive no mundo material. Temos trocado o certo pelo
incerto, o eterno pelo passageiro e o útil pelo fútil.
Como vivemos numa sociedade, num ambiente familiar e numa relação
cármica intrínseca e complexa, quando um trai e afunda, não o faz sozinho e com
ele acaba por levar pessoas das quais teve influencias no decorrer da reencarnação.
Isto é comum, pois num meio entre pessoas, alguém vem para
despertar as demais e as demais dependem dela para se coligarem a estados mais
evolutivos.
No entanto, o reverso é verdadeiro. Quando mantenho minha
hegemonia evolutiva, quando sustento meu empenho, que seja com grandes esforços
e sacrifícios , atrairei nas relações que me envolvi, padrões da vida divina
elevadas e evoluídas que poderão despertar aqueles que a mim se coligaram nesta
relação cármica.
Isto quer dizer que poderei superar ajustes cármicos com
atribuições úteis e as envolverei em ondas de amor, de harmonia e progresso
espiritual de elevado valor.
Quando se fala em vinculo cármico, deve se interpretar como
responsabilidade evolutiva também, ou seja, quem a mim se coligou
responsabilizo-me por sua evolução também.

Nenhum comentário:
Postar um comentário