quinta-feira, 15 de abril de 2021

Passos Atuais 267a Parte. Cura.

 Pois bem, abordaremos o tema da Cura sob a ótica de Figueira. O texto esclarece e aprofunda a necessidade de conquistarmos um estado harmonioso entre matéria e espírito, para que a cura se manifeste em sua forma mais ampla e profunda.

Comentários serão colocados no decorrer do texto. O texto original será grafado em itálico.

Transcrição extraída do texto que se encontra no Glossário Esotérico – 9ª edição - página 107 – Editora Irdin.

 

CURA  No homem, pode ser definida como o estado de harmonia que surge da integração da vontade individual na vontade espiritual e cósmica, presente no interior do seu ser. É a transformação da matéria segundo o seu padrão arquetípico. A cura funde a consciência humana na anímica (consciência da alma) e permite ao indivíduo acolher a vida do espírito, Por isso traça o seu caminho de volta à Origem, libera-o da regência das leis materiais e leva-o a ingressar em mundos elevados, desconhecidos da mente racional . Para a cura efetuar-se, é preciso fé e intenção de transformar-se, pois ela não depende exclusivamente de agentes materiais. A cura do corpo físico-etérico, do emocional ou do mental, quando verdadeira, decorre da cura Interna. 

 

Comentários: Bem, este parágrafo tem como objetivo consagrar a união da matéria com o espírito para que um complete o outro, e juntos gerem a harmonia para que oscilações provocadas por desequilíbrios possam cessar. No equilíbrio, o espírito supre necessidades da matéria, supera incompreensões, alinha os meridianos (corpo material com o espiritual), a harmonia se restabelece e o metabolismo físico-espiritual cumpre corretamente seu percurso de abastecer e manter o que é preciso.

O metabolismo físico suprirá as necessidades físicas de cada órgão, de cada célula. O metabolismo espiritual suprirá com Luz, através de tênues fios de luz, o arcabouço espiritual. Este em consonância com o físico, irá gerar a devida harmonia para que a cura se instale e aconteça. Assim ambos os corpos voltam aos padrões da sua constituição original permitindo que novos padrões evolutivos sejam alcançados pelo indivíduo.

Neste processo a principal dificuldade tem sido em admitir a presença e consequentemente a fusão de duas partes em uma só, que são indivisíveis e inseparáveis: matéria e espirito. Superada esta dificuldade os princípios da harmonia começam a se manifestar.

O individuo ao admitir que é matéria e espirito ao mesmo tempo, liberta-se para novas conquistas no plano da consciência, consequentemente novos parâmetros e referencias começam a disponibilizar-se  e ele terá acesso às leis imateriais, em que poderá ultrapassar e superar inúmeros preconceitos que vem impedindo sua evolução, além de exercerem grande domínio sobre ele na mente racional.

A fé e a intenção de transformar-se manifesta a vontade para que este ato se estabeleça.

A fé é necessária para que num primeiro momento ele acredite, sem saber, o que virá.

A intenção manifestará sua vontade interna de transformar-se, de não ser mais o que foi, de receber e abraçar o novo.

A cura do corpo físico-etérico, do emocional ou do mental, quando verdadeira, decorre da cura Interna: ou seja, quando se fala em cura, refere-se a cura plena, aquela em que os corpos ficam alinhados e preparados para um novo contexto de se viver uma nova vida. Não fala-se aqui de mudanças de ambientes, de convivências, de relacionamentos, fala-se de mudanças de hábitos, posturas e atitudes independentes do meio ambiente que se encontra.

 

 

Ao iniciar seu mergulho na matéria, nos primórdios da evolução, a alma, ainda adormecida, absorve na periferia do seu campo magnético uma série de elementos característicos dos níveis densos nos quais se está projetando.  Ao longo das encarnações, esses elementos tomam-se recalcitrantes, rígidos, e restringem a passagem da luz Interior. A dissolução desse material que se lhe agregou é a cura básica que uma alma necessita. Tal processo está diretamente ligado ao exercício do desapego e ao contato com a energia da repulsão proveniente da mônada . Só com certa cristalinidade magnética, ou seja, apenas depois de o corpo causal (corpo da alma) ter-se isentado em determinado grau das impurezas que o circundavam, a alma pode atuar livremente como Intermediária da energia da mônada, sem maiores vínculos com os níveis materiais. As enfermidades somente deixarão de existir quando os níveis concretos do planeta atingirem grau de sutilização compatível com o do elemento-luz do interior dos átomos . Muitas vezes, uma enfermidade nada mais é que expurgo de elementos grosseiros para um novo equilíbrio instalar-se. Quando um indivíduo se desliga de limites formais e mergulha na própria essência é que passa a viver em cura e a saber que ela é o ajuste da matéria à realidade interna, a um padrão de perfeição divino. A cura aproxima a criatura da face sagrada que lhe corresponde, é expressão daquilo que anima o cosmos. Manifesta-se como ciência, como arte, como filosofia e como religiosidade. Nasce do silêncio, no Indivíduo que, tendo-se esvaziado, se volta então para o Alto e se deixa preencher.

 

Comentários: O paragrafo inicial refere-se ao início das encarnações, onde a alma, desperta, inicia o fornecimento da energia vital que dará vida ao corpo físico. Os níveis da matéria são densos, lentos, grosseiros, ainda mais num planeta cármico como a Terra. Esta densidade elevada restringe a emanação da Luz que alimenta a matéria pelo espirito. Basicamente a cura é um processo de reconquista da origem primordial . Nossa vida terrena, com tantas ilusões e preconceitos vai acentuando estados grosseiros de pensamentos e consequentemente de comportamentos que desrespeitam as Leis espirituais. A principio isto pode parecer um “erro de Deus”, mas na realidade é uma etapa do nosso crescimento e elevação evolutiva. Esta etapa se caracteriza pela necessidade de exercermos o máximo dos esforços físicos, mentais e espirituais para mudar o estado cármico que nos encontramos, portanto, está plenamente dentro da rotina evolutiva.

É citado no texto as benesses de uma enfermidade, em especial para o grau de libertação que ela provoca, portanto, compreender um “estado enfermo” torna-se o princípio da sua cura.

É preciso expandir corajosamente a nossa existência. É preciso pensar que temos vivido vidas anteriores e que iremos viver vidas posteriores a atual. Pensar desta forma, tira a ilusão do acaso, da sorte, do azar, da preferência divina por este ou aquele, além de tornar compreensível porque tantas diferenças no mundo.

Portanto, a cura é um contexto, é um alinhamento entre corpo-mente-espirito, explica a origem, explica os objetivos, justifica a vida e define a graça e a misericórdia de Deus. Compreenderemos que estamos em evolução, que estamos de passagem, que estamos aprimorando um amplo aprendizado.

Nosso caminho é longo, mas não necessariamente doloroso e sofrido como o conhecemos. Superada a fase inicial, que é a do mundo cármico, partiremos para mundos evoluídos onde a vida será completamente diferente e sem nenhum grau ou nível de comparação como a conhecemos, mas para isso é preciso curar-se.

 A título de esclarecimento, numa sequencia dos corpos que possuímos, podemos resumir da seguinte maneira, do mais denso ao mais sutil: corpo físico – corpo astral (o que ocupamos ao desencarnar) – alma (o que alimenta o físico e astral) – mônada (o que alimenta a alma) – espiritual (o que alimenta todos)

 A cruz que carregas acumulam todos os seus males. Não prolongues sua “via dolorosa”, empenhem-se na fé e na transformação. Eu vos guiarei. (mensagem de Cristo Samana para este texto)