O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª
edição – página 232– Editora Irdin*. O texto original está grafado em
itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas
foram acrescidas ao texto original.
LEI DA COMPAIXÃO — Foi
especialmente dinamizada na superfície da Terra por Gautama, o Buda. É uma das
bases para a manifestação do amor-sabedoria.
Prepara o ser humano para contatar a vida divina, traz-lhe luz à
mente e consagra-o ao serviço Impessoal. A ela se chega pela gratidão.
Manter a consciência focalizada em estados de pureza e harmonia
favorece o contato com o espírito e atrai essa qualidade, que descobre a
verdadeira necessidade evolutiva dos seres. Contudo, não se deve confundir
compaixão com complacência: a primeira decorre de uma lei evolutiva, e a
segunda, de uma lei involutiva, de estagnação.
Se o amor-sabedoria não se revelasse pela compaixão, ainda mais
prolongada seria a jornada do homem nas fronteiras das leis naturais. Porém,
quando o poder da transcendência, intrínseco à compaixão, se introduz e se
instala em seu ser, ele já não evolui por si ou para si; a própria essência da
vida é que se expande por seu intermédio.
Obs. É interessante perceber que todo ser humano que deixou um legado para a humanidade, faz parte de um Todo, assim, Jesus, Buda, Ghandi, Madre Tereza, São Francisco e tantos outros seres divinizados e adorados, trouxeram o legado das Leis e demonstraram como usá-las.
Buda, em especial, deixou o legado da Lei da Compaixão. Conhecer e
instruir-se nos seus ensinamentos, colocando-os em prática na vida cotidiana,
nos dá o acesso a esta Lei divina que provem da lei primeira, o amor-sabedoria.
A gratidão quando exercida pelo coração e não pela emoção
manifesta a energia da compaixão e nesse hábito manifestamos o amor ao próximo.
Para tanto, o texto incita a manter a consciência focalizada em
estados de pureza. Talvez, à primeira vista, manter estados de pureza tende a ser
que precisamos nos santificar, ficar reclusos, manter uma vida privada de quase
tudo e de todos. Esta postura é para poucos e para pessoas que suportam tais
condições, mas para pessoas normais, manter a consciência em estados de pureza
é ser corajoso, destemido, honesto, sincero, respeitoso, escutar o coração,
retirar-se das mentiras, das falsidades, dos interesses mesquinhos, é viver o
cotidiano isento de atitudes egoístas. Portanto, nada excepcional além de
cumprir com as rotinas da boa educação e do respeito. Infelizmente, cumprir com
as regras da boa educação e do respeito, tem sido exceção.
Transcender o que não condiz com estas boas práticas, tem sido um
grande desafio, mas é preciso porque é o caminho para que a evolução aconteça.

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