sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Passos Atuais 363a Parte. Deserto.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 111– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.

 DESERTO:  Bem conhecida dos místicos e dos que trilham a senda do espírito é a fase de aridez interior, na qual a consciência, não mais buscando o alimento que o mundo externo pode oferecer, ainda não consegue nutrir-se livremente do maná dos reinos internos.

Essa fase, chamada deserto, é própria do discipulado e prevalece até que o ser alcance a etapa em que a fé, a perseverança e a fidelidade aos votos interiores se consolidam.

Simbolicamente, é andando sobre as areias quentes, experimentando as noites frias e enfrentando os vendavais desse deserto que o indivíduo constrói em si mesmo uma base sólida.

Nessa etapa, são essenciais a gratidão e o firme propósito de não se desviar da meta eleita; no silêncio, ele encontrará a energia que lhe permitirá transpor o deserto, prenúncio da sua entrega total ao supremo ser, no centro da consciência.

Visto assim, o deserto é o caminho dos que escutaram o chamado interno e compreenderam que só com o auto esquecimento podem avançar.

Os que prosseguem com fé e inquebrantável decisão, mesmo sem divisar o ponto de chegada, são conduzidos por trilhas corretas; ao abraçarem a jornada no deserto sem medir esforços, a lei interior vem ao seu encontro e mostra-lhes que devem ter como bagagem tão-somente o amor e a disponibilidade para o serviço.

No plano físico, os desertos são um fator de equilíbrio para o desperdício comumente perpetrado nesta civilização. O estado de consciência que lhes corresponde emerge no ser quando ele busca reencontrar esse equilíbrio em si próprio. Em alguns casos, ao se aprofundar nessa busca, o ser desperta para o estado representado pelo cume de uma montanha, onde o despojamento do deserto se alia à leveza e à sutileza das alturas.

 Obs. O deserto para um ser humano em ascenção é precedido por um despojamento, por um vazio, uma perda do que já foi conquistado. É um hiato, um alinhamento, uma limpeza para o que virá , para o que merecidamente irá alcançar.

Nada se perde e todas as experiências concluídas fazem parte do portfólio espiritual do ser em ascenção, no entanto, ao passar pelo deserto, senão estiver firme em seu propósito, poderá falhar, se perder e retornar para fases anteriores.

Do deserto ninguém se livra e ocorrerá em todas as encarnações. Vencendo o deserto torna-se apto para novas conquistas, novas ferramentas e novas experiências que o fará galgar os degraus da evolução mental.

Como foi citado no texto, fisicamente, os desertos na superfície do planeta, deve lembrar o homem do desperdício que faz do que, generosamente, lhe foi ofertado.

Conceitualmente, no entanto, sob suas areias escaldantes, grandes segredos e grandes oportunidades se apresentarão a quem estiver pronto. Revelações e oportunidades surgirão como oásis magníficos, trazendo ao aspirante espiritual os bálsamos para mais uma etapa da sua grande jornada.

Tudo é cíclico e ciclicamente enfrentaremos os novos desertos.