O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 102– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
Obs. Mantendo a coerência, temos 2 vertentes para uma crise. A
alavancagem para os critérios evolutivos ou a cristalização. Percebe-se que a
maioria tem optado pela cristalização gerando preconceitos e desatualizações, mantendo
nos mesmos erros e tornando as reencarnações como repetições de vidas anteriores.
A crise é inerente à evolução, enquanto esta se encontra circunscrita ao mundo manifestado. Pode abarcar diferentes âmbitos: desde um indivíduo ou um grupo até uma nação, a humanidade inteira ou o planeta como um todo. No que se refere a este último caso, pode-se dizer que a voltagem da energia cósmica presente na Terra aumenta a cada ciclo do seu desenvolvimento. Isso se reflete em todos os que a habitam e, hoje, facilita em especial a aproximação das emanações monádicas à consciência externa dos seres humanos .
Obs. O universo que conhecemos, aos olhos da tridimensionalidade,
amplia-se nas crises. Estrelas explodindo, mundos colidindo, gases e poeiras
rodopiando; da mesma forma ocorre na superfície da Terra, onde as crises
ambientais geram as grandes transformações. No homem não é diferente e as crises
nos fazem evoluir. No entanto à medida que a capacidade de compreender e o
conhecimento se manifestam, aproveita-se a crise para gerar impulsos
harmoniosos e evolutivos. É preciso compreender este aspecto e a partir daí alavancar-se.
Se há desapego e receptividade às transformações, uma crise
resulta sempre em elevação da consciência. Se não há essa abertura, contudo,
pode-se retardar o caminhar ou mesmo regredir ao vivenciá-la.
Obs. Reajustes ocorrem de forma contínua e constante, e na medida
que usamos os impulsos das crises para crescer, ampliamos sensivelmente a
capacidade de adquirir valores internos. Ao rejeitar estes impulsos nos
desatualizamos e o desconforto aumenta.
Perante as crises, o silêncio é a atitude mais indicada: silêncio
de opiniões, de pensamentos e de análises. Em silêncio, pode-se reconhecer, com
menos interferências, o rumo a tomar. As percepções mudam, a compreensão
amplia-se. O silêncio autêntico prenuncia expansões da consciência que trazem
mudanças no modo de estar diante das situações.
Obs. O silencio não deve ser encarado como a ausência de vozes, um
mutismo. O silencio é um estado interno que a consciência penetra através de uma
mente positiva, rejeitando a mente negativa, os pensamentos negativos e os ruídos
mentais. Não é fazendo silencio que se chega ao silencio, mas na busca pelo eu
interno, pelo equilíbrio e pela harmonia se conquista o silencio.
Humildade, compreensão e serviço são chaves para isso. Nas crises,
deve-se deixar o mundo interno atuar, em vez de agir por conta própria. Até
mesmo num insucesso aparente, grandes conflitos podem ser superados; portanto,
nas crises é preciso abster-se de julgamentos e ter compaixão e amor-sabedoria,
virtudes que fazem parte da arte de viver.
Obs. Cabe destacar a necessidade de abster-se de julgamentos, ter
compaixão e amar.
