segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Passos Atuais 373a parte. Crise.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 102– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.

 CRISE — Processo de maturação promovido pelo confronto de duas correntes opostas: uma que conduz o Impulso ao novo e traz transformações; outra que resiste a esse impulso e tende à cristalização.

Obs. Mantendo a coerência, temos 2 vertentes para uma crise. A alavancagem para os critérios evolutivos ou a cristalização. Percebe-se que a maioria tem optado pela cristalização gerando preconceitos e desatualizações, mantendo nos mesmos erros e tornando as reencarnações como repetições de vidas anteriores.

 A crise é inerente à evolução, enquanto esta se encontra circunscrita ao mundo manifestado. Pode abarcar diferentes âmbitos: desde um indivíduo ou um grupo até uma nação, a humanidade inteira ou o planeta como um todo. No que se refere a este último caso, pode-se dizer que a voltagem da energia cósmica presente na Terra aumenta a cada ciclo do seu desenvolvimento. Isso se reflete em todos os que a habitam e, hoje, facilita em especial a aproximação das emanações monádicas à consciência externa dos seres humanos .

Obs. O universo que conhecemos, aos olhos da tridimensionalidade, amplia-se nas crises. Estrelas explodindo, mundos colidindo, gases e poeiras rodopiando; da mesma forma ocorre na superfície da Terra, onde as crises ambientais geram as grandes transformações. No homem não é diferente e as crises nos fazem evoluir. No entanto à medida que a capacidade de compreender e o conhecimento se manifestam, aproveita-se a crise para gerar impulsos harmoniosos e evolutivos. É preciso compreender este aspecto e a partir daí alavancar-se.

 As transformações nos níveis da existência terrestre demandam reajustes e, muitas vezes, provocam conflitos.

Se há desapego e receptividade às transformações, uma crise resulta sempre em elevação da consciência. Se não há essa abertura, contudo, pode-se retardar o caminhar ou mesmo regredir ao vivenciá-la.

Obs. Reajustes ocorrem de forma contínua e constante, e na medida que usamos os impulsos das crises para crescer, ampliamos sensivelmente a capacidade de adquirir valores internos. Ao rejeitar estes impulsos nos desatualizamos e o desconforto aumenta.  

 Principalmente quando é hora de o indivíduo assumir a parcela que lhe cabe no Plano Evolutivo, crises favorecem a dissolução dos projetos humanos que poderiam impedir seus passos espirituais. Todavia, se ele insiste em vitalizar esses projetos, pouco ou nada se pode esperar de sua participação na Obra divina.

Perante as crises, o silêncio é a atitude mais indicada: silêncio de opiniões, de pensamentos e de análises. Em silêncio, pode-se reconhecer, com menos interferências, o rumo a tomar. As percepções mudam, a compreensão amplia-se. O silêncio autêntico prenuncia expansões da consciência que trazem mudanças no modo de estar diante das situações.

Obs. O silencio não deve ser encarado como a ausência de vozes, um mutismo. O silencio é um estado interno que a consciência penetra através de uma mente positiva, rejeitando a mente negativa, os pensamentos negativos e os ruídos mentais. Não é fazendo silencio que se chega ao silencio, mas na busca pelo eu interno, pelo equilíbrio e pela harmonia se conquista o silencio.

 Tendo chegado o momento de transcender potencialidades materiais e ser permeado pela energia de núcleos profundos, faz-se necessário romper as estruturas do ego, dissipar as ilusões com o que é externo e visível.  Faz-se necessário, também, persistir na correta direção e saber que o valor da vida não está nos feitos, mas na luz irradiada do ser Interior silenciosa e ocultamente ---- da qual o indivíduo, em geral, pouco tem consciência. Se ele mantiver clara a meta espiritual, poderá avançar com maior presteza.

Humildade, compreensão e serviço são chaves para isso. Nas crises, deve-se deixar o mundo interno atuar, em vez de agir por conta própria. Até mesmo num insucesso aparente, grandes conflitos podem ser superados; portanto, nas crises é preciso abster-se de julgamentos e ter compaixão e amor-sabedoria, virtudes que fazem parte da arte de viver.

Obs. Cabe destacar a necessidade de abster-se de julgamentos, ter compaixão e amar.