sexta-feira, 10 de fevereiro de 2023

Passos Atuais 391a Parte. Dúvida.

O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 123– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. Os grifos foram acrescidos ao texto original.

 DÚVIDA --— Estado mental comum no indivíduo que se mantém polarizado nos níveis psicológicos do seu ser.

 Nos planos abstratos — regiões da consciência além da mente analítica e dedutiva - é impossível duvidar: ali se sabe o que é exato e verdadeiro para cada momento, por se estar em contato com a essência.

A dúvida não é parte do ser; tem origem em forças externas que podem introduzir-se nele e estimular desarmonias.

Muitos encampam em sua aura dúvidas provenientes do psiquismo coletivo e, sem o perceberem, alimentam-nas. Enquanto circulam no campo mental do indivíduo, as dúvidas geram vibrações que corroem as bases nas quais se firma o seu desenvolvimento interior. Por isso, ao surgirem, devem ser prontamente esclarecidas ou, conforme o caso, rejeitadas pela afirmação da verdade e, em seguida, dissolvidas - o que se consegue com a abertura plena da consciência para níveis de realidade além dos conceitos. 

Segundo a Hierarquia Amhaj : "Se buscais a luz, entregai-vos a ela. Não vos iludais — é preciso firmeza e fidelidade. As chaves do poder serão entregues aos que cruzarem o Portal. Que os servidores caminhem; que reconheçam o valor da entrega, amem verdadeiramente e penetrem a Chama. É chegado o momento".

 

Obs. Bem, conforme o texto a dúvida se mantem no campo mental, atuando nos níveis psicológicos, portanto, nos níveis mais elevados, é a clareza da verdade e do real que se manifestam.

Origina-se em forças externas, ou seja, somos pressionados a ter dúvida em todos os pontos do caminho escolhido. Desta forma, exerce-se o livre arbítrio e o mérito de utilizar o conhecimento adquirido ou manter-se na ignorância e errar.

Há de se destacar a enorme influência do psiquismo coletivo, ou seja, sou influenciado pela maioria se tenho dúvidas e me mantenho na ignorância. Podemos, assim dizer que a firmeza de propósitos e as provas que a vida prepara, nos testam individual e coletivamente. Num planeta cármico como a Terra, a ignorância, consequentemente, as dúvidas, são preponderantes.

Eliminar uma dúvida, precisa, num primeiro momento, ter a coragem de caminhar no sentido contrário dos que caminham. Estar disposto a quebrar conceitos. Pensar de modo diferente. Aceitar o que não é provado e concebido pela maioria. Arriscar-se. Buscar incessantemente. Perceber e admitir que nada se sabe. Exercer, incontestavelmente, a fé. Entregar-se ao eu interno. 

Considerar os parâmetros da Hierarquia Amahj, indubitavelmente, nos leva a este propósito.






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Passos Atuais 390a Parte. Cultura.

O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 106– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. Os grifos foram acrescidos ao texto original.

CULTURA --- A cultura é expressão de impulso e de vida interiores.

Embora considerada decorrência da interação do homem com o ambiente, na realidade tem origem em esferas profundas da existência. Seus reflexos nos planos concretos vão-se aperfeiçoando ou degradando de acordo com a consciência dos que no mundo externo os acolhem e manifestam.

Para inaugurar uma cultura é necessário que uma entidade de grande evolução alicerce seu desenvolvimento. Essa entidade pode agir por intermédio de um Iniciado avançado encamado, que então se torna o embrião da cultura nascente . Vivificado pelo impulso sobrenatural da cultura que lhe cabe divulgar e implantar, incorpora os padrões arquetípicos dessa cultura e possibilita sua exteriorização ao introduzi-los na consciência Interior do grupo, povo ou nação a que ela se destina.

O impulso da cultura em seu percurso rumo ao plano terrestre conta também com outros seres e energias que lhe servem de canais, e isso é geralmente desconhecido da História. A ciência esotérica tem a função de revelar todo esse processo, a fim de que a humanidade vá além de fatos concretos e não se deixe neles cristalizar. Rudolf Steiner (1861—1925) abordou esse tema com clareza.

A incompatibilidade externa entre culturas tem sido causa de guerras e conflitos. Fossem compreendidas em essência, revelariam a fonte única da qual todas provêm. Dessa fonte partem impulsos complementares, e estes geram culturas aparentemente opostas, bases para outras, que as sintetizam. Na fase prevista para o aspecto material da humanidade aproximar-se do anímico (da alma), duas culturas confrontaram-se: a de Moisés, que exprima a sabedoria terrestre, e a de Hermes, que exprimia a sabedoria solar. Acontecimentos externos retrataram o seu entrelaçamento e a necessidade de se fundirem: o nascimento de Moisés ocorreu no Egito, onde seu povo estava cativo e lutava pela libertação. O enfrentamento entre essas culturas complementares foi reflexo deturpado da sua união preparada nos mundos espirituais. Ambas provinham da síntese realizada anteriormente por Zoroastro; surgiram como correntes evolutivas distintas para, conforme Steiner, voltar a encontrar-se e atuar em conjunto na encarnação do Cristo em Jesus.

Questões culturais, quando formuladas, podem apresentar divergência. A sabedoria está em transcendê-la, chegando-se ao silêncio. Paul Brunton (1891—1981), um dos mais cultos filósofos contemporâneos, porque inspirado pelo nível dos Adeptos, teceu comentários sobre as diferenças entre os Instrutores da humanidade. Em A BUSCA (Volume II de THE NOTEBOOKS OF PAUL BRUNTON, Larson Publications, Nova York, e Editora Pensamento) indaga: "Por que limitar a ajuda que você está querendo receber a uma única direção? Todos os homens são seus instrutores. A verdade, sendo infinita, possui infinito número de aspectos. Cada guia espiritual tem tendência a enfatizar apenas alguns e a negligenciar outros... A inspiração manifestou-se em muitas terras e em diferentes formas, através de séculos distantes e de vários tipos de canais. Por que limitar a cultura a uma contribuição, a uma terra, uma forma, um século ou a um só canal?". Esse controvertido tema recebeu também muita luz dos escritos da Mãe (1878—1973), publicados pelo Sri Aurobindo Ashram, Índia: EDUCATION (Part I, II e III).

 

Obs. O texto cita obras filosóficas importantes com autores cuja Luz espiritual foi intensa, trazendo a correta definição do termo cultura.

Como pudemos observar, a cultura provem do Plano Divino, que, se ministrado em doses corretas e encontrar pessoas dispostas a compreendê-la e não deturpá-la, com seus interesses e vantagens pessoais,  nos leva a percorrer etapas do conhecimento evolutivo.

A cultura, como tudo no processo evolutivo, é dinâmico e necessita de constante atualização. Assim o que pode ser um avanço na cultura geral da humanidade numa determinada época, poderá ser seu atraso se não for continuamente atualizada através de novas informações procedentes do mesmo lugar, ou seja, da Luz e da Sabedoria universal.

Como cita o texto, será ministrada por entidades de grande evolução celestial que buscará indivíduos que se alinhem ao destino evolutivo do planeta, da humanidade, do país, da região, do grupo. Assim, o impulso cultural alinhará os indivíduos que a compreenderam para progredir no caminho da ascenção.

Assim como existe a cultura, existe também a contracultura. Proveniente das forças involutivas, tem como objetivo trazer a confusão, o desalinhamento e o desequilíbrio (fonte da sua alimentação e sobrevivência). A humanidade vem sofrendo exaustivamente com a contracultura. Vem sendo imposta pela força e pelos mecanismos da distorção, da opressão e das armas. A desinformação, a ganância e o ódio, alicerçam a contracultura,  quebrando a união em torno de objetivos que elevam a consciência da humanidade. É capaz de quebrar elos antigos, primordiais, que foram criados para ascenção do conceito humanidade (união em torno de um objeto comum – evoluir).

Podemos dizer que a cultura é o alicerce para a ascenção do corpo mental para o corpo anímico(da alma), ou o salto da personalidade para a intuição.

Podemos dizer que a contracultura é o teste para que esta ascenção se dê ou não.

Interessante a citação no texto sobre Moises, que mostrou a união da cultura popular (sabedoria terrestre) com a sabedoria solar (Sol, Regente deste sistema solar). Mostrou desta forma que a evolução da cultura popular tende a se transmutar para a cultura divina. Este processo ocorre sempre, a todo instante no processo da vida, das reencarnações. Sendo assim o aprendizado é contínuo e constante.

Cabe também esclarecer que a confusão entre cultura e contracultura é absolutamente necessário num mundo cármico, para que o livre arbítrio possa ser exercido livremente. Se as escolhas foram erradas, o tempo eterno trará as novas opções para o caminho percorrido e assim quem errou terá a oportunidade de refazê-lo.