segunda-feira, 23 de junho de 2025

Passos Atuais 462a Parte. Erro...Mistake.

 O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 142– Editora Irdin*. O texto original está escrito em itálico. Os comentários serão feitos no texto, no campo Obs. O itálico foi adicionado ao texto original.  

ERRO - Na etapa atual da humanidade, tanto os erros quanto os acertos são meios de instrução. Por isso não se podem evitar os períodos nos quais a consciência é testada na habilidade de usar o que adquiriu. Se o indivíduo tem disposição sincera para agir de modo correto, o erro é utilizado para romper os véus que o impediam de ver aspectos a serem transcendidos em si mesmo. Portanto, o medo de errar é algo a ser eliminado dos que trilham o caminho espiritual. Muitas vezes, por se tentar ocultar as próprias imperfeições, não se permite que sejam removidas. É preciso deixar a luz penetrar a consciência, mostrando horizontes de beleza inefável, mas também tomando visíveis facetas malformadas. O orgulho faz com que o indivíduo dedicado a uma vida reta e justa se envergonhe de seus erros. E comum haver resquícios de vaidade encobertos pelo excessivo cuidado com a vida espiritual e pela exigência de perfeição. A atenção, a vigilância e a humildade levam o indivíduo ao reconhecimento da limitação das faculdades humanas, e a não-complacência com aspectos retrógrados faz emergir nele a fé no potencial guardado nos níveis profundos de sua consciência.

Obs. É preciso reconhecer que erros e acertos fazem parte essencial do processo de aprendizado. Testar na prática aquilo que assimilamos em teoria é um passo necessário para consolidar o conhecimento.
 A vida, em sua sabedoria, nos conduz — na medida exata de nosso destino — a situações que exigem a aplicação do que foi informado. Quando conseguimos empregar essa informação de forma adequada, vivemos uma experiência bem-sucedida, que não precisa mais se repetir.

Mas, se falhamos, novas circunstâncias surgirão, recriando a oportunidade até que o saber seja plenamente compreendido.
É por isso que certos acontecimentos parecem se repetir, seja para uma pessoa, um grupo ou até mesmo para toda a humanidade. Trata-se de um mecanismo inteligente que nos mantém sempre diante do próximo degrau do aprendizado. Isso é evolução.

Num mundo cármico como a Terra, o aprendizado sempre se dá por meio da dor. É difícil que uma experiência transformadora ocorra sem algum nível de sofrimento. Como sabemos, há diferentes formas de dor: física, moral, emocional e o arrependimento...

Entretanto, quando vivemos os acontecimentos da vida com ordem interior, organização e senso de propósito, essas dores tendem a ser suavizadas — ou ao menos, nossa consciência as acolhe com mais serenidade, a ponto de torná-las quase imperceptíveis.

Esse é o caminho ideal: atravessar as provas com fé, perseverança e entrega. Não eliminamos a dor, mas a transformamos em degraus de crescimento.

O que mais atrapalha esse processo natural da vida cármica, é nos aprisionarmos nas ilusões, é a crença de que a vida material contém tudo o que precisamos. Esse equívoco, tão comum, leva inevitavelmente a frustrações e desilusões. É só questão de tempo para acontecer.

O erro, por sua vez, faz parte do caminho do acerto. Deve ser acolhido como etapa de aprimoramento daquilo que foi feito anteriormente sem a devida precisão. A repetição das experiências é frequente, e quando estamos atentos e verdadeiramente comprometidos em evoluir, essa atenção se torna preciosa. Nesses momentos, impulsos sutis se aproximam e nos inspiram, ajudando-nos a perceber detalhes e aspectos que antes passaram despercebidos.

Ocultar imperfeições, também algo comum entre nós, mascara aquilo que deveria ser superado. Nos torna mentirosos e omissos, muitas vezes nos aprofundando em erros cada vez mais grosseiros e comprometedores nos níveis cármicos. Isto nos faz permanecer em um nível de consciência desatualizado com o tempo, com o planeta e com o futuro da própria humanidade no seu curso do aprendizado. Fatalmente entraremos na roda das reencarnações sem progresso, girando, girando, sem sair do lugar.

Sentimentos como orgulho, vaidade e soberba funcionam como âncoras que nos retêm. Eles nos marginalizam dos processos evolutivos maiores que regem a vida planetária. Quando um mundo passa por uma transição — como é o caso da Terra — os que permanecem estagnados acabam sendo redirecionados para outros planetas com padrões evolutivos mais densos, tornando ainda mais árduo e doloroso o caminho de retorno e recuperação.

The following text was taken from the *Esoteric Glossary – 9th edition – page 142 – Irdin Publishing House*. The original text is written in italics. Comments will be made in the text, in the Obs. field. Italics were added to the original text. 

MISTAKE - In the current stage of humanity, both mistakes and successes are means of instruction. Therefore, periods in which the conscience is tested in its ability to use what it has acquired cannot be avoided. If the individual has a sincere disposition to act correctly, the mistake is used to break the veils that prevented him from seeing aspects to be transcended in himself. Therefore, the fear of making mistakes is something that must be eliminated by those who follow the spiritual path. Many times, by trying to hide one's own imperfections, one does not allow them to be removed. It is necessary to let the light penetrate the conscience, revealing horizons of ineffable beauty, but also revealing malformed facets. Pride makes the individual dedicated to an upright and just life feel ashamed of his mistakes. It is common for there to be traces of vanity hidden by excessive concern for the spiritual life and the demand for perfection. Attention, vigilance and humility lead the individual to recognize the limitations of human faculties, and non-complacency with retrograde aspects makes faith in the potential stored in the deep levels of one's consciousness emerge.

Note: It is important to recognize that mistakes and successes are an essential part of the learning process. Testing in practice what we have assimilated in theory is a necessary step to consolidate knowledge.

Life, in its wisdom, leads us — to the exact extent of our destiny — to situations that require the application of what was learned. When we manage to apply this information appropriately, we have a successful experience that does not need to be repeated.

However, if we fail, new circumstances will arise, recreating the opportunity until the knowledge is fully understood.

This is why certain events seem to repeat themselves, whether for a person, a group or even for all of humanity. It is an intelligent mechanism that always keeps us on the next step of learning. This is evolution.

In a karmic world like Earth, learning always occurs through pain. It is difficult for a transformative experience to occur without some level of suffering. As we know, there are different forms of pain: physical, moral, emotional and regret...

However, when we experience life's events with inner order, organization and a sense of purpose, these pains tend to be softened — or at least, our conscience welcomes them with more serenity, to the point of making them almost imperceptible.

This is the ideal path: to go through trials with faith, perseverance and dedication. We do not eliminate pain, but we transform it into steps of growth.

What most hinders this natural process of karmic life is imprisoning ourselves in illusions, the belief that material life contains everything we need. This mistake, so common, inevitably leads to frustration and disillusionment. It is only a matter of time before it happens.

Errors, in turn, are part of the path to success. They should be welcomed as a step towards improving what was done previously without due precision. The repetition of experiences is frequent, and when we are attentive and truly committed to evolving, this attention becomes precious. At these times, subtle impulses come and inspire us, helping us to perceive details and aspects that previously went unnoticed.

Hiding imperfections, also something common among us, masks what should be overcome. It makes us liars and omissions, often leading us deeper into increasingly gross and compromising errors at karmic levels. This causes us to remain at a level of consciousness that is out of step with time, with the planet and with the future of humanity itself in its course of learning. We will inevitably enter the wheel of reincarnations without progress, spinning and spinning, without moving forward.

Feelings such as pride, vanity and arrogance act as anchors that hold us back. They marginalize us from the greater evolutionary processes that govern planetary life. When a world goes through a transition — as is the case with Earth — those who remain stagnant end up being redirected to other planets with denser evolutionary patterns, making the path of return and recovery even more arduous and painful.

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