Pensamento do dia 19 de março de 2014
"Quem é muito amigo de si mesmo não conhece a
fraternidade."
Trigueirinho
Comentários:
Na reunião de ontem fomos avisados de que o Trabalho
deste sábado, na Vigília em Oração, haverá um desdobramento face ao novo
desafio que o livre arbítrio humano estará passando.
O problema envolvendo o leste europeu - Ucrânia / Crimeia
- em que potencias mundiais estão novamente se desafiando, pode fugir do
controle e do bom senso, uma vez que mais uma vez a vaidade humana e a
comparação de poder está em jogo.
Nesta disputa, considerar que o gás de petróleo, o porto
estratégico, as fronteiras, os interesses políticos e econômicos, estão em jogo
é pura balela, na realidade é a vaidade e a capacidade de se sobrepor ao outro
que está em jogo, como sempre foi na guerra fria ou na guerra quente.
No mundo da competitividade, onde o oportunismo e os
interesses materiais se sobrepõem aos interesses humanos ou a ignorância se
sobrepõe à inteligência, tudo pode acontecer.
O agravante é que o momento atual vem recheado de grande
insatisfação e intolerância, face ao final do ciclo que estamos vivendo.
Esta insatisfação e esta intolerância já se tornaram
manifestações físicas e tem reunido em muitos países, a maioria deles, revoltas
barulhentas ou silenciosas do povo contra seus governantes.
Quando pessoas morrem ou são mutiladas, nestas
manifestações, tornam-se números em estatísticas aceitáveis para a manutenção
do poder e dos interesses de alguns.
Por outro lado a insatisfação e a intolerância é algo
intrínseco ao momento, ou seja, as pessoas estão inconformadas com a forma que
vivemos, como nos comportamos, com a falta de um futuro promissor e um novo
horizonte que possamos vislumbrar uma vida mais sadia e adequada aos anseios do
corpo-mente-alma. Além disto, vivemos sob intensa pressão das forças
involutivas em tudo que fazemos, face a permissão que temos dado, com uma vida
desregrada dos anseios da alma pelo uso errado do livre arbítrio.
Desta forma, em nossa Vigília caberá um intenso Trabalho
pela paz ou pelo bom senso para que os envolvidos não ultrapassem certos
limites que não terão volta.
Obs.: Peço a todos, que forem, que levem uma caneca de
cerâmica (barro).
Pensamento:
Pois bem, êta pensamento porreta.
Na realidade ser amigo de si mesmo é um aspecto voltado
ao mais puro egocentrismo.
Algo do tipo, eu me amo, eu me adoro, sou bonito, estou
elegante, eu sou mais. Este narcisismo, ou este posicionamento ressalta uma
personalidade fechada em si próprio, com muita energia do egoísmo
gravitando ao redor.
Parece que não, mas no geral todos nós temos uma forte
queda para sermos assim, pois usamos e abusamos das conquistas materiais no
forte processo de comparação que vivemos.
Quando tenho mais sou mais, mando mais, você acaba
tornando-se amigo de si próprio e o egoísmo passa a ser a energia preponderante
na tua vida. Pessoas mais desequilibradas vão aos extremos e acabam por se
envolverem em demandas e contendas imensas, para ser mais e ter mais.
Quando você não sente a necessidade de se admirar, estará
mais aberto e mais próximo da fraternidade, podendo assim unir-se com forças
evolutivas e ser conduzido para Trabalhos magníficos e de grande necessidade na
raça humana.
Normalmente temos admirado a beleza de N.Sra Senhora, de
Maria, de Fátima, de Jesus e de tantos outros Seres iluminados que aqui vieram.
Esta beleza é real e se concentra na grande Luz interior que estes Seres
portavam quando estavam entre nós, do que nos seus atributos físicos.
Foram os olhos da nossa alma que os viam assim
iluminados, serenos, equilibrados, trazendo uma paz, uma tranquilidade e um
incrível bom senso. Isto externava-se para o corpo físico daquele Ser.
Assim que deveríamos nos ver e nos relacionar, como seres
humanos da superfície da Terra.
Mas temos nos vistos como competidores na arena da vida,
onde o vale tudo é o que acontece.
Somos um retrato desta incrível competição "vale
tudo - UFC", também chamada de "artes marciais" ou quem sabe "como
matar ou deformar com elegância".
Isto acontece ao vivo para uma seleta plateia e na
televisão para todos seus aficionados fás. Desta forma, ressaltamos a
ignorância humana no seu mais baixo nível.
De forma geral as guerras sejam elas frias ou quentes,
pessoais, comunitárias, familiares, no estado, na sociedade, nos países, não
deixa de ser um "UFC" absurdamente desleal, pois teremos competidores
preparados contra competidores despreparados, onde a chacina pode ter incríveis
requintes de crueldade.
Vejam como o conselho do pensamento vem num momento muito
oportuno.
Se mudarmos nossas atitudes, nossa forma de encarar este
ato de auto admirar-se (vaidade e comparação) e nos voltarmos para a
fraternidade e o amparo que tantos precisam, doando parte do nosso tempo e dos
nossos interesses em atividade humanitárias, quem sabe poderemos amenizar outro
desvio de conduta, agora e novamente em âmbito mundial que poderá levar a
consequências cármicas ainda mais pesadas das que já temos.
Hilton