sábado, 9 de setembro de 2017

O ego e o Eu Superior.

O ego e o Eu Superior 

O que é o ego? O ego é a pessoa que consideramos ser. Na realidade, o ego é um conjunto de pensamentos, sentimentos, imagens, memórias, hábitos conscientes e inconscientes, incluindo a experiência física, emocional e mental, iluminado pela consciência.

Quando o ego se considera a pessoa real, temos então o problema que PB chama de egoísmo. O egoísmo é o pensamento firmemente mantido do eu pessoal como o ser real, e a resultante separação entre o ego e o Eu Superior. Esta confusão de identidade não é apenas um problema de pensamento, é um profundo hábito mental mantido emocionalmente.

Pensamentos e ações repetidos tornam-se tendências, tendências tornam-se hábitos e o hábito molda a nossa experiência do mundo. Durante um longo período de tempo, os hábitos e o resíduo emocional da atividade do ego se tornam muito fortes. As energias do hábito estão abaixo do pensamento, da vontade e do sentimento conscientes.

PB diz: "Podemos corrigir o erro intelectualmente, mas ainda temos de lidar com o hábito. Tão enraizado é ele, que só um esforço total pode alterá-lo com sucesso. Por isso, um esforço profundo é exigido do indivíduo, invocando o poder da graça para desfazer o hábito. Este esforço é chamado a Busca. "

O ego empresta sua existência a partir de uma fonte mais profunda que PB chama de o Eu Superior. O Eu Superior é a fonte da consciência, da vida e da individualidade do ego e mantém a continuidade da experiência essencial de vida em vida.

PB diz que não podemos descrever totalmente o Eu Superior tal qual é em sua própria natureza – infinita e inefável. Mas podemos descrever a sua presença e seus efeitos. O Eu Superior é o nosso ponto de contato com a realidade. O Eu Superior é consciência e vida. É Verdade, Beleza e Bondade. Ele nunca nasceu e nunca morrerá. O ego é impulsionado pelo Superior como um centro para experienciar o universo.

O Eu Superior está relacionado aos centros individuais de experiência e é também universal. É calmo e ativo, a nossa natureza divina imutável, como também a base da jornada evolutiva humana. É uma partícula da mente infinita, mas não toda a mente infinita: " um raio, não o sol".

A característica mais importante do Eu Superior é a sua presença imediata. O Superior já está e sempre está presente, dentro e por detrás de todos os nossos estados de consciência. Tudo o que precisamos é ter a consciência dele. Mas nem mesmo isso está bem certo – o Eu Superior é consciência, e nós somos isso. Você não pode conhecer o Eu Superior como uma coisa, nem através do pensamento. Você só pode conhecê-lo sendo-o.

A palavra de PB para a imediata, mas não permanente, experiencia de si como Eu Superior é o vislumbre. Ele diz que "o vislumbre pode ser mais bem comparado com um momento de vigília numa longa existência de sono." 

Paul Brunton


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (6)

Continuação (6)

O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrário ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.

(3)  Se o Caminho Longo busca a salvação principalmente através da construção do caráter e da concentração do pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação reverente diretamente sobre o Eu Superior.

Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia, contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior. 
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir, pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo (atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis, subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré) seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.
Assim seja.

(4) No Caminho Longo a pessoa está preocupada com técnicas a serem praticadas e disciplinas a serem realizadas. No Caminho Breve ela está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos.

Pois bem, vivemos num tempo onde inúmeros "gurus" manifestam-se com o "dom da sabedoria" e através de muitas técnicas, estímulos, manifestações. Apresentam ou vendem a fórmula mágica do contato com o Eu Superior.
Como diz PB o Caminho Longo utiliza-se destas chamadas "técnicas" que prendem o indivíduo a formulas e procedimentos ditos milagrosos, quando nada mais são do que produtos artificiais voltados e focados para o ego do indivíduo, iludindo-o com algumas conquistas efêmeras e meramente transitórias.
O Caminho em si só pode ser realizado pelo próprio indivíduo, é algo absolutamente individual e ninguém poderá fazer por ele.
O Caminho é um processo de auto descobrimento, onde em cada etapa você vai descobrindo o potencial latente que existe em você.
O que precisamos já temos, portanto é questão de descobrir o que "precisamos".
Nunca se teve tantos livros de autoajuda como se tem no momento. Nada funciona sem a fé que o indivíduo precisa alicerçar em si próprio para descobrir o que precisa.
Tais livros são superficiais, focados e voltados para a personalidade ou estados mentais relativamente confusos, onde não se sabe o que se quer e porquê. Geralmente busca-se a paz, mas na medida que formos percebendo, a paz é um estado interno que independe de fatores externos, inclusive emocionais.
Disciplinar estados emocionais, dura pouco e não se mantem, portanto, temos de nos posicionar acima, elevar-nos acima dos estados emocionais e isto se faz na medida que nos aproximamos do Eu Superior.
Um indivíduo em estado elevado, mantem-se equilibrado em situações do seu meio ambiente, mesmo os mais adversos possíveis, pois simplesmente eleva-se acima  das ocorrências que pairam no plano físico. Este é um indivíduo apto a tomar decisões.
Segundo PB: No Caminho Breve ele está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos, ou seja, sublimou o que o rodeia, o que o cerca no plano físico, na matéria.
Desta forma, "elevar-se acima de", passa a ser a meta do indivíduo para que no Caminho Breve, alcance a harmonia e a paz.
Precisamos pensar muito bem sobre tais aspectos e diminuir a tendência de buscar técnicas e modelos milagrosos, enriquecendo quem faz uso da superficialidade, e na mera disciplina transitória da personalidade.

(5) Esta prática no Caminho Breve de se auto identificar com o Eu Superior deve ser feita tanto casualmente em momentos inesperados quanto deliberadamente nos contatos diários na meditação. É através deles – sempre que a identificação é efetiva – que a Graça obtém algumas de suas chances de operar sua transformação sobre ele.

Pois bem, PB nos ensina como algo tão essencial pode ser conquistado com certa paciência e tolerância.
Pensar no Eu Superior, desejar o Eu Superior, buscar o Eu Superior é algo disponível para todos os seres humanos encarnados e desencarnados da Terra.
Até há pouco tempo atrás os esforços para esta conquista eram maiores, mas com o passar do tempo e a veloz aproximação dos tempos finais nesta transição planetária, isto também se acentuou e hoje vivemos momentos atípicos, extremamente favoráveis para conquistas como esta.
Sem dúvida nenhuma estamos numa fase reencarnatória totalmente atípica, especial e essencial para profundos desdobramentos.

Sabemos que a maioria se queixa da vida, mas estas queixas se referem a perda de bens materiais e da dificuldade de manter o que está se desmanchando, desmoronando, sumindo.
O que está acontecendo não é mais controlável pelo ser humano, pois está sob a regência das Leis Maiores que estão assumindo o comando do Planeta face a sua nova diretriz como Planeta Sagrado.
Ou se vive com isto ou se desespera com isto.
O que foi não se recupera mais e o que está indo também, portanto é preciso extrema cautela para não aumentarmos substancialmente as condicionantes cármicas que já existem, burlando as regras da sociedade e de Deus.
A oportunidade que a raça humana ganhou nestes “últimos suspiros” é a perda material para voltar-se aos ganhos espirituais.
O Eu Superior, ou pelo menos insights com seu Eu serão surpreendentes e absolutamente necessários para vivermos o fim deste estágio da raça humana, na Lei do Carma aqui na Terra.
Quem não se coliga a isto, a estas informações, passará por grandes estágios de sofrimento, pois as perdas são inexoráveis. Como foi dito, perde-se para ganhar.
Eis o novo foco a ser assumido por aqueles que já perceberam estas situações. Os demais irão viver estágios mais estressantes e agressivos para se convencerem.
Desperte!

(6) Esta é a verdade que tem que ser proclamada à nossa geração, que a Alma está conosco aqui e agora – não em algum mundo remoto ou num tempo distante, não quando o corpo expira – e que encontrá-la é nossa alegria e força.
PB.

Pois bem, PB alerta para a realidade da Vida. A alma está conosco aqui e agora.
Esta é a verdade.
Temos de aprender a conhecer a linguagem da alma, a nos comunicar com ela, pois é através dela que existimos.
Hoje não somos o que somos, não fazemos o que deveríamos fazer e temos o que não é necessário.
Conhecer-se a si próprio é conhecer a própria alma.
Perdemos este contato a algum tempo. Adentramos no egoísmo pelo livre arbítrio e paramos de nos comunicar com a alma.
A alma, por sua vez, definiu uma outra forma de se comunicar conosco - pelo carma.
Não é à toa que nossa vida é tão cheia de altos e baixos, pois para cada resposta errada que damos, para o que a alma definiu, a vida nos leva a um caminho de queda, de contratempos, de contragostos, de sofrimentos.
Para cada resposta positiva e que atenda os anseios da alma sentimos a satisfação, a paz, a leveza, o sentimento de dever cumprido.
Temos tido mais contratempos do que alegrias, mais sofrimentos do que satisfações.
Não precisaria ser assim, mas é tendo em vista esta perda de sensibilidade, de bom senso espiritual e material, também, na medida que nos aprofundamos no egoísmo, na ganancia, no isolamento espiritual.
É preciso recuperar estes valores. É preciso reaprender a escutar, sentir e seguir os anseios da alma.

A nova humanidade, na nova, era irá atender novamente estes requisitos e seguirá incondicionalmente sua alma.
Será deslumbrante e a convivência será de grandes e maravilhosas satisfações.
Iremos recuperar esta comunicação que foi interrompida pela simples falta de uso.
Ao assumirmos completamente nossa contraparte material, desprezando a espiritual, na evolução dos corpos ao longo das eras, certas glândulas atrofiaram e hormônios pararam de ser produzidos.
Hoje estamos recebendo impulsos para esta retomada, por isso que este é um "tempo" especial.
Não devemos perder tempo, temos de reaprender a utilizar novamente este meio de comunicação e focar nas imensas possibilidades que tal mudança fará em nossa vida.

Mude, foque-se no que é imperativo, desapegue-se, desgrude-se das artimanhas do emocional e reaprenda a viver.
Hilton

terça-feira, 5 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (5)

Continuação (5)

O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrário ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.

(3)  Se o Caminho Longo busca a salvação principalmente através da construção do caráter e da concentração do pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação reverente diretamente sobre o Eu Superior.

Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia, contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior. 
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir, pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo (atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis, subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré) seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.
Assim seja.

(4) No Caminho Longo a pessoa está preocupada com técnicas a serem praticadas e disciplinas a serem realizadas. No Caminho Breve ela está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos.

Pois bem, vivemos num tempo onde inúmeros "gurus" manifestam-se com o "dom da sabedoria" e através de muitas técnicas, estímulos, manifestações. Apresentam ou vendem a fórmula mágica do contato com o Eu Superior.
Como diz PB o Caminho Longo utiliza-se destas chamadas "técnicas" que prendem o indivíduo a formulas e procedimentos ditos milagrosos, quando nada mais são do que produtos artificiais voltados e focados para o ego do indivíduo, iludindo-o com algumas conquistas efêmeras e meramente transitórias.
O Caminho em si só pode ser realizado pelo próprio indivíduo, é algo absolutamente individual e ninguém poderá fazer por ele.
O Caminho é um processo de auto descobrimento, onde em cada etapa você vai descobrindo o potencial latente que existe em você.
O que precisamos já temos, portanto é questão de descobrir o que "precisamos".
Nunca se teve tantos livros de autoajuda como se tem no momento. Nada funciona sem a fé que o indivíduo precisa alicerçar em si próprio para descobrir o que precisa.
Tais livros são superficiais, focados e voltados para a personalidade ou estados mentais relativamente confusos, onde não se sabe o que se quer e porquê. Geralmente busca-se a paz, mas na medida que formos percebendo, a paz é um estado interno que independe de fatores externos, inclusive emocionais.
Disciplinar estados emocionais, dura pouco e não se mantem, portanto, temos de nos posicionar acima, elevar-nos acima dos estados emocionais e isto se faz na medida que nos aproximamos do Eu Superior.
Um indivíduo em estado elevado, mantem-se equilibrado em situações do seu meio ambiente, mesmo os mais adversos possíveis, pois simplesmente eleva-se acima  das ocorrências que pairam no plano físico. Este é um indivíduo apto a tomar decisões.
Segundo PB: No Caminho Breve ele está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos, ou seja, sublimou o que o rodeia, o que o cerca no plano físico, na matéria.
Desta forma, "elevar-se acima de", passa a ser a meta do indivíduo para que no Caminho Breve, alcance a harmonia e a paz.
Precisamos pensar muito bem sobre tais aspectos e diminuir a tendência de buscar técnicas e modelos milagrosos, enriquecendo quem faz uso da superficialidade, e na mera disciplina transitória da personalidade.

(5) Esta prática no Caminho Breve de se auto identificar com o Eu Superior deve ser feita tanto casualmente em momentos inesperados quanto deliberadamente nos contatos diários na meditação. É através deles – sempre que a identificação é efetiva – que a Graça obtém algumas de suas chances de operar sua transformação sobre ele.

Pois bem, PB nos ensina como algo tão essencial pode ser conquistado com certa paciência e tolerância.
Pensar no Eu Superior, desejar o Eu Superior, buscar o Eu Superior é algo disponível para todos os seres humanos encarnados e desencarnados da Terra.
Até há pouco tempo atrás os esforços para esta conquista eram maiores, mas com o passar do tempo e a veloz aproximação dos tempos finais nesta transição planetária, isto também se acentuou e hoje vivemos momentos atípicos, extremamente favoráveis para conquistas como esta.
Sem dúvida nenhuma estamos numa fase reencarnatória totalmente atípica, especial e essencial para profundos desdobramentos.

Sabemos que a maioria se queixa da vida, mas estas queixas se referem a perda de bens materiais e da dificuldade de manter o que está se desmanchando, desmoronando, sumindo.
O que está acontecendo não é mais controlável pelo ser humano, pois está sob a regência das Leis Maiores que estão assumindo o comando do Planeta face a sua nova diretriz como Planeta Sagrado.
Ou se vive com isto ou se desespera com isto.
O que foi não se recupera mais e o que está indo também, portanto é preciso extrema cautela para não aumentarmos substancialmente as condicionantes cármicas que já existem, burlando as regras da sociedade e de Deus.
A oportunidade que a raça humana ganhou nestes “últimos suspiros” é a perda material para voltar-se aos ganhos espirituais.
O Eu Superior, ou pelo menos insights com seu Eu serão surpreendentes e absolutamente necessários para vivermos o fim deste estágio da raça humana, na Lei do Carma aqui na Terra.
Quem não se coliga a isto, a estas informações, passará por grandes estágios de sofrimento, pois as perdas são inexoráveis. Como foi dito, perde-se para ganhar.
Eis o novo foco a ser assumido por aqueles que já perceberam estas situações. Os demais irão viver estágios mais estressantes e agressivos para se convencerem.

Desperte!
Hilton 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (4)

Continuação (4)

O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrário ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.

(3)  Se o Caminho Longo busca a salvação principalmente através da construção do caráter e da concentração do pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação reverente diretamente sobre o Eu Superior.

Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia, contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior. 
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir, pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo (atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis, subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré) seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.
Assim seja.

(4) No Caminho Longo a pessoa está preocupada com técnicas a serem praticadas e disciplinas a serem realizadas. No Caminho Breve ela está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos.

Pois bem, vivemos num tempo onde inúmeros "gurus" manifestam-se com o "dom da sabedoria" e através de muitas técnicas, estímulos, manifestações. Apresentam ou vendem a fórmula mágica do contato com o Eu Superior.
Como diz PB o Caminho Longo utiliza-se destas chamadas "técnicas" que prendem o indivíduo a formulas e procedimentos ditos milagrosos, quando nada mais são do que produtos artificiais voltados e focados para o ego do indivíduo, iludindo-o com algumas conquistas efêmeras e meramente transitórias.
O Caminho em si só pode ser realizado pelo próprio indivíduo, é algo absolutamente individual e ninguém poderá fazer por ele.
O Caminho é um processo de auto descobrimento, onde em cada etapa você vai descobrindo o potencial latente que existe em você.
O que precisamos já temos, portanto é questão de descobrir o que "precisamos".
Nunca se teve tantos livros de autoajuda como se tem no momento. Nada funciona sem a fé que o indivíduo precisa alicerçar em si próprio para descobrir o que precisa.
Tais livros são superficiais, focados e voltados para a personalidade ou estados mentais relativamente confusos, onde não se sabe o que se quer e porquê. Geralmente busca-se a paz, mas na medida que formos percebendo, a paz é um estado interno que independe de fatores externos, inclusive emocionais.
Disciplinar estados emocionais, dura pouco e não se mantem, portanto, temos de nos posicionar acima, elevar-nos acima dos estados emocionais e isto se faz na medida que nos aproximamos do Eu Superior.
Um indivíduo em estado elevado, mantem-se equilibrado em situações do seu meio ambiente, mesmo os mais adversos possíveis, pois simplesmente eleva-se acima  das ocorrências que pairam no plano físico. Este é um indivíduo apto a tomar decisões.
Segundo PB: No Caminho Breve ele está preocupada com o Eu Superior, com o estudo de seu significado, com a lembrança de sua presença, e com a reflexão sobre sua natureza e atributos, ou seja, sublimou o que o rodeia, o que o cerca no plano físico, na matéria.
Desta forma, "elevar-se acima de", passa a ser a meta do indivíduo para que no Caminho Breve, alcance a harmonia e a paz.

Precisamos pensar muito bem sobre tais aspectos e diminuir a tendência de buscar técnicas e modelos milagrosos, enriquecendo quem faz uso da superficialidade, e na mera disciplina transitória da personalidade. 

domingo, 3 de setembro de 2017

O Caminho Breve - PB. (3)

Continuação (3)


O Caminho Breve
PB.

Paul Brunton introduz dois conceitos: O Caminho Longo e o Caminho Breve. O Caminho Longo foca o ego, e o Caminho Breve, o Eu Superior. Esta é a principal diferença entre os dois. 
A Busca começa no Caminho Longo. O Caminho Breve vem depois. Com o tempo, caminhamos em ambos simultaneamente até que a meta – de estar completamente consciente de sermos o que inconscientemente já somos – seja atingida. 

(1) O propósito imediato da encarnação e evolução humana é desenvolver uma verdadeira e plena autoconsciência em todos os níveis, do mais baixo ao mais elevado. O homem que não se conhece além do ego físico intelectual ainda é apenas semiconsciente.
PB.

Pois bem, de forma categórica, temos descrito o objetivo fundamental da nossa existência. Quem não percebe e se apruma para o desenvolvimento desta autoconsciência em todos os níveis (físico, mental, emocional e astral) , simplesmente percorre a marginal da vida.
Dificilmente este indivíduo sairá da sua ilusão. Poderá viver “n” encarnações sem perceber de fato seu objetivo de existência.
Assim ocorre, infelizmente, para a maioria da população terrena, que cria diversos objetivos para obter coisas perecíveis, finitas, esporádicas e inconsistentes. São inconsistentes, pois não levam a lugar nenhum e simplesmente somem, seja no transcorrer da vida ou na morte.
Por sua vez, o ego se torna o elemento mais importante na condução deste indivíduo, que percorre a marginal da vida, pois ninguém sobrevive sem motivos para existir.
Vive em altos e baixos, atropela, luta para motivar-se continuamente, sofre estados depressivos, pois a alma não aceita e não tolera que ele simplesmente viva por viver.
É semiconsciente, sonolento, intolerante, desequilibra-se com grande facilidade, desconfia sempre, adota o “acaso”, a “sorte” , o “azar” e o “toma lá dá cá” para suas efêmeras conquistas.
Esta situação cresce paulatinamente a cada vida vivida nas mesmas condições. É uma rotina árdua e desesperançada.

Quem nos tira desta situação?
Somos nós mesmos. Não há influencias externas para nos tirar desta situação.
É necessário um novo alento, uma nova onda de motivos e estes partem basicamente da fé (o desconhecido) para que impulsos internos possam acontecer e o indivíduo possa se redescobrir. Desta forma, o livre arbítrio foi respeitado.
Este alento, assim que consolidado, atrai fontes e padrões de energias elevadas e um processo de autoconhecimento começa a acontecer. Ele passa a perceber as “portas que vão se abrindo” e quanto maior o seu interesse pelo subjetivo, pelo sutil, numa espécie de seleção natural com as coisas materiais, eleva-se, percebe, separa, atenta, motiva-se.
Tornar-se outra pessoa e com serenidade encara os fatos da vida, pois sabe que o carma da humanidade é gigantesco.
Torna-se útil, mas passa sempre desapercebido pois sua integração acontece em níveis mais elevados, onde o humano médio ainda não alcança.
Quando se torna consciente de quem é e como pode ser útil, novas satisfações ocorrem e sem troca.
Neste novo compasso a vida, para ele, é encarada pela sua utilidade universal e não mais individual.
Eis o novo homem, o homem redescoberto e preparado para sua longa jornada evolutiva pelos confins do Universo.

(2) O Caminho Longo quer purificar e aperfeiçoar o ego, mas o Caminho Breve quer encontrar Deus…
PB.

Pois bem, podemos dizer que estamos no Caminho Longo.
Basicamente nos concentramos no Caminho Longo, onde  o ego é dominante, intenso, poderoso e vive sendo massageado. Temos feito de tudo para agradar o ego, o nosso e dos outros, pois esta tem sido a tônica e o objetivo da imensa maioria dos indivíduos aqui na Terra.
No Caminho Longo o ego é prepotente, senhor da razão, por isso que somos tão racionais, dedutivos, personalizados, pois ser diferençado nos aspectos físicos da vida material é o que importa, é o que nos destaca, é o que nos envaidece e, ilusoriamente, nos faz sentir bem.
O ego ilumina também, mas sua luz é sempre carregada de energias densas, impulsos destrutivos, sobreposição de valores ilusórios por cima dos valores reais.
O Caminho Longo é evolutivo e ascensional, mas caminha com intensos altos e baixos e isto nos confunde, nos ilude, nos torna questionáveis, pois os meios que podemos utilizar no livre arbítrio podem ser contrários às Leis Regentes do planeta e da humanidade em questão.
No Caminho Longo leva-se eras no tempo cronológico, inúmeras vidas nas reencarnações, habitabilidade em mundos diversos para percorrermos a rota traçada e definida pela alma no caminho da evolução, neste estágio universal da vida material.

O Caminho Breve é outra opção, mas tem como característica básica a superação dos estas ilusórios que vivemos, portanto, contrario ao que temos feito.
Para esta opção, tem de haver um rearranjo pleno, total, nos conceitos, tendências e movimentos que temos feito.
Muitos começam, poucos persistem e pouquíssimos se dispõem a continuar.
A principal dificuldade são as sensações ilusórias de "perdas" que teremos no Caminho Breve.
Abre-se mão de um tempo que consideramos imprescindível para a maioria daquilo que fazemos e que temos julgado como essencial. Isto ocorre porque simplesmente não sabemos administrar este tempo e o desperdiçamos com coisas inúteis, fúteis e relacionamentos sem apoio na Lei do Amor.
Quando se coloca a palavra relacionamentos, leia-se todos eles: pais, filhos, parentes, amigos, profissionais, conhecidos e desconhecidos, ou seja numa escala em que somos considerados seres humanos de uma mesma raça e seres humanos de raças e origens diferentes, sejam estas terrestres e extraterrestres.
Por esta dificuldade imensa de não sabermos nos relacionar, o Caminho Breve tem sido abandonado pela maioria. Ao passo que no Caminho Longo podemos massagear os egos ou termos nosso ego massageado, em vários graus e níveis de satisfações egocêntricas. Isto inicialmente seduz, depois derruba e decepciona.
Derruba e decepciona porque estamos numa outra fase, onde o novo objetivo não é mais egóico, mas sim anímico (da alma).
Estamos vivendo completamente defasados do tempo real.

(3)  Se o Caminho Longo busca a salvação principalmente através da construção do caráter e da concentração do pensamento, o Caminho Breve a busca principalmente através de meditação reverente diretamente sobre o Eu Superior.

Pois bem, havendo estrita disciplina e muita força de vontade, o Caminho Breve, como diz PB, através da meditação e da reverencia, contataremos o Eu Superior.
A reverencia não é submissão, como muitos caracterizam esta postura, mas respeito, obediência e aceitação do menor para com o maior. 
O ocidente, apoiado nos atropelos de governos e comandos alinhados com as forças involutivas, deturpou esta característica que foi sempre utilizada pelo oriente.
Percebe-se que atualmente há fortes tendências de ocidentalizar todo o planeta e com isto perde-se boa parte desta grande cultura que permitiu que Seres se manifestassem em momentos oportunos e instruíssem a humanidade.
O caos domina, é preponderante e tem como meta confundir, pois na confusão domina e exerce seu poder devastador.
Por outro lado nos tornamos fracos demais, fora do tempo (atrasados) e perdemos nossa capacidade de discernir com as coisas sutis, subjetivas e que procedem das esferas superiores. Ou seja, perdemos o "time" da capacidade de identificar o certo do errado.
Podemos dizer que o caos se instalou no planeta e sem a devida interferência divina, nos restaria a autodestruição.
Felizmente, com a intercessão de nosso Pai (Jesus de Nazaré) seremos uma humanidade que poderá se recuperar da situação que vive.
Cabe considerar que o Pai (Jesus de Nazaré), representa um grande conjunto de todo tipo de ajudas que necessitamos.
Precisamos, aos que sentem este chamado, doar-se incondicionalmente a estas forças do bem e oferecer-se.
O que a humanidade precisa virá de cima, via seres humanos dedicados, daqui. Isto anula eventual interferência no livre arbítrio.

Assim seja.
Hilton