terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Paciência e observação, dons essenciais.

Pensamento do dia 9 de dezembro de 2014

Quem se empenha em evoluir deve aprender a ter paciência e aprofundar seu sentido de observação.
Trigueirinho.

Pois bem, eis um conselho que deveríamos ler todas as manhãs.
A paciência é uma postura essencial no processo da evolução.
De certa maneira, somos, na fase atual, muito lentos e muito morosos para darmos respostas positivas no nosso caminhar evolutivo.
Somos uma raça muito insegura e muito temerosa, pois nos apoiamos demais nos medos como forma de se preservar, o que é um erro gravíssimo.
Tememos excessivamente a perda da materialidade, das quinquilharias materiais, inclusive da vida material e com isto nos prendemos a estágios evolutivos muito aquém de onde deveríamos estar.
Não falo aqui de nos arriscarmos em situações desnecessárias, como tem sido certas competições e certos esportes radicais, onde a vida é colocada a risco sem nenhum intento saudável ou evolutivo. Isto evidentemente é uma grande burrice.
No entanto, esta preocupação excessiva com as perdas em geral, nos acovardou para enfrentarmos situações inusitadas, desafios desconhecidos, contatos, relações mais subjetivas e isto nos fez cair na mesmice, nas mesmas coisas, nos mesmos dogmas, nas rotinas que são ancestrais, ultrapassadas e completamente desatualizadas do ritmo da vida atual.
Esta postura, que foi meticulosamente incutida em nossa educação, nos travou. Cedemos e hoje somos pessoas acovardadas perante o inusitado, o novo, o desconhecido.
Queremos fazer sempre as mesmas coisas, as mesmas rotinas e só aceitamos o previsível.

A paciência é um dom, pois te mantem atento a certas expectativas que podem ser muito promissoras. De forma geral, esta paciência que temos de ter é conosco mesmo, pois ainda somos muito lentos em dar as respostas certas para que impulsos evolutivos possam se manifestar. No geral as pessoas, pensam, pensam, pensam, querem deduzir e raciocinar sobre o desconhecido. Ora, se é desconhecido, racionalizar é simplesmente impossível, pois a mente humana só consegue racionalizar o que conhece, sendo assim, ficamos, horas, dias, semanas, anos, vidas, raciocinando o que é irraciocinável e com isto adiamos impulsos que nos colocariam na vanguarda das informações.

A observação é outro dom imprescindível para coletarmos informações preciosas, que podem mudar completamente um ritmo de vida que não mais condiz com nossas necessidades. Mas, somos muito superficiais e gostamos de ter e de usufruir sem pensar. Este imediatismo não condiz e nos colocou num ritmo de vida excessivamente lento.
A observação precisa ser essencialmente neutra. Isto é fundamental.
Outro fator que temos grande dificuldade em manter, a neutralidade. Precisamos julgar sempre e julgar tudo, mesmo que nosso conhecimento sobre aquilo seja muito superficial.
Esta questão do julgamento tem nos colocado dentro de uma quantidade absurda de erros. Guerras foram criadas em cima de julgamentos equivocados e erros absurdos. Países estão carmicamente muito comprometidos em função disto.
A história da humanidade é farta neste aspecto.

Portanto, se nos policiarmos em manter total neutralidade, empenhando-se no sentido da observação e da paciência, temos boas chances de nos alinharmos com os aspectos evolutivos da vida universal, além de poder reconhecer toda a ajuda que se manifesta em nossas elevadas intenções.
Esta postura de neutralidade é imprescindível para não nos desviarmos da real intenção que um impulso evolutivo pode demandar.
Nem sempre este impulso deverá atender nossas expectativas, pois somos por demais imediatistas, quando na realidade o impulso se prende aos aspectos da vida eterna de cada um.

Um outro aspecto destes conselhos, paciência e observação, se refere aos nossos relacionamentos. Pessoas ou pessoa com quem nos relacionamos, muitas vezes são julgadas incapazes, insuportáveis, imprescindíveis, descartáveis, omissas ou excessivamente presentes, enfim qualificamos e normalmente acentuamos seus defeitos, suas inabilidades e seus erros.
Não temos a devida paciência e não as observamos como deveríamos observa-las para ver também suas qualidades, seus atributos, seu potencial e quem sabe ajuda-las a se destacarem nestes aspectos positivos.
Claro, que julgar e “sacrificar” alguém é muito mais fácil e mais simples, do que se empenhar em ajudar.
Como somos excessivamente imperfeitos, acabamos por refletir nestas pessoas em julgamento, nossas próprias imperfeições, ampliando o negativismo sobre elas.
Temos muito que aprender e principalmente saber nos comportamos com a devida neutralidade.
A paciência e a observação quando realizadas corretamente, poderá nos dar um reflexo real e verdadeiro sobre uma pessoa e com isto poderemos ajuda-la, direta ou indiretamente sem crucifica-la como temos feito na maioria das vezes.

Enfim nossa postura precisa ser completamente revista e nossos requisitos de aceitação também, pois esta informação de hoje nos remete para os níveis sutis da vida.

Hilton




segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Quem sabe ao ver a “agua já tenha ultrapassado a base do nariz”.

Pensamento do dia, segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

"Um reto viver, com renúncia ao desejo, é o caminho direto para a libertação."
Trigueirinho.

Pois bem, um reto viver tem sido uma postura difícil de se manter.
Infelizmente a vida tem nos testado de inúmeras formas, tornando o “manter a calma”, algo que precisa ser feito com muito esforço.
O panorama das situações em geral tem se mostrado como grandes desastres e com soluções quase impossíveis.
Em alguns aspectos, realmente as soluções não tem como reverter um quadro definido.
Em especial nossa relação com meio ambiente já se tornou irreversível, pois já passamos a algum tempo da possibilidade de reverter certas posições.
Há uma data histórica da qual não poderíamos mais escapar das forças telúricas no processo cíclico da Terra, que foi a agosto de 1988.
Até aquela data, poderíamos ter interferências extraterrestres que amenizariam certos movimentos, tornando um final de ciclo menos contundente do que será, mas evidentemente, rechaçamos quaisquer meios de contato e de instruções que poderíamos receber dos nossos Irmãos mais evoluídos, pois mais uma vez, os preconceitos e o medo foram muito bem manipulados pelas forças involutivas e caímos novamente na pegadinha.
Independente disto, estes continuam, numa escala de interferência “permitida” por quem comanda a evolução planetária, a nos atender e assistir certos eventos e certos resgates já em andamento.
Alguns fatos recentes como os tsunamis na Indonésia e no Japão, bem como  a erupção de certos vulcões, foram contidos num equilíbrio de forças permitidas, para que tais eventos não atingissem proporções ainda piores, envolvendo outros países nestes grandes movimentos.

Pois bem, quando diminuímos nossos desejos pelo ser, pelo ter e pelo poder, naturalmente iremos nos concentrar em coisas mais subjetivas, mais elevadas e menos materializadas. Isto poderá ajudar muito nossa concentração em diminuir aquela euforia de ter as coisas imediatamente. Este aspecto estimula a entrega e com a pratica da oração nos aquietaremos um pouco mais e controlaremos com mais competência estas ilusórias necessidades, principalmente na fase atual onde o supérfluo pode se tornar uma carga poderosamente inútil para a prática do desapego deste final de ciclo.

O caminho da libertação para nós, neste momento, é o desapego e o aquietamento dos desejos.
Temos desejado demais e tais desejos tem se concentrado nas posses materiais. Isto é insano na medida em que estamos na eminencia de “perder” o que tem sido inútil e desnecessário, ou seja, quase tudo que possuímos e temos nos concentrado em obter.
Repete-se os mesmos erros da Atlântida, em que os “desejos” e as “posses” tornaram-se imensamente pesados, encharcados e o coração preso a eles, levou-os ao fundo. Este sentido figurado retrata os mesmos caminhos da maioria da população terrestre atual. Esta posição é absolutamente reversível, mas o tempo trabalha contra.

Portanto, temos de ter muita concentração e muita atenção nas informações que temos recebido pois os momentos atuais são cruciais para uma mudança de rumo e direção do caminho que temos insistido em percorrer, mas que não serve mais.
Infelizmente, muitos ainda precisam ver para crer. Quem sabe ao ver a “agua já tenha ultrapassado a base do nariz”.

Hilton




Os outros refletem sempre o que somos e temos sido

Pensamento do dia, sábado, 6 de dezembro de 2014

"A certeza de que dentro de todos mora a luz e a bondade nos dá condições de confiar na capacidade dos demais."
Trigueirinho.

Pois bem, como fomos orientados, somos no "final das contas" uma essência, um círculo, o todo.
Um círculo, pois ele é completo, não tem começo e nem fim, é perfeito, é coeso, concentra.
É por isso que todos os planetas, estrelas, luas, estão no formato de um círculo. Tem a coesão interna no núcleo que compacta, agrega e gera o formato ideal.
A poeira cósmica, ao sofrer as atrações, entra num ritmo alucinante, girando em círculos e no final cria uma esfera sólida, perfeita e coesa.
O núcleo concentra a coesão, a atração, a gravidade, que em outras palavras, podemos traduzir como amor.

O indivíduo que transita nos bons sentimentos, no equilíbrio, na tolerância, na neutralidade, agrega, concentra, atrai para si semelhantes, portanto, o amor atrai amor, assim como o ódio atrai o ódio.
Somos em última instancia uma essência, um círculo completo, perfeito e absoluto, sem início e sem fim que está transitando, travestido de corpos onde a forma, o corpo, a matéria busca encontrar o seu estado de perfeição.
Temos, nesta ampla jornada no mundo material, o objetivo de alcançar o estado perfeito, a perfeição do corpo material.
No entanto, por ser material tem um limite da perfeição, por isso que atingido este limite passaremos para o universo imaterial.
Na Terra, mundo ainda incivilizado, temos um corpo físico bem rudimentar, cheios de imperfeições, doenças, limites, intolerâncias, pela mau uso que fazemos deste corpo.
Contaminamos e somos contaminados pela forma e pelos recursos que utilizamos para viver.  
Nos mundos civilizados o corpo material não adoece, não padece de dores e processos degenerativos e caberá a cada um definir o tempo de uso que fará do corpo adquirido. Não existe média de tempo, como hoje, onde se convive com míseros 75 anos de vida média de um corpo material. Em tais mundos um corpo material chega a viver 700 ou 1000 anos do nosso tempo e poderá servir algumas almas ao longo da sua existência, numa troca de almas de tempos em tempos. Como não mais condicionantes cármicas, esta troca ocorre sem interferências anteriores.
Obviamente não há o culto ao corpo como muitos tem feito aqui, colocando em risco este corpo, pela ingestão de substancias nocivas ou cultuando em academias, uma aparência “perfeita” que em meses se desfaz.
Temos visto estados doentios, neste aspecto, de indivíduos que julgam que o corpo perfeito, segundo suas concepções, trará a imagem ideal.
Doce e perigosíssima ilusão.
A perfeição se externa quando por dentro estivermos neutros, equilibrados e soubermos amar.
A perfeição do corpo físico é um estado natural de “brilho”, de “luz”, de reflexo da ordem e da organização interna do que somos e como estamos naquele momento.

Pois bem, estes conceitos são oportunos e importantes para nos adequarmos ao recado de hoje, pois em primeiro lugar devemos buscar nosso estado de perfeição, ou seja, de “luz”, de “brilho”.
Na sequência poderemos ver e sentir a “luz”, na bondade em nos expressarmos, vislumbrando a perfeição dos outros.
Precisamos nos convencer que os outros "espelham" como nos encontramos.
Quando vemos alguém enraivecido, odiando, cultuando sentimentos negativos, isto está refletindo que temos sido assim também, por isso da grande dificuldade em amar o próximo, pois temos dificuldade de nos amarmos.
Quando, dentro de nós reflete a luz, o amor, a neutralidade, a bondade, veremos nos outros estes mesmo reflexos, conquistando assim a grande capacidade de ama-los também.

Este conceito é fundamental e deve estar presente em tudo de bom que vemos e em tudo de ruim que vemos também, pois tudo se reflete e os outros refletem sempre o que somos e temos sido.


"É preciso saber usar com correção os recursos e os dons que nos são entregues pela vida."
Trigueirinho.

Pois bem, eis outro conselho essencial. As pessoas, no geral, se julgam donas de certos atributos, de certos dons, de certas inteligências, pois não conseguem perceber que tais atributos são "concedidos por empréstimo", até você merecer em tê-los por definitivo.
O uso correto e adequado de tais dons, começa preliminarmente em coloca-los, não a seu usufruto, mas no ato de você utiliza-los para servir aos outros.
Esta condição é essencial para que tais dons incorporem em você eternamente.
Digamos assim que sua essência, em determinadas vidas ou momentos, cede a você certos dons para que você se consagre em coloca-los em "serviço" para todos.
Uma pessoa que faz uso destes dons para enriquecer, para usufruto próprio ou de seus protegidos somente, elimina a possibilidade de mantê-los e de incorpora-los para as próximas vidas. Por isso que tanta gente, ora nasce em berço esplêndido, ora nasce sem berço.
A maioria vive vidas, ora com muito, ora com nada e não consegue se desligar do egoísmo de ser, de ter e de poder.

Como diz o pensamento: "É preciso saber usar com correção os recursos e os dons que nos são entregues pela vida.", pois estes dons poderão nos transformar para melhor, para muito melhor e assim incorporarmos definitivamente tais dons, na eternidade da vida.
Tudo que se recebe deve ser de usufruto de todos.
Esta pratica tem sido, invariavelmente, desprezada. Somos acumuladores. Queremos ter e poder, mesmo que este excesso esteja ceifando vidas.

No livre arbítrio esgotamos a possibilidade de revertermos esta situação, no geral, mas para aqueles que estão conseguindo despertar seus bons sentimentos, isto poderá ser uma forma de se destacar e de se alinhar com os aspectos evolutivos da vida individual.

Enfim buscar sempre oportunidades de se elevar, de progredir, de superar metas cada vez mais subjetivas, será sempre a grande alavanca que precisamos para evoluir.

Hilton