sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Porque somos "golpeados"?

Pensamento de Sri Aurobindo.

Não é porque existe algo mau em ti que os golpes caem sobre ti; os golpes caem sobre todos os seres humanos porque eles estão cheios de desejos.
Sri.

Pois bem, Sri nos alerta para o excesso de desejos que manifestamos, face nossa imensa necessidade de sermos “superiores” aos nossos semelhantes.
Temos como meta a superioridade sobre os demais, pois foi desta forma que fomos “ensinados” pela nossa esdrúxula e incapaz sociedade que constituímos ao longo dos séculos.
Fomos iludidos e nos iludimos que a superioridade sobre os outros é a meta a ser alcançada, a qualquer custo, a qualquer preço.
Para que esta doença se alastrasse entre todos, criou-se a competitividade que manteve o ímpeto desta imensa ilusão.
Hoje somos iludidos, vivemos na ilusão e nos tornamos “distraídos” para as coisas reais e verdadeiras.

E a cada momento “novidades” vão surgindo para que isto se acentue, se expanda e piore. Creio que as mais recente foram as redes sociais, que tornaram-se uma forma de nos manifestarmos, compulsoriamente para muitos, sobre nossos ilusórios atributos, conquistas e soberanias, onde o “ser e o poder” se tornam as estrelas da vaidade.
Pouca coisa útil sobrou para estas redes e muitas coisas inúteis as fez ressaltar na vida de bilhões de cidadãos deste planeta.

Sendo assim, nos mantivemos neste imenso “poço” (uma palavra bem aplicada) de desejos, ciúmes, mesquinharias, ilusões, onde cada vez mais frustrações ocorrem pela vaidade que ali circula.
Vejam que nossas feridas tem se mantido abertas propositalmente, pois ao sentirmos dor ao invés de buscarmos a cura para o que provoca a dor, vamos para os paliativos, as ilusões, os desejos que “aparentemente” superam nossas doenças.
Isto nos aprisiona neste poço de desejos e de ambições, nos mantendo longe do conhecimento e das curas necessárias.

Desta forma, os golpes caem sobre todos em forma de frustrações, de medos, de insegurança, pois só comparamos o “roto com o rasgado”, vivendo e nos preocupando em ser mais e ter mais.
Somos, assim, uma população mundial carente, omissa, apática aos movimentos universais, onde a doença é a causa da nossa atenção, ao invés da saúde.

Tais redes sociais, cujo nível vibratório é baixíssimo, piora ainda mais estas frustrações, pois comparamos elementos dos mesmos baixos níveis, ao invés de tomarmos como referência Seres cujo estagio evolutivo é superior ao nosso.

Portanto, poucas são as possibilidades de mudanças significativas em alguém que vem sendo “golpeado”, a não ser que diminua acentuadamente o mar de desejos em que vive e troque os parâmetros atuais para parâmetros mais elevados, mais uníssonos com as metas evolutivas espirituais.

Desta forma, talvez uma mudança de postura possa dar o início a um processo amplamente significativo para que estes desejos infantis possam desanuviar nossa mente. A mente mais quieta e menos assediada com tantos desejos poderá ser mais perceptível para os verdadeiros valores da vida.

Os tempos são tempos das grandes mudanças. Faça sua parte.
Não se compare, não espere ninguém neste aspecto, pois a melhor forma de você contribuir para todos é com seu próprio exemplo, com suas ações positivas e com o seu equilíbrio.
Somos todos responsáveis pelas nossas fraquezas, pois cedemos.


Que Deus nos ajude.

Hilton

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Faze tua parte.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Não te importes com o tempo e com o sucesso. Faze tua parte, quer seja para falhar ou para prosperar.
Sri.

Pois bem, neste pensamento, temos uma importante lição de humildade.
O sucesso e o fracasso faz parte do nosso aprendizado no ciclo das nossas experiências, portanto, de alguma forma teremos sucesso, assim como também fracassaremos.
Estas duas situações são inerentes às nossa capacidades, pois as duas irão acontecer e estão previstas em nosso destino.
No sucesso, significa que de certa forma, nos preparamos para algo que viria a acontecer.
Fomos mais prudentes, levamos a preparação a sério, superamos inúmeras barreiras e, principalmente, impusemos força e energia naquilo que determinamos como a ser conquistado.
No fracasso, desleixamos, fomos imprudentes, nos preparamos mal, deixamos de lado inúmeras oportundiades e não imputamos a força e a energia necessária para conquistarmos.
Esta oscilação ocorre com todos, sem exceção, sejam pessoas comuns como pessoas santas e elevadas, pois na 3ª dimensão isto é aprendizado.

Na realidade o aprendizado não está na consagração do sucesso ou do fracasso, mas está nos atos preparatórios que temos de fazer para os desafios da vida.
Para conhecermos a decepção temos de nos decepcionar e para conhecer a consagração, temos de nos consagrar, portanto, tudo está dentro dos conformes do destino de cada um.
O que não se coliga neste processo e a manutenção do estado de ignorância que a maioria das pessoas acabam por manter, devido a ideologias toscas, ultrapassadas, desatualizadas, mesquinhas e corruptas, simplesmente para levarem “vantagens” e isto vem ocorrendo pelo aspecto da competitividade que mantem aceso o egoísmo.
Tais “vantagens” que muitos acreditam, só leva a adquirirem um conjunto muito maior de pendencias cármicas, de vidas repetitivas, de estagnação em níveis ultrapassados conforme o destino comum da humanidade.
Esta burrice ainda é plena, atuante, profundamente enraizada na mente mesquinha dos cidadãos que não conseguem reconhecer que somos um todo, estamos interligados e o sofrimento de um passa a ser o sofrimento de todos.

“Faze tua parte”. Este conselho simples é soberano e sempre será atual, pois em cada momento e em cada nível de consciência que nos encontrarmos precisaremos fazer a nossa parte.
Ainda vemos muitas pessoas que acham que alguém deverá fazer por ela, a “sua parte”, como se a escravidão pudesse ser eterna.
Devemos fazer o que temos de fazer sem medo de errar, sem a vergonha de ser diferente, de ser classificado, de certos pudores infantis que nos aprisiona em estágios inferiores, retendo nosso progresso evolutivo.
Antecedemos gerações que seguiram nossos exemplos, daí nossa grande responsabilidade em buscar continuamente a atualização sobre a vida física e espiritual. Uma não se desvincula da outra, apesar de muitos ainda acreditarem nessa mentira.

Enfim, faze tua parte. Não espere mais. Não espere por ninguém. Não se prende a contextos e “prioridades” que só nossa mente confusa e perturbada acha que existe.

O tempo segue velozmente para este final do ciclo planetário e pouco tempo nos resta para mudarmos o antigo, o ultrapassado e o inútil.
Hilton

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mude. Voce não é do jeito que tem se comportado.

Pensamento de Sri Aurobindo.

“ A aspiração espiritual é inata no homem porque ele, sendo diferente do animal, está consciente de suas imperfeições e limitações e sente que existe alguma coisa para ser alcançada, além do que é agora.”
Sri.

Pois bem, de forma clara, Sri ressalta algo que sempre nos incomoda, a aspiração espiritual.
Nos incomoda porque dificilmente atentamos para estas aspirações.
Nunca temos tempo porque não existe a praticidade nestas aspirações. Outros aspectos é o seu teor subjetivo, imaterial, inerente às ilusões da vida “pratica”.
Este erro crasso de avaliação, que temos feito sobre tais aspirações, nos leva a manter um “quase eterno” estado de ignorância, amplamente explorado pelas forças involutivas que nos aprisiona com a sedução de objetos materiais pereciveis e sentimentos passageiros e inconstantes.
Com isto, não aprendemos a amar, mas somente a gostar, podendo descartar e com isto não consolidando nossa coligação com as pessoas, com o respeito à vida de qualquer ser, em qualquer reino, tornando a vida um mar eterno de insatisfações.
Por isso vivemos tão incomodados e pré ocupados, adoecendo devido a estados emocionais distorcidos e nocivos à saúde da alma e do corpo.

Tínhamos de nos dedicar 80% para nossas aspirações espirituais e 20% para nossa manutenção física. Se assim fizessemos veríamos que estes 20% seriam mais do que suficientes, pois evitaríamos o desperdício e a insanidade que persiste em nossas ações.
Neste caso veríamos a vida como realmente é, bela, exuberante, completa, abundante, plena, pois estaríamos acompanhando o ritmo que pulsa no universo.

Como diz o pensamento, a aspiração espiritual é inata no homem, ou seja, existe e sempre existirá em nossa constituição, portanto, ou nos damos conta deste aspecto ou viveremos incomodados.
O curioso é que este “incomodo interno”, transferimos para os outros, ou seja, culpamos os demais pelo incomodo que insiste e persiste  dentro de cada um, como se isto fosse algo externo e se manifestasse para contrariar nossos conceitos, ou melhor dizendo, preconceitos.
Isto produziu guerras, produz guerras, produz disputas, produz competições, produz rebeldias e produz todos os sentimentos negativos que temos manifestado.
Vidas e vidas vem se apoiando nas intrigas, no ciúmes, no egoísmo, nos medos, ao passo que o amor, a tolerância, o acolhimento são deixados de lado, pois são para os “fracos”!
A mentira consolida o lado reverso desta aspiração espiritual, pois mascara os verdadeiros sentimentos que insistem, vida após a vida, em aflorar.


Mude suas atuais aspirações, pois estas estão ultrapassadas, velhas, carcomidas e não servem para o novo homem que já está em formação, com um novo código genético e um mundo novo para ser explorado.
Hilton

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

O homem ama suas imperfeições.

Pensamento de Sri Aurobindo.

“Tudo mudaria se apenas o homem consentisse em ser espiritualizado; mas suas naturezas mental, vital e física são rebeldes a uma lei mais elevada. Ele ama suas imperfeições.”
Sri.

Pois bem, o pensamento retrata muito bem a nossa rebeldia com a espiritualidade.
Somos arredios a algo que não consigamos justificar pelo raciocínio.
O conceito de aceitar, somente, deixou de fazer parte da natureza humana. Questionamos muito, mas ao mesmo tempo abrimos mão da nossa liberdade, uma vez que somos escravos da vida ilusória que vivemos.
Somos muito influenciáveis com as mentiras, pois estas se referem ao mundo das formas, ao passo que as verdades que  tocam nosso coração, são passageiras e rapidamente as esquecemos.
Esta falta de consentimento em nos espiritualizarmos (pela lei do livre arbítrio), atrasou significativamente os passos que deveríamos ter dado para os momentos atuais deste fim de ciclo planetário. Hoje nos encontramos numa situação que chega à incompreensão do que vem ocorrendo e do que ocorrerá.
Assim foi em eras passadas, onde as turbulências das grandes mudanças eram interpretadas como sendo a ira dos deuses.
Assim será na fase atual, onde os grandes movimentos telúricos também serão interpretados como a ira dos deuses, pois deixamos de acompanhar a evolução dos tempos, trocando conhecimento real por culturas e preconceitos desastrosos.
Ao repetirmos os mesmos erros do passado, deixamos de nos prepararmos para o que é natural dentro dos ciclos planetários, onde movimentos grandiosos ocorrem de tempos em tempos (diluvio, Atlântida, etc.)
Hoje não sabemos e não saberemos nos posicionar perante estas mudanças cíclicas que todo planeta, estrela, astro, etc., enfrenta.

A espiritualidade nos levaria a conhecimentos amplos e desconhecidos, onde seríamos intuídos para determinadas ações, movimentos ou simplesmente entregas necessárias, sem termos de ficar raciocinando, deduzindo ou jogando com situações que serão muito além da nossa compreensão racional.

Enfim o que foi feito está feito. Nos resta agora, como único caminho plausível, a entrega através da oração e assim deverá ser feito.

No mesmo teor do pensamento acima, vem outro que complementa:
“ Se tens imperfeições e fraquezas, coloca-as diante do Divino para que sejam transformadas ou abolidas”

Sri

Hilton