A vivencia na Lei Espiritual dissolve qualquer dor.
Figueira.
Pois bem, como temos comentado a dor é um estimulo a mudanças.
A dor é uma benção, por mais incrível que possa ser entender esta colocação, pois sem ela estaríamos presos num átimo do tempo e do espaço, indefinidamente.
A dor física estimula a solução dos problemas. Imagine se não tivéssemos
dor ao queimar a pele, ou a uma queda, ou a uma doença, não teríamos estímulos da
preservação do corpo físico e este estaria fadado a uma falência e mortes simultâneas
sem progresso.
Assim não haveria oportunidades para que o destino definido pudesse
ser cumprido, não sairíamos da ignorância e assim a evolução não aconteceria. A
dor quando vem incomoda, nos movimenta, nos empurra. Mesmos assim as reações
para com a dor são muito lentas, são tímidas e damos respostas quase sempre
tardias. Este aspecto está associado ao fato de não vivermos na Lei Espiritual.
De certa maneira somos empurrados para a Lei, através dos estímulos
sensoriais pela dor.
Não deveria ser assim, não deveria ser por estímulos sensoriais, deveria
ser por estímulos indolores advindos do coração.
Esta falta de sensibilidade no centro cardíaco, que anula estímulos provenientes da própria alma, por consequência, de Deus, aconteceu pelo fato de darmos total atenção aos estímulos da vida material, e somente. Esta postura nos afastou por séculos, por vidas, dos tais estímulos do centro cardíaco. Tornamo-nos assim, mais grosseiros e menos sensíveis aos fatos relevantes da vida nas estimulações espirituais.
Mas, por outro lado, este atributo do conjunto físico-espiritual
se mantem, esta possibilidade dos estímulos no coração continuam dentro do nosso
ser, da nossa constituição original e isto é eterno.
É necessário reconquistar esta originalidade. É necessário
aumentar a sensibilidade nesta região do corpo físico-espiritual e o primeiro
passo é perceber que as duas partes são uma só.
Quando nos manifestamos e em tudo que fazemos, como uma unidade física-espiritual, a manifestação torna-se completa, torna-se recheada de sabedoria. Não só do intelecto, da mente, como do espirito.
É assim que deveríamos ser, pois é assim que fomos constituídos à “imagem
e semelhança de Deus”.
Este distanciamento da espiritualidade trouxe inúmeros danos ao
conceito da vida como unidade, separando o que não se separa. Assim abrimos espaço
para que a dor, um poderoso sinal de alerta de divergências e desequilíbrio, se manifestasse com muita
intensidade.
Com o passar das vidas fomos ficando mais insensíveis, os sentimentos tornaram-se mais grotescos e com isso as Leis da Vida foram sendo contrariadas, gerando assim os carmas, ou compensações, ou reações de ações contrárias ao que é real e verdadeiro. Entramos no descompasso, no grande Maya, na vida ilusória, na estagnação da mente física que separou-se da sua contraparte espiritual.
A transição planetária vem para alterar o que o homem não altera mais, mas a conscientização deste aspecto de unidade física-espiritual pode voltar a ser estimulada e consequentemente irá gerar ações positivas e reações evolutivas.
É preciso refletir sobre isto, é preciso comportar-se como
unidade, é preciso rever parâmetros, conceitos, preconceitos e voltar a pensar
junto com o coração.
Tivemos uma queda excessivamente acentuada como humanidade, mas a
ascenção individual pode ser rápida e veloz pois continuamos com os grandes atributos
do amor divino.
Reavalie-se e mude o caminho que vem percorrendo. Se for o verdadeiro rapidamente serás transformado. A vida terá outro sabor independente das circunstancias externas. (mensagem de Andrômeda para este texto)


