sexta-feira, 24 de julho de 2020

Passos Atuais 195a Parte. Observe, pondere e estabilize.


Tudo foi criado para que cada energia possa chegar à sua expressão perfeita.
Figueira.

Pois bem, este pensamento condensa o princípio básico da evolução.
Tudo que fazemos não é perfeito, mas caminha para a perfeição. É um processo que se desenvolve em todos os mundos,  em todos os níveis de consciência, em todos os planos da vida, em todo o Cosmos.
Nada do que se faz é completo e perfeito, mas caminha para que alcance estados de perfeição e de pureza.
Aqui na 3ª dimensão utiliza-se o processo da repetição. Fazemos a mesma coisa diversas vezes, em diversas situações, com formatos semelhantes  para que, em cada situação que se repete possamos aperfeiçoar o que foi feito anteriormente.

A vida material tem uma dinâmica muito intensa decorrente da necessidade de repetirmos ações que já fizemos. Isto se deve ao fato de que não damos a devida atenção ao que fazemos. Temos repetido atitudes desnecessariamente.

Quando equilibrados prestamos a atenção, pensamos mais, raciocinamos com coerência e ponderamos melhor as possibilidades e seus desdobramentos. Assim poderemos fazer menos e com mais espaço, entre um e outro acontecimento.
O que se tem feito no geral são ações automáticas, imediatas, apressadas e descabidas de reflexões, e na maioria das vezes repete-se o que já se fez.
É preciso perceber que o que serve para um não necessariamente servirá para outro ou para todos. 
Somos indivíduos distintos.
Somos pessoas exclusivas, atípicas e únicas em todo o Universo. Isto define características, destino, necessidades e trajetória evolutiva, únicas.
Portanto, ao idealizarmos uma ação é preciso deter-se na observação, ponderação, reflexão para que as energias desprendidas possam preencher a necessidade de forma positiva.

Usando a energia da palavra, do movimento, do pensamento, corretamente, estaremos utilizando adequadamente as energias da Fonte. Da outra forma, expressando-se inadequadamente, torna-se um desperdício que,  na maioria das vezes, desencadeia conflitos e novos carmas na relação social que vivemos.

Atuando neste processo da reflexão antes da ação ou da palavra, com certeza iremos nos movimentar menos e falar menos. Percebe-se que na maioria das vezes nossas manifestações são inúteis, imprecisas e tendenciosas. Aquietando-nos ganharíamos tempo, diminuiríamos os desgastes físico e mental, seríamos ponderados e mediadores de conflitos, dado o fato de que na maioria das vezes as manifestações geram contrapartidas absolutamente inapropriadas.

A humanidade do futuro se manifestará de forma conveniente e tranquila, pois saberá empregar  padrões energéticos adequados e impulsionadores de caráter evolutivo. Terá consciência do uso correto e estritamente necessário das energias a serem empregadas, ao passo que quem as receberá será abastecido do necessário. A harmonia será grande, encerrando definitivamente a competitividade que será trocada pela colaboração imparcial do que for necessário.
O desperdício será pequeno, o conforto na convivência será grande, sem disputas, sem ciúmes, sem invejas, estabelecendo-se padrões de harmonia que hoje, sequer, sonhamos em ter.

Usar agora estas padrões elevados é licito, possível e necessário para quem almeja continuar sua trajetória evolutiva.
Basta observar sem olhares críticos; refletir antes de nos manifestar, ponderar as possibilidades positivas ou negativas destas manifestações; falar o essencial; silenciar quando pode gerar conflitos e desgastes; comentar sem depreciar ou constranger; respeitar as necessidades de cada um e manter as intenções alinhadas com o coração.

É comum tentar “corrigir” alguém sem perceber que os “erros” neste alguém são reflexos dos nossos próprios erros; os desvios de comportamento de alguém, são reflexos dos desvios do nosso próprio comportamento. Na realidade nos espelhamos nas outras pessoas, claro que não exatamente nas mesmas manifestações, mas de forma assemelhada, então o que vemos de errado estaremos praticando.
A vida é inteligente, honesta e pura. Nos dá todas as ferramentas para consertamos ou alinharmos o que é preciso. O processo da observação e da reflexão é para isto, é para ajustarmos o que está desajustado.

Olhar a vida com pureza, com harmonia, com sabedoria expressa o sentimento da alma e ajusta o que está desajustado. (Mensagem de Jiddu Krishnamurti para este texto)



















segunda-feira, 20 de julho de 2020

Passos Atuais 194a Parte. Diminua suas lamentações, pondere seus infortúnios.


Nenhum caminho é melhor que o outro; dirija-te pois sem vacilações, àquele que te é dado trilhar.
Figueira.

Pois bem, geralmente nos aborrecemos com a vida que estamos levando. Sempre achamos que a vida dos outros é melhor.
Esta insatisfação ocorre em todos, é comum, mas não é correta.
Um dos erros que cometemos, ao avaliar esta condição, é o fato de que sempre desejamos o que não temos e o que temos nunca parece ser o ideal.
Geralmente damos mais atenção ao que os outros tem, em detrimento do que temos. Quando desviamos a atenção para desejar o que não temos, perdemos a atenção no que temos, nas suas possibilidades, no seu potencial, no seu desdobramento e deixamos de compreender que o que temos é o ideal para aquele momento, para aquela circunstância.
Esta insatisfação que se repete continuamente, é intensa e persistente ao longo da encarnação.

Se abundante ou escasso, o que temos gera regras de conduta para que o caminho evolutivo possa ser percorrido adequadamente.  No entanto, o descontentamento implica em diversos desgastes de energias e de tempo, imprescindíveis para cumprirmos as metas estabelecidas para aquela vida,  onde o desenvolvimento cármico e o ascensional ou evolutivo precisa se amparar no que foi destinado.

Temos portanto, segundo as regras e as Leis da vida, o suficiente para ascendermos desde que a atenção e as energias sejam canalizadas para esta finalidade, evoluindo no conjunto mente- espirito.
Aqueles que fisicamente tem pouco, podem ser compensados com oportunidades mais intensas no plano espiritual.
Aqueles que tem abundancia no plano material deveriam estar muito focados nas atividades do desenvolvimento espiritual, pois pouco lhes faltará para sobreviver.
O meio termo, ter o suficiente, adeque-se a uma possibilidade de equilíbrio entre matéria e espirito que alinha as duas fases do desenvolvimento material e espiritual.

No entanto, o que vemos na maioria dos indivíduos são atividades intensas no plano material com foco no ser, no ter e no poder, desvirtuando-se da ascenção espiritual. Isto vem ocorrendo ao longo dos séculos nas três situações acima descritas.
Esta desatenção é um devaneio, um conjunto de ilusões que tem por base a distração que leva a exaustão do tempo produtivo e a uma queima desnecessárias de reencarnações que se tornam inúteis, por serem repetitivas.
Luta-se pelo banal, pelo trivial, pelo luxo, pelo acumulo, mesmo sabendo-se que daqui nada será levado.

Perceber a finalidade da existência no plano material, passou a ser uma dádiva, uma benção, algo absolutamente incomum, pois a maioria mantem-se exemplarmente focada no crescimento da posse, da propriedade e do luxo ( considerando as características distintas do que é posse, propriedade e luxo nas diversas classes sociais).

Quando descobrirmos que viemos aqui para aprender e evoluir, para sutilizar-se, para desmaterializar-se, teremos outra visão sobre a vida material, sobre a infinitude, sobre a sucessão de  acontecimentos que nos aguarda.
Temos de descobrir que estamos aqui de passagem, que somos viajantes siderais, que percorremos mundo, dimensões, níveis de consciência, que estamos ganhando conhecimento.

No entanto percebe-se que a ilusão geral  tem sido intensa e poderosa, e tem levado a raça humana a lutar, irracionalmente, por conquistas efêmeras, pequenas, eminentemente perecíveis e involutivas. Apegar-se a sentimentos mesquinhos, egoístas e rancorosos nos faz desistir de coisas importantíssimas, nos puxa para trás, nos leva a duelos em batalhas irracionais onde forças involutivas usam e abusam do domínio que tem mantido sobre todos.
A mágoa é um destes sentimentos que iludem, que limita as  conquistas e que faz perder o que se ganhou. Ocupa todo o espaço do coração e dilacera linhas de contato com a alma.

Por outro lado, o individuo que mantem-se atento no que lhe foi reservado pela alma, irá descobrir que possui oportunidades fantásticas, possui desafios que consagrará ensinamentos, possui aspectos que o fará alargar a visão sobre a vida e sobre si mesmo. Ele compreenderá melhor a razão da sua existência e isto lhe trará menos tormento e mais equilíbrio.   
Extrairá dos seu momentos, da sua situação, o lado bom  e benéfico dos acontecimentos. Terá mais chances para perceber uma linha de comunicação com os Planos Maiores. No final irá perceber que será conduzido em alinhamento com as diretrizes deste Plano. Se sentirá pleno e pouca coisa o incomodará.

Diminua suas lamentações, pondere seus infortúnios, preste atenção, observe, foque-se em detalhes e verá a luz em coisas e situações que alguns momentos atrás parecia um desastre.

Somos testados o tempo todo e as respostas manifestadas pelos sentimentos definirá o próximo passo.( manifestação de São Tomás de Aquino para este texto)