Pensamento
do dia, terça-feira, 19 de abril de 2016
"Se
você se esforça para revelar o Cristo em seu íntimo, você ajuda a elevar toda a
humanidade. "
White
Eagle.
Pois
bem, sabemos que somos uma essência divina. Por isso possuímos desde nossa
origem, a perfeição da criação.
Desta
forma o que precisamos, em cada degrau da escada evolutiva, aflorar um aspecto
desta perfeição.
Revelar
o Cristo interior é um dos aspectos.
Podemos
dizer que esta revelação do Cristo interior acontece e acontecerá nos infinitos
degraus que iremos ascender, nesta escada evolutiva, portanto, em cada degrau
teremos a possibilidade de aflorar algo do Cristo que compõem nossa essência.
Jesus,
em seus momentos como humano, aflorou inúmeros aspectos do Cristo interior que
trazia em si, aspectos estes necessários para toda a raça humana, visando o que
deveríamos ter alcançado até o final deste ciclo terreno.
Não
conseguimos.
Nos
prendemos a tantas coisa inúteis, inertes e ilusórias que hoje estamos
completamente perdidos e à beira das maiores catástrofes que este Planeta irá
passar, desde os momentos da sua formação.
Está
tudo tão desconexo e separado, que pessoas ainda lutam arduamente por dinheiro,
por posses, por domínio, por poder, sem aperceberem-se que tudo, sem exceção,
será completamente transformado, pois a ilusão e o egoísmo está com seus dias
contados.
Atentar
para a alma, para o espirito, para as próximas sucessões da vida
reencarnatória, seria o mínimo que deveríamos estar fazendo, mas isto ainda não
faz sentido para a maioria e será esta maioria que passará pelos seus piores
temores nos momentos derradeiros.
Incrível
como se perde tempo com distrações inúteis, como se a vida e a nossa jornada
terrena fosse aleatória, solta, ao acaso, onde a sorte e o azar definem os
caminhos e os descaminhos que se apresentam em nosso cotidiano.
Deveríamos
estar nos curando, nos preparando para a maior das jornadas que iremos
percorrer nos próximos momentos, redefinindo os próximos milênios da nossa vida
espiritual e física neste ou em outros mundos.
Isto
por si só é a maior responsabilidade que temos na presente encarnação, mas
sente-se que a maioria está muito, mas muito distante destes aspectos, sobrevivendo
da forma mais miserável possível, mesmo que haja abundancia material e
econômica, ou pelo contrário, falta material e econômica, pois as duas
situações são exatamente as mesmas, ou seja, inúteis para o que virá.
Vemos
que a maioria, quando se fala em “revelar o Cristo em seu íntimo”, interpreta
como o ato de ser bonzinho, segundo nossas concepções.
Não
tem nada a ver, pois ser bom, honesto, correto, assíduo, solicito, religioso e
tantas outras ditas “qualidades”, são meras obrigações no nosso convívio
social.
O
Cristo interior a ser revelado é a Busca continua, constante, assídua,
fervorosa do conhecimento, da informação, do alinhamento, do equilíbrio, da fé,
do “fazer para depois compreender”, do altruísmo, da ausência da crítica,
oportunismo, comparações, do aprimoramento do ato de amar sem contrapartidas,
sem distinção, sem reciprocidade e consequentemente da superação dos medos,
além dos sentimentos da ausência e da solidão, acolhendo que sentir-se só e
isolado não é sentir-se separado, mas alinhado com a própria alma.
Este
parágrafo precisa ser lido, relido, absorvido com muita atenção, com muito
acolhimento, com muita vontade de exerce-lo em sua plenitude, pois só assim
iremos superar inúmeros conflitos internos, medos, angustias e solidão.
Com
estas orientações podemos rever nosso estilo de vida. Dar importância ao que
realmente importa. Superar o que não condiz como nossas vontades elevadas,
desapegar-se do inútil, do desnecessário, do que insistimos em carregar e
daquilo vem se transformando num pesado e desagradável “fardo”.
Chegará
o momento em que não poderemos mais olhar para trás. Não poderemos parar para
sermos alcançados, por quem durante toda sua vida focou-se no supérfluo, nas
aparências e nas ilusões. Tais pessoas servirão para testar nosso pleno
amadurecimento, nestes momentos em que o desapego será essencial, pois ou
retroagiremos, ou seguiremos adiante.
Nestes
momentos seremos testados na nossa absoluta convicção de que o Pai é quem
deverá acolher a todos e Ele não depende de nós para “carregarmos” os que, pelo
livre arbítrio, optaram por seguirem direções diferentes.
Será
um momento dramático, mas essencial para provarmos nosso amadurecimento
espiritual onde não existe individualidade, mas sim coletividade, pois sempre
seremos uma parte de um todo.
Sem
o Cristo interior em nosso íntimo, nossas dificuldades serão imensas e
poderemos fraquejar depois de tantas lutas, de tantas reencarnações, de tantos
esforços para chegarmos aonde nos encontramos.
As
grandes provas se aproximam velozmente e não há tempo a perder. Todo minuto
conta, é precioso e precisa ser muito valorizado.
Deixe
o cansaço de lado, não tenha medo de se expor, não se intimide por
manifestações contrarias ao que você pensa, seja solicito mesmo que não
aconteça nenhum reconhecimento, ou pelo contrário, aconteçam críticas.
Temos
sido retido por eras, num profundo estado de ignorância e separação da vida
universal e será esta a grande barreira (a ignorância) que o Plano irá
romper.
O
momento é muito mais grave do que imaginamos.
Estamos
ausentes disto, pois nos distraímos e nos iludimos com tudo. Nosso otimismo se
apoia em mentiras habilmente plantadas por forças contrarias ao que no íntimo,
no Cristo interior, está claramente exposto.
Nos
prendemos a mentiras, nos prendemos a picuinhas, nos comparamos continuamente,
nivelando o que não pode ser nivelado, achando que uma Lei, ou uma Regra
se aplica a todos, como se faz aqui com as leis da sociedade, sem perceber que
as Regras e as Leis agem em face do nível de consciência que cada
um já conquistou.
Somos
por demais infantis. Mesmo sabendo que isto é uma realidade, ainda assim
insistimos em nos preservar nesta infantilidade, quem sabe como forma de não
encarar a verdade que se apresenta mas que insistimos em não enxergar.
Tais
verdades, ao contrário do que pensamos, são revelação do mais alto nível que
nos elevaria para ampliarmos nossa capacidade atual de compreender e com
isto deixarmos de ser tão influenciados pelas ilusões da vida material, que só
tem um objetivo: nos aprisionar.
Enfim,
vemos que a hora de “descer do muro” se aproxima velozmente e esta hora também
passará.
Que
Deus nos ajude.
Hilton