O texto a seguir foi extraído do *Glossário Esotérico – 9ª edição – página 95– Editora Irdin*. O texto original está grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs. As palavras grifadas foram acrescidas ao texto original.
Enquanto regido pela lei da reencarnação , recolhe dentro de si a
síntese das experiências positivas do ser e, em sua periferia, a síntese das
que devem ser purificadas e transformadas; atuando como causas, essas sínteses
moldam as vidas futuras.
Ao contrário do que ocorre com os corpos temporários do ser, o
corpo causal não é desfeito no processo de desencarnação .
Obs. Bem, o corpo causal tem certas características interessantes. Podemos dizer que se trata de uma “memória” do que foi bem-feito e do que foi malfeito.
O que foi bem-feito representa as ações que se alinharam com as
Leis e o que foi malfeito, desalinharam-se das Leis. Neste caso, esta “memória”
criará experiências semelhantes na vida futura, repetindo as mesmas situações malfeitas até termos as
atitudes corretas, ou alinhadas com as Leis.
É muito importante saber isto, pois poderemos repetir dezenas,
centenas, milhares de vezes, até acertamos. Se uma atitude gera sofrimento,
para si próprio ou para outrem, portanto desalinhada da Lei, repeti-las em cada
reencarnação irá gerar os mesmos sofrimentos, por isso que, inteligentemente,
temos de aprender quais são estas Leis e incorporá-las em nossa vida.
Fala-se sempre da roda das reencarnações, ou seja, do fato de estarmos
reencarnando diversas vezes para realizar os mesmos procedimentos anteriores.
Quando entramos nesta roda das reencarnações, não há fatos evolutivos, mas a
simples repetição dos eventos anteriores. Infelizmente isto tem sido o que
ocorre com maioria dos reencarnados.
O tempo e o quantidade de reencarnações são irrelevantes para uma
vida infinita, mas há fatores importantes: a Terra está em sua transição planetária,
deixará de ser um planeta cármico, portanto, os indivíduos que se encontram
nesta roda reencarnatória deverão habitar outros planetas cármicos para o continuísmo
da sua jornada, até decidirem-se pelo caminho evolutivo.
Ao desencarnamos, sabe-se que ocorre uma revisão de todas as atitudes positivas e negativas, ou seja,
das atitudes alinhadas ou desalinhadas com as Leis. Nesta revisão fazemos um juízo
de valores, basicamente definindo quais experiências irão se repetir na reencarnação
futura. Sendo assim, o resto do tempo que passamos no Plano Astral será
preparatório para a próxima reencarnação.
Ora, se temos conhecimento destes aspectos e as oportunidades
ocorrem a todo momento, basta prestar atenção. É importante selecionar as
atitudes evolutivas para sairmos deste processo repetitivo, exaustivo e
absurdamente chato.
As repetições criam o desanimo, o desinteresse, a frustração, a
depressão, a agonia, a exaustão, enfim a inúmeros sintomas que apontam para os
ciclos repetitivos de eventos que fracassamos, portanto é importante prestar
atenção no que se faz, como se faz, se vale a pena fazer, se há modos melhores
e mais produtivos de fazer, em que devo me ater e porque, enfim quando vivemos interessados
em progredir e evoluir, a vida se realinha e nos proporciona um conjunto de
novos eventos, novas situações, novos relacionamentos, novas oportunidades,
pois a alma torna-se participativa.
É preciso viver com inteligência, mas não é preciso conhecer tudo,
o próprio conhecimento virá do ato de viver inteligentemente.
