quinta-feira, 21 de maio de 2020

Passos Atuais 177a Parte. Ajustar-se é necessário.


Não percas tempo comparando-te com os outros.
Figueira.

Pois bem, na vida usamos como referência a comparação.
Há muito o ser humano deixou de ser criativo. Poucos são os indivíduos que utilizam-se de ideias inovadoras, buscam desafios, não aceitam o status quo, como a maioria aceita e se resigna com ele.

Comparar-se, tornou-se um hábito exercido com grande intensidade.
Nem sempre utilizamos modelos comparativos adequados para com nossas intenções mais elevadas. Geralmente os modelos de comparação ficam restritos a parâmetros que só se aplicam ao plano da matéria. Estes por sua vez, estão totalmente comprometidos com o egoísmo. Forma-se assim um círculo vicioso em que modelos e parâmetros já saem com inúmeras possibilidades de fracasso.

A fonte correta para o desenvolvimento é a intuitiva e dela deve decorrer modelos e parâmetros que podem ser usados com grande margem de sucesso.

Mas, como fazer?
Tente separar, com mais intensidade, os sentimentos positivos e adequá-los às boas intenções.
Por exemplo, se pretendo ajudar alguém, devo faze-lo com muita disposição, determinação e não adotar posturas que podem deturpar a caridade. Vê-se que é muito comum fazer descartes de roupas velhas, sapatos velhos, objetos usados, enfim coisas que na realidade irão desocupar lugar. Vejam como este tipo de intenção não parte de bons princípios, porque contem interesses que me atendem em primeiro lugar.  
Quando adoto estes parâmetros, comparando-me com outros que praticam este tipo de caridade, ou esmola, adotei atitudes que não são as melhores, nem para mim e não para quem as recebe.

Tente fazer algo da qual não haverá nenhuma “segundas intenções”, algo que seja realmente ofertado, independente de fazer falta ou não.
Tente aprimorar seu desapego e ceda sem deixar vestígios de sentimentos que o prendem ao que foi ofertado. Se adoro um determinado objeto e o mantenho simplesmente porque adoro, sem que este seja útil, sentimentos se prendem a ele e se desgasta como ele se desgastará com tempo.

Podemos nos identificar com alguém que admiramos, que estimamos, que cultuamos por uma série de objetivos comuns, mas é preciso admirar o que este alguém possui e não admirá-lo por possuir. Isto gera bloqueios desnecessários que podem impedir o crescimento interior.

Quando vemos defeitos em alguém, pode ser que parte destes defeitos estão espelhados, ou seja, vejo nos outros o que existe em mim. Isto é bom quando usamos este conhecimento para corrigir em nós mesmos o que vemos espelhado e não gostamos.

Quando vejo em alguém defeitos que já tive e superei, às vezes com simples atitudes que posso praticar, este alguém poderá perceber estes mesmos defeitos, tendo assim a oportunidade de corrigi-los.

É preciso compreender que somos seres totalmente individualizados, somos único em todo o Universo. Não existe ninguém igual a mim, portanto ao nos compararmos e nos julgarmos, poderemos estar completamente equivocados, podendo inclusive tentar corrigir defeitos que são, na realidade, qualidades.

Muito se fala em alma gêmea quando certa similaridade aproxima 2 pessoas. É também muito comum quando dois indivíduos apaixonam-se. 
Não tem nada a ver com este conceito de gêmeos, pois esta aproximação ou esta paixão leva em conta o carma existente entre 2 indivíduos que precisam solucionar suas diferenças. Solucionando as diferenças de vidas passadas, pode daí em diante despontar o início do amor.
Quando isto fica muito difícil, ambos tornam-se pais ou filhos, em encarnações sucessivas, até que estas diferenças sejam amorosamente resolvidas.

Somos indivíduos com níveis de consciência muito distintos e não existe ninguém que possua o mesmo nível de outro alguém. Sendo assim, somos pessoas diferentes, com estruturas diferentes, princípios diferentes, carmas diferentes, almas diferentes, objetivos e conquistas diferentes, mas por obra do carma e pelo aprendizado do amor nos tornamos próximos e assim continuará até que aprendamos "o que é amar".

Enfim, ajustar-se é necessário, e quanto mais elevadas forem as intenções, maiores serão os desprendimentos dos vícios e artifícios desnecessários ao crescimento espiritual.













domingo, 17 de maio de 2020

Passos Atuais 176a Parte. Cresça no mundo interno.


O desapego é tão fundamental para a vida interior, quanto o ar para a vida na matéria.
Figueira.

Pois bem, despegar-se continua sendo uma atitude difícil para muitos.
No geral somos acumuladores. Guardamos objetos, pensamentos, sentimentos e descargas emocionais que nos atormentam ao longo da vida.
O acumulo de objetos  reflete uma série de desvios ocorridos em vidas passadas no tocante aos  itens posse, propriedade e paixões mal resolvidas.
O acumulo de pensamentos sistemáticos reflete uma série de hiatos ocorridos em vidas passadas, decorrentes de  vidas monótonas, conduzidas por rotinas arcaicas, repetitivas, onde não ocorreu ou se deu pequenos avanços evolutivos, aquém dos previstos pela alma.
O acumulo de sentimentos conflituosos revela que deixamos para trás inúmeros problemas mal resolvidos, adiamos soluções por medo ou por pressão e cedemos, no livre arbítrio, oportunidades de aprender e evoluir.
O acumulo de descargas emocionais acaba sendo espasmos de energias acumuladas que não foram, devidamente, gastas nas oportunidades que deveriam ter sido utilizadas, em vidas passadas.

Sendo assim, carregamos estes “acúmulos” que ao longo da vida presente precisam ser utilizados ou eliminados. É, também, uma forma de carma que atua nas oportunidades definidas pelo destino traçado em cada encarnação.
Vivemos certas situações na vida presente que as vezes não faz sentido tais “acúmulos” manifestarem-se, ou seja, pensamentos, sentimentos e descargas emocionais ocorrem sem um aparente significado.
Podemos ter ações ou reações não condizentes com a postura atual, justamente por serem reflexos das vidas anteriores do que se fez ou o do não se fez, para corrigi-los.

Este modelo de convivência em que se refaz para corrigir, é um conjunto de novas oportunidade para aprender o que não se aprendeu.
A vida, em geral, num planeta de expiação, é um vai e vem, e esta rotina de repetições está afeto ao conjunto de decisões que tomamos no dia a dia.

Quando decido por evoluir física e espiritualmente, neste alinhamento, separa-se o que deverá ser repetido e refeito, do que não será.
Quando decido por evoluir fisicamente, neste alinhamento imperfeito, por faltar o espiritual, minha vida acontece com repetições de tudo que se fez indevidamente, ou não se fez. Assim o destino impõem, inexoravelmente, o que ficou incompleto, imperfeito, inadequado. Definimos assim, uma vida mais intensa, desconfortável, cheia de atropelos e medos.   
Percebe-se que a maioria tem optado pelo caminho do aperfeiçoamento material, deixando de lado o espiritual, refazendo sistematicamente, reencarnações com muitos altos e baixos.

Desapegar-se, em linhas gerais, é esquecer-se.
Na maioria das vezes temos atitudes egoístas. Uma delas chama a atenção por ser uma atitude largamente praticada, mas alinhada com o egoísmo.
Numa decisão que envolve um grupo de pessoas, seja família, amigos, colegas, enfim relações que vínculos tenham se formado, na necessidade de tomarmos uma decisão, consideramos em 1º... , em primeiro..., em primeiro..., nesta ordem, decisões que atendam os meus interesses. Na maioria das vezes trata-se de uma reação automática, tendo em vista ser esta a postura que temos utilizado.
Dificilmente pensa-se em grupo, em conjunto, em ordem e em organização de decisões que poderiam atender a todos.
Somos personalistas e esguios por considerarmos que o “meu compromisso” sempre se sobrepõem a dos demais.

O desapego é um ato de submissão, é um ato de sacrifício em prol da maioria, considera a caridade, a compaixão, tendo por premissa básica o auto esquecimento. Quem assim não procede, não se liberta das amarras do egoísmo por não se enquadrar nos aspectos citados.
A compaixão se manifesta quando o indivíduo entrega-se à necessidade de outros, do grupo, da família, dos amigos, dos colegas, para compartilhar o conhecimento adquirido.

O grupo, em especial, deveria ter este comportamento arraigado nas decisões de cada um.
Abrir mão desta possibilidade é abrir mão, no mínimo, da atualização dos conhecimentos conquistados.

Enfim , podemos dizer que as oportunidades tendem sempre a nos colocar em cheque, como num jogo de xadrez em que a nova jogada se tornará mais difícil, mais ousada e de maior aprofundamento.

Desapegue-se, e cresça no mundo interno.