sexta-feira, 28 de junho de 2019

Passos Atuais - 76a Parte. Baile de máscaras.


Pelo perfume conhece-se o quanto vale uma flor; pelas palavras e atos dos homens, sabe-se o que eles são.
Figueira.

Pois bem, ditado simples, conhecido e sempre oportuno.
O homem consegue mascarar suas verdadeiras intenções perante os homens.
Esta afirmação levou a humanidade a estados críticos quanto à sua sobrevivência.

O momento atual é um pouco diferente, pois o processo da transição cíclica planetária tem exposto de forma mais clara e real as verdadeiras intenções das pessoas.
Também, de forma mais clara, vem revelando o status real de cada um, ou seja, como cada pessoa tem conseguido lidar com suas fraquezas e suas fortalezas.
Portanto, estamos mais expostos a uma realidade dos fatos da personalidade de cada um.
Mas porque isto está acontecendo?
No geral, estamos na fase da “prestação de contas”. Débitos e créditos cármicos, fatores positivos ou negativos da personalidade, tendências positivas ou negativas das nossas ações, posturas perante os embates da vida, desafios que o destino impõem, anseios, devaneios, realidades e ilusões, enfim estamos no final do baile de máscaras onde todos irão revelar o rosto verdadeiro.
É algo inevitável, pois há uma divisão clara dos 2 caminhos que se apresentam :  ajustar e evoluir ou retroceder para consertar.

Em todos os aspectos, em todos os reinos, o “divisor de águas” está em curso.
O reino animal passará por uma etapa de transição muito significativa, pois animais com forte tendência às condições mantidas na época dos dinossauros continuarão sua evolução em planetas com agressividade semelhante à Terra na fase atual, assim como animais com tendência à neutralidade e de características pacificas continuarão o processo evolutivo na nova Terra.
No reino vegetal algo semelhante ocorrerá, onde plantas que colaboraram no desvio de parte da humanidade, como os ópios, também seguirão seu curso em outros planetas.
A nova Terra abrigará os elementos dos reinos que tendem ao processo de uma evolução contínua e constante, colaborando de forma positiva com as novas Leis que atuarão no planeta, pós transição.

Podemos e devemos colaborar com isto.
Precisamos anular certas tendências agressivas, certos comportamentos incoerentes com nossos anseios mais elevados, tornando-nos mais neutros, mais produtivos, mais colaborativos nesta etapa da transição.
A personalidade precisa se aquietar, o perdão precisa ser amplamente praticado, a colaboração útil precisa manifestar-se, precisamos ser menos tendenciosos, mais transparentes e dominar melhor as explosões de agressividade que fazemos constantemente. Desta forma a consciência assume a realidade e a ilusão começa a se desanuviar.

Sabemos que a transição em curso não irá preservar aquilo que contraria o bom senso elevado sobre a vida e a energia da fé, portanto, desapegar-se e deixar ir o que não serve é essencial, fundamental, prioritário, para que uma certa paz nos alcance e nos deixe mais perceptivos para o que realmente tem valor e significado.

A natureza segue seu curso e nada a impedirá de fazer o que tem de ser feito, portanto, alinhar-se a esta transformação, no mínimo aumentará nossa capacidade de compreender melhor e nos trará a devida auto confiança tão necessária para as próximas decisões.
Hilton

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Passos Atuais - 75a Parte . Um sonho e suas revelações.


Pois bem, gostaria de compartilhar um sonho com vocês.
O texto é meio longo mas traz conceitos importantes para relembramos.
 interessante é que ele se repetiu 3 vezes na noite de ontem, exatamente iguais.

O sonho:
Estava num grande caminhão, sentado no banco da frente e ao meu lado, dirigindo este caminhão, um cão grande, da raça shar pei, extremamente alegre e feliz, como o da foto abaixo.
 Senti-me estranho, mas continuamos.
O caminhão possuía uma enorme caçamba, com muita gente aglomerada nesta caçamba. Tinha um visor aberto na cabine e dava para ver as pessoas e um grande barulho em face das muitas conversas que aconteciam lá dentro.
 O caminhão começou a bater na laterais de uma estrada de terra cercada de pequenos montes de terra com uma vegetação rala, num local semi árido.
Senti-me muito incomodado e com jeito peguei a direção do caminhão, acertando seu trajeto na estrada. O cão ao meu lado, alegre, ficou com a cabeça de fora sentindo o vento fresco na sua cara.

Em dado momento entramos num local onde havia uma cúpula, uma meia circunferência, fechando um ambiente inteiro. Continuamos lentamente, no caminhão,  e víamos pessoas muito bem vestidas, mulheres com roupas incrivelmente sofisticadas, muitas joias, segurando taças de espumantes. O local era todo artificial, com fontes de agua plastificada, mobílias de design bem fora do padrão, luzes que mudavam por onde passávamos. Havia uma total indiferença à nossa presença, mesmo sendo notada.
A cúpula que “protegia” aquele ambiente, era pintada, aparentava um “céu de brigadeiro”  e nas partes baixas um pôr do sol avermelhado.
As pessoas circulavam sem se tocar , sem se falar e sem se olhar, mostrando uma indiferença com tudo aquilo.
Ao nos aproximarmos da borda, pois cruzamos o ambiente, havia um pântano por toda extensão desta cúpula cheio de cobras, sapos, lagartos, crocodilos e muito insetos. As cobras estavam em posição de ataque, olhando fixamente para as pessoas que circulavam a uma certa distância.

Saímos  da cúpula sem ser notado, com o cão sempre alegre ao meu lado, e entramos numa cidade aparentemente vazia. O caminhão dava muitos solavancos pois passava por pedaços de concreto caídos, buracos nas ruas, arvores caídas, estilhaços de vidros. No céu, apesar de estar claro, uma chuva de raios atingia muito lugares ao mesmo tempo. O barulho era ensurdecedor. A caçamba do caminhão balançava demais nestas ruas cheias de obstáculos, mas as pessoas, lá dentro, não paravam de conversar entre si, meio que anestesiadas sobre o que acontecia.
Diminui a velocidade e pude notar moradores dentro das casas, olhando pelas janelas e apavoradas com toda aquela confusão, barulho, raios caindo, destruição. No começo meu coração apertou, mas depois senti-me mais leve e consciente de que deveria continuar.

Saímos novamente daquela cena e entramos num campo. Havia muitas plantações, creio que trigo, soja, mas continuávamos na estrada. O local a princípio parecia bem agradável. Desenhos muito variados apareciam nas plantações, do tipo crop circles, mas eram diferentes, mesclava figuras geométricas com figuras humanas e extraterrestre. Vários desenhos de pássaros que se moviam quando o vento batia nas plantações. Não era um cenário da vegetação natural, mas modificado pelo homem pois só tinha plantações.
À medida que percorríamos as plantações, eu com o shar pei sempre alegre, notava-se que o céu estava ficando negro. Estava assustador, pois uma rápida formação de nuvens pretas, anunciava uma tempestade imensa. Muitos clarões acontecendo no céu, com as nuvens rodopiando em furacões a muitos metros de altura.
Na frente via-se um grande canyon, uma formação rochosa enorme, com paredes de pedras escarpadas, formando um corredor. A estrada seguia para o caminho do canyon.
Ao entrarmos no canyon, parei o caminhão e todos desceram. Estava muito irritado, pois as conversas não paravam e poucos perceberam o dilema que nos encontrávamos.
Aos poucos foram todos descendo.
Do nosso lado esquerdo vimos uma grande caverna incrustrada na rocha e do lado direito um caminho estreito entre as pedras que levava para o topo do canyon.
As conversas foram diminuindo e as pessoas começaram a perceber a gigantesca tempestade que vinha velozmente e  começaram a ficar assustadas.
Ficamos quietos por alguns momentos, mas logo em seguida, sem conversarmos sobre o que fazer, muitos começaram a correr em direção à caverna.
Permaneci quieto e senti que nosso caminho seria para o topo. Obvio que aquela grande tempestade iria alagar e transformar o canyon numa grande corredeira, portanto era premente sair dali.
Resolvemos subir para o topo. Começamos, mas o grupo era pequeno, pois a maioria resolveu abrigar-se na caverna. Iriamos ficar expostos por todo o caminho e no topo ficaríamos ao sabor dos ventos e dos raios que caiam continuamente.
A subida foi intensa, difícil. Incrivelmente nosso shar pei demonstrava um eterno bom humor e muita alegria. Pulava pra lá e pra cá e nos esperava. Latia forte em certos momentos e foram aqueles em que o medo se aproximava de todos nós.
Chegamos ao topo. O vento era terrível, a chuva intensa e a sensação de estarmos desprotegidos chegou no seu limite.
Em dado momento sentimos um calor intenso, uma luz muito forte e tudo desapareceu.
Acordei.
Acordei.
Acordei.
Por 3 vezes acordei no mesmo final.

O sonho é simbólico. Nunca se deve levar ao “pé da letra”, pois como somos muito emocionados, é preciso criar-se uma situação intensa para recebermos o “recado”.
No entanto, dá para se tirar informações importantes e aqui vai algumas das minhas interpretações.
Voce poderão visualizar outras interpretações, símbolos ou recados, podendo ir até certas particularidades mais intimas ou internas.
Vou dar a minha interpretação:

Creio que o caminhão simbolizava um transporte para o aspecto mais espiritualizado da vida, com um destino definido, tendo em vista o final da transição planetária em curso.
As condições por que passamos e o tempo do relógio nada significa neste sonho, pois somos uma raça com um destino definido e etapas cíclicas que terminam e começam, mas indica, invariavelmente, um ciclo se findando.

O shar pei, inicialmente conduzindo o caminhão, mostra nossa etapa inicial como raça humana da terra, onde a consciência não era muito bem definida e a vida sendo conduzida sem muitas responsabilidades.
Ao assumir o caminhão, representei uma consciência mais plena, mas clara e com poder de decisão, que é a fase atual que nos encontramos, onde decisões essenciais e fundamentais precisarão ser tomadas para o continuísmo do caráter evolutivo dos que assim optaram.
Como o shar pei, fui um indivíduo simbólico no desenrolar deste sonho, até por ter sido o protagonista dele, mas, no geral representei a nossa parte consciente e decisória daquilo que nos cabe decidir e fazer.

A caçamba com várias pessoas, creio que representa os que estão despertos para a virada cíclica, conscientes da sua importância, desejosos de um novo futuro sem o livre arbítrio, sem o carma, com disposição para evoluírem de forma mais light, menos radical do que tem sido, mas ainda muito desatentos e dispersos com os procedimentos essenciais para alcançarem este grau de libertação.

Assumir a direção do caminhão representa um ato de despertamento, onde devemos e podemos conduzir nossa vida segundo critérios que igualam nossa parte material com nossa contraparte espiritual. Muitos ainda deixam o seu shar pei conduzir sua vida. São pessoas boas, religiosas, participativas, caridosas, mas que não assumiram definitivamente a direção que lhes cabe. A vida então se reveste de incidentes, muitas vezes desnecessários.

Ao entramos na cúpula, vê-se um mundo artificial, um mundo construído segundo as ambições, a ganancia, a indiferença, a ostentação, onde os fatores básicos da vida compartilhada não significam nada. Literalmente vivem uma vida artificial, onde a luta e as conquistas só tem sentido no ambiente material. As pessoas convivem socialmente, mas se desconhecem, são oportunistas e almejam poder, riqueza e soberania. Irá desmoronar e ao acontecer as cobras (que representa os pecados da ignorância) assumirão o controle, como dizem os livros sagrados.

A cidade em processo de destruição pelas forças da natureza representa as construções humanas, no geral, não só físicas mas as mentais também, em processo de renovação.
Na história da civilização é comum encontrarmos construções em cima de outras construções do passado. Jerusalém, por exemplo, foi reconstruída diversas vezes. Acumula-se alicerces de várias religiões e culturas conquistadoras. Desta forma o que foi alicerçado até hoje será a base do que será alicerçado no futuro, portanto, nada se perde e tudo procede. Na transição cíclica tudo que  for base do crescimento espiritual continuará.
As pessoas nas janelas são aquelas que, distraídas demais com as coisas atuais, esqueceram-se de perceber que a vida é um eterno “vir a ser”, que estamos em um processo continuo e constante de transformação e que tudo o que foi conquistado, deverá ser abandonado. Estes estão no “limiar do final da curva”, pois está próximo um tempo em que a decisão tomada será irreversível.

Ao entramos no campo, via-se quilômetros de plantações. Vê-se portanto um panorama anormal, modificado pelo homem, sem preservar estruturas de apoio em que poderia se mesclar a natureza natural com a plantada. Por ignorância e ganancia desrespeitamos o processo de recuperação do planeta, onde poderíamos ter um convívio harmônico e continuo de preservação. O desequilíbrio que implantamos torna-se irrecuperável em condições normais, portanto, condições anormais que nos afetará, terá de ser executada para que o planeta volte ao seu “status quo” definido no ato da sua criação.
No entanto, a presença alienígena , com desenhos nas plantações, mostra que não estamos sozinhos, abandonados, mas estruturas evoluídas e conscientes da nossa ignorância já se encontra em plena atividade de auxilio e acolhimento.
No entanto, para a maioria não tem significado e enquadra-se no folclore. Este desconhecimento e esta falta de percepção mostra o quanto estamos encruados na ilusão da matéria e como a visão só alcança o bico do sapato, em termos de dinâmica universal.

O canyon. Sim, o caminho inevitavelmente se afunilará para todos. É um aspecto importante, pois todos aqueles que estão teoricamente despertos, precisam passar por um desafio final. Será o grande desprendimento, onde a preservação natural e os instintos serão definitivamente colocados à prova para sabermos se somos mais intuitivos do que instintivos.
Na verdade esta qualificação entre instintivo e intuitivo, de certa forma, também é uma decisão pessoal. Ainda temos um certo tempo para sabermos o que queremos ser, pois a partir daí a prova virá para todos, inexoravelmente.

A caverna do lado esquerdo e a subida apertada do lado direito. Isto tem uma alusão especifica ao desenvolvimento do lado esquerdo ou do lado direito, do cérebro. O lado esquerdo define-se pelas regras do plano material e o direito pelas regras do plano espiritual. O equilíbrio é quando as duas partes do cérebro estão em sintonia.
No geral, existem diversas possibilidades de nos auto avaliarmos, mas uma característica pode ser muito útil através da seguinte pergunta: Como está o meu desapego?
É oportuno nos perguntamos sobre o desapego em todos os aspectos: coisas materiais, posses, propriedades, aparências, relacionamentos, vaidades, individualidade, etc. Não raramente confunde-se desapego com rejeição ou indiferença.
Desapego é uma forma de vermos o que nos cerca sem interferir.
Geralmente quem precisa de atenção, vem requerer esta atenção, mas impor a atenção que julgamos necessário a alguém chama-se interferência. O nível de desapego pode dar uma sinalização se estamos trabalhando mais com o lado direito ou esquerdo do cérebro. Ai é só corrigir.
A decisão para a caverna, tomada por alguns, demonstra que o medo e certa irracionalidade ainda comandam as decisões e estas são comandados pelo lado esquerdo do cérebro, onde o apego,  e os instintos de preservação do próprio corpo inibe o ato da fé, a entrega e escurece a intuição. A caverna com certeza seria inundada com o fluxo das aguas da tempestade, no canyon.

A subida ao topo do canyon mostra um ato de fé, uma partida para o desconhecido onde a exposição é plena e a autoconfiança precisa ir ao limite. É uma decisão difícil pois troca-se um pseudo abrigo imediato por algo desconhecido e sem previsão para algum tipo de sucesso. É uma entrega para algo que não sabemos, em absoluto, o que vai acontecer.
O shar pei nos acompanhando, muda um pouco sua definição e mostra que um “ser” nos assiste e nos acompanha. Na realidade é nosso Eu Interno que  manifesta-se sobre outro ângulo, mais eficiente, mais dinâmico e mais decisivo  e nos impele a continuarmos apesar das grandes dificuldades.  Digamos que é um shar pei evoluído.

Em momentos cruciais, late, despertando-nos dos nossos medos e aflições.
A vida inteira teremos um “shar pei” ou Eu Interno nos acompanhando, mas na maioria das vezes estamos tão pessimistas e ausentes da fé, que seus “latidos” serão em vão. Prolongamos estados de sofrimento desnecessários pelo simples fato de desacreditar que somos assistidos.
A chegada ao topo prenuncia o fim do desafio, dos esforços e neste momento a “Providencia Divina” se manifesta e acolhe.
Perceberemos então que nunca estaremos sozinhos, nunca seremos abandonados, nunca ficaremos para trás, mas as provas que definem nossa maturidade precisam ser vencidas.

Deus é um “cara” despreocupado, ao contrario do que muita gente pensa, pois nos criou, definiu uma meta a ser atingida e nos deu a vida infinita para alcança-La, portanto dependerá de nós mesmos para atingi-La. Deu o tempo que quisermos e colocou certas facilidades um pouco acima das nossas mãos erguidas, esperando que “saltemos” para ter acesso.
De forma simples e objetiva é o que temos de fazer.
Gratidão.

Hilton