És convocado ao serviço, à entrega e a superação de fronteiras.
Figueira.
Pois bem, o individuo que consegue superar desejos e aspirações pessoais, irá compartilhar.
O compartilhamento é o um estado de evolução.
Quando compartilhamos conhecimento, experiências, alegria e fé, somos
vetores da centralização de impulsos e energias evolutivas. Estes impulsos e
energias veem à Terra com o intuito de preencher o que está escasso e
necessário, para que o ser humano consiga dar seus saltos evolutivos.
Atualmente os homens estão carentes destes impulsos, não pelo fato
de que estes pararam de ser emanados e sim pelo fato de que não os tem alcançados.
Estamos bem abaixo do patamar evolutivo previsto para estes tempos
e esta defasagem tem dificultado este acesso. Mas, não é um aspecto impossível de
ser superado. Continuamos a ter enorme versatilidade e grande capacidade de “crescer”
rapidamente, mas é preciso vontade, determinação, coragem e fé.
Temos nos mantido neste ranço de desgraças, de pessimismo impondo
cada vez mais, limites para superar o que tem sido considerado pelas mentes
pequenas como insuperável.
É preciso confiar. Confiar é o principal impulso da fé.
O plano material está perdendo os últimos resquícios da
criatividade por ter partido de bases erradas, bases egoístas, individualistas,
com foco e determinação nos lucros, na exploração, no controle, quando aquilo
que vem de Deus é para ser distribuído e se assim for feito, muito mais virá.
Desacreditamos no potencial das forças divinas e confiamos demais
nas nossas parcas e miseráveis possibilidades. Hoje nos encontramos limitados,
confusos, trabalhando intensamente por tentativa e erro, gerando dados
estatísticos alarmantes dos insucessos conquistados. Cada vez mais o limite das
possibilidades humanas estará escancarado, pois os tempos atuais são tempos de
transição planetária.
Temos dado elevado grau de confiança em experimentos científicos, sem a devida base, pois não se considera a parte espiritual da qual somos compostos, manipulando códigos genéticos sem noção do que isto pode e deverá ocasionar no futuro, em termos de danos aos corpos materiais. Provavelmente esta será outra grave herança que será deixada pela humanidade da fase atual.
Não estamos esquecidos por Deus, mas estamos, orgulhosamente,
exercendo estados de ignorância sobre a criação divina, por não permitir, com o
livre arbítrio, que a ajuda divina se manifeste.
É preciso rever posições, posturas, exercer a fé, confiar, informar-se mais, conhecer mais sobre nossa efetiva e real composição física-espiritual para que as ações humanas possam superar as necessidades.
Sem ater-se ao conjunto físico-espiritual, nada poderá ser efetivo
e evolutivo, mas sim passageiro e decepcionante.
Haverá um momento em que todas as providencias serão decepcionantes
e inócuas. Quem sabe precisaremos deste momento para reconsiderarmos a necessidade
de nos conhecermos por inteiro e não mais pela metade.
É interessante como todos os “recados vindos do Céu”, em todos os
tempos, sempre recaem sobre a mesma dificuldade que enfrentamos desde o inicio
dos tempos, nos conhecermos.
Para cada fronteira a ser ultrapassada, um grau do saber sobre si mesmo e sobre a existência deverá ser manifestado, todo o resto se tornará inexpressivo, ultrapassado e inútil.
Enfim os tempos são eternos e caberá a cada um decidir-se em que
momento se abrirá para o exercício da fé, da entrega e do verdadeiro saber.
Os bons tempos são definidos pelo crescer no autoconhecimento de si próprio. (mensagem de Trigueirinho para este texto)

