sexta-feira, 6 de abril de 2018

Um sonho revelador.


Um sonho revelador.                                              31.03.2018
Parte 1 – 29.03.2018
Encontrava-me numa caverna muito grande, imensa, onde milhões de pessoas trabalhavam arduamente.
Estavam todos vestidos com uma capa preta. Arqueados, olhavam somente para baixo, movimentando-se continuamente.
Estava no meio de todos, também vestido com a capa preta, tentando trabalhar assim como todos faziam. O barulho era infernal.
Não estava conseguindo. Levava inúmeros papeis para inúmeros lugares que eram sempre recusados. Estava aflito pois não conseguia realizar o que julgava ser importante, trabalhar.
Estava frustrado e preocupado pela minha sobrevivência.
Olhei para cima, percebi que estávamos numa caverna. Era imensa, mas com um acesso entre as pedras para seu teto.
Resolvi subir pois minha aflição era muito grande.
No alto, cheguei a conclusão que tinha de sair dali. Olhava para baixo e via aquela multidão, um mar humano de cor preta, trabalhando freneticamente. A maioria realizava trabalhos manuais e os demais carregavam papeis, indo de um lado para outro.
Entre eles equipamentos de madeira gigantescos faziam um barulho ensurdecedor.
Subiam e desciam escadas, entravam em locais apertados e abafados, assim como eu fiz.
Decidi que tinha de subir nas pedras e alcançar o teto da caverna, e assim fiz.
Olhei a minha a capa e notei que era presa por um pequeno laco amarrado no pescoço. Resolvi tirar.
Caminhei um pouco mais e vi um pequeno túnel. Entrei e comecei a me arrastar por ele. Estava ficando cada vez mais estreito e apertado. Fiquei com receio de ficar entalado e não conseguir sair. Recuei e voltei.
Caminhando entre as pedras, notei um buraco minúsculo por onde entrava luz. Vi que a pedra era um calcário, portanto mole, que se desfazia com algum instrumento duro.
Desci novamente, achei uma espécie de chave de fenda e voltei a escavar a pedra.
Ela foi cedendo e logo um fio maior de luz solar apareceu. Prendi minha capa nas paredes de pedra, encobrindo a luz que aumentava e fui escavando. Consegui um buraco suficiente para sair. A luz era forte, o ar cheiroso, o vento refrescante.
Comecei a sair. Veio em mim uma forte inquietude. Percebi que não fazia sentido ir sozinho. Recuei.
Desci novamente, desta vez sem a capa preta que continuava escondendo os raios solares.
No meio da multidão, duas mulheres vieram me cobrir com uma capa. Parecia que estavam me esperando. Sem falarmos nada, havia com elas algumas crianças.
Subimos novamente e saímos todos pelo buraco.
Uma paisagem bonita apareceu. Andamos rapidamente, descendo uma encosta de morro com farta vegetação natural. Após várias horas de intensa caminhada, saímos numa pequena praia.
Areia branca, mar calmo, muita paz, sentamos na areia para descansar. Estávamos exaustos e muito tensos.
Agradeci as duas mulheres, muito parecidas uma com a outra e notei que vieram 40 crianças. Todos calmos, silenciosos, aguardavam alguma coisa.
Acordei.

Parte 2 – 30.03.2018
Vi-me no meio de uma mata com dois amigos. Estávamos de bermuda, camiseta regata e descalços.
Estávamos aflitos e caminhando rapidamente, pois o céu estava escuro e ameaçando uma forte tempestade.
Logo em seguida nos deparamos com uma região muito iluminada por luzes artificiais. Ao nos aproximarmos vimos um palácio imenso.
Uma grande festa estava sendo dada e muita gente ao redor.
Resolvemos ir até lá. Ao passar seus portões, vimos que a festa era intensa e grandiosa.
Jardins incríveis, decoração exuberante, muita luz artificial iluminava os acessos para uma monumental entrada guardada por pessoas com um uniforme de gala.
Vimos nosso traje, estranho, mas resolvemos entrar assim mesmo.
As pessoas não notavam nossa presença, pois havia inúmeros atrativos para olhar, se divertir e se distrair.
Estavam todos muito bem vestidos. Alguns com trajes da época da monarquia e outros com trajes modernos, onde algumas mulheres estavam seminuas ou com vestidos transparentes.
A exposição de joias, tais como anéis, colares, brincos, relógios, eram incríveis. Muito brilho, pedras exageradamente grandes mostravam o poder e a riqueza das pessoas ali presentes.
A decoração era incrível, com obras de arte, tapeçaria, lustres, desenhos clássicos nas paredes e tetos, além de um mobiliário de babar. O moderno se misturava com o clássico.
Andando entre os convidados, estávamos assustados, admirados com tudo aquilo e deslocados. Ninguém nos dirigia a palavra. Era como se não estivéssemos ali.
Garçons de luvas e vestimenta impecável, serviam as bebidas.
Resolvemos pegar uma delas. Parecia ser uísque num copo cravejado de brilhantes. Ao tomarmos era agua somente e turva.
Em seguida um carrinho conduzido por 4 garçons trazia uma grande garrafa, do tipo conhaque, ricamente decorada. Fomos servidos em copinhos dourados.
Era agua turva.
Ao passarmos para outro salão, vimos os garçons conduzindo bandejas prateadas e douradas com pratos de comida, servindo a todos.
Nos servimos novamente, pois a nossa fome era grande. Os pratos continham papel em relevo, aparentando comidas.
Olhamos um para o outro sem saber o que fazer.
Escutamos uma música tocando e nos dirigimos para o próximo salão. Uma grande orquestra num anfiteatro, aparentemente tocava músicas clássicas para dançar.
Tinha muita gente dançando.
Nos aproximamos da orquestra e vimos que os músicos faziam os movimentos, mas não encostavam nos instrumentos. O som vinha por detrás.
Ficamos parados por um tempo olhando tudo aquilo, atônitos e assustados.
Após algum tempo, tremores começaram a surgir, ou seja, um terremoto.
Muita correria e gritaria.
Notamos então que tudo começou a se liquefazer. A decoração, o mobiliário, os quadros, as roupas, as joias. As pessoas aflitas gritavam, choravam, desesperadas pegavam suas joias que se derretiam. Os rostos sujos de tinta escorrida, criava um aspecto horrível em todo mundo
Saímos apressadamente do salão, para fora, para os jardins. Estes também estavam se liquefazendo. Corremos numa grama melecada, escorregadia.
Pulamos uma cerca e corremos para o alto de um morro. A tempestade tomou vulto. Muitos raios e muitos tremores. As luzes do palácio se apagaram.
Olhamos do alto do morro e vimos uma pequena praia a vários quilômetros, onde a luz da lua se refletia nas águas calmas do mar. Fomos para lá.

Ao chegarmos, muito cansados, vimos um grupo de crianças com duas mulheres, sentadas na areia, entretendo as crianças.
Eram as duas mulheres e as 40 crianças que me acompanharam ao sair da caverna.   
Voltei ao sonho anterior.
De bermuda, camiseta e descalço, agora acompanhado, estávamos na mesma praia do sonho anterior.
Sentamos e descansamos. Continuava noite, mas na praia estava tudo calmo.
Ao longo víamos o mar revolto e do outro lado a tempestade se intensificando.
Falei com as mulheres que tínhamos de sinalizar o local, mas sem fogo, pois poderíamos atrair uma multidão para cá.
Senti uma pressão no peito, lembrando das pessoas na grande caverna.
Imediatamente, 3 grupos de 4 crianças se levantaram e foram para a mata.
Voltam depois de algum tempo, conduzindo com as duas mãos centenas de vagalumes, voando alinhadamente sobre as mãos de cada uma.
Estes 3 grupos de crianças se posicionaram na forma de um triangulo e na ponta dos vértices, os vagalumes iluminavam em sintonia. Todos ao mesmo tempo, irradiavam aquela luz esverdeada, refletindo para o céu.

Em seguida pela mata, surgem rostos do nosso grupo conduzindo pessoas. Um das pessoas vinha trazendo mulheres com crianças. Crianças no colo, crianças de mãos dadas e mulheres grávidas.
Todos que foram chegando, sentavam-se na praia, quietos e em silencio.
Após algum tempo, no silencio e na harmonia, as duas mulheres começam a entoar o mantra Sohin. Todos acompanham.

Sohin: Coligação com a Nave Alfa, invocação de energias de cura. Purificação, sintonia e ajuste do campo magnético.

Sohin, Sohin, Sohin, Sohin.
Manuak  Sikiuc  Nagua

Num ritmo compassado e harmonioso, o som vibrava juntamente com os pulsos de luz dos vagalumes. 
Foi um momento incrível.
Acordei.

Observações sobre o sonho:

Parte 1.
Todo sonho segue um sentido figurado, acentuando detalhes que são reveladores.
O sonho é uma forma de contato, onde a imaginação é utilizada como forma de comunicação entre indivíduos de níveis de consciências distintos - o maior para o menor.
A imaginação sempre foi interpretada como algo irreal, volátil, que se desmancha. No entanto é um fator de comunicação extremamente utilizado com todos os seres humanos, pois alcança todos os níveis de consciência e podem ser interpretados de acordo com os níveis de cada um, nas boas ou más intenções.
A imaginação serve aos dois lados, face a dualidade no mundo cármico, ou seja, as forças evolutivas e involutivas se servem do mesmo processo.

O sonho pode dar vazão aos anseios mais superficiais como aos mais profundos, gerando respostas e indicações que devem ser interpretadas pelo envolvido.
No meu caso, percebe-se certos anseios comuns a outros, talvez pelo fato de estar me expressando através de comunicações entre dois mundos o material e o imaterial.

Sob a minha ótica e meu ponto de vista:

A caverna: representa os padrões normais da maioria, onde o trabalho, ou melhor dizendo, a sobrevivência acontece sem muita atenção e escrúpulos. Digamos que o importante é atender as necessidades da vida material, nem sempre básicas e necessárias, mas constantemente supérfluas e frívolas.
A postura daqueles pessoas, arqueadas e olhando para baixo, reflete a posição da maioria que não se atenta para o “trabalho escravo” que se submetem, uma vez que sua atenção é voltada completamente para as necessidades primárias, neste caso única e exclusivamente a sobrevivência da vida física.  Vivem e morrem num mesmo local, num mesmo ambiente, trocando as roupas (ou corpos masculinos e femininos), mas cobrindo-se sempre com a capa preta, que passa a ser a roupagem principal das reencarnações, submetendo-se ao mesmo tipo de ambiente, às mesmas coisas, num processo de contínua repetição.
Perde-se a identificação com a alma quando se assume um lugar comum, onde exclusivamente, a luta pela sobrevivência no plano físico é predominante.

Como descrito esta capa preta era facilmente removível, por ser presa por um simples laço, mas tira-la requer muita coragem, pois irá cessar o domínio do sistema sobre você.
No sistema nossas esperanças são limitadas a uma única possibilidade, a sobrevivência.
Não percebemos que a sobrevivência está na ordem natural de Deus. Mas esta percepção somente irá ocorrer após a retirada desta capa e a superação dos medos provenientes.
É uma luta que pouquíssimos estão dispostos a enfrentar, por isso que a maioria continua presa ao sistema, a essa matrix que limita tremendamente nossas imensas capacidades.
Quando conseguimos superar o medo da morte, daremos o passo definitivo para que a capa seja retirada e um novo processo de vida seja aceito e realizado.
O processo foi tão fortemente arraigado no início da civilização, que o arquétipo inicial sofreu modificações em seus códigos genéticos, nossa atual DNA, devido a interesses escravagistas de civilizações extraterrestes exploratórias, que até hoje se mantem preso nos conceitos do ter e poder, face as grandes ausências de benefícios materiais que o homem primário, escravizado, sofreu.
Nada aconteceu por acaso, portanto este aparente desvio de finalidades da raça humana, com certeza compensou faltas cometidas por aqueles que para cá foram dirigidos de seus mundos de origem.  A ordem e a organização não se corrompem, assim como as compensações sempre acontecerão.
Mesmo neste longo trajeto posterior a este advento, o livre arbítrio não foi utilizado como deveria e manteve a maioria acorrentada a estas carências iniciais.
Iludidos, os indivíduos mantem-se preso aos interesses egoísticas e mesquinhos, da posse e propriedade, do ser e do ter, matando se necessário para manter suas dolorosas ilusões.

A indiferença com o próximo, o modelo automático de se fazer as mesmas coisas e a total atenção com as necessidades básicas e primárias não nos liberta daquela imensa caverna.
Minha aflição com meu trabalho e a indiferença dos demais com minha preocupação para conseguir sobreviver, me levou a buscar alternativas, a olhar para a cima, a desejar a libertação.
Portanto o que aparentemente significou algo desesperador, embutia um processo de libertação, além de um novo caminho, uma nova esperança, algo acima dos padrões “normais”.
Sem esta aflição, não há libertação, não há progresso, não há movimentos diferentes do que temos feito por vidas e vidas.
A minha luta para sair reflete a necessidade da mudança, de conhecer o novo, de arriscar-se, pois, nada mais estava fazendo sentido.
O pequeno túnel representou a 1ª busca, mas prevê caminhos obscuros e para isto precisa ser retomado quando a impossibilidade e o risco estão acima do que consideramos perigoso.
O pequeno ponto de luz, saindo do pequeno vão entre as pedras, na retomada pela busca, indica que um novo caminho aparece, mas exigiu foco e atenção numa nova oportunidade. Digamos que a persistência mostrou resultados e uma nova chance, um novo raio surgiu.

Confunde-se muito o processo da entrega com a inercia de não se fazer nada. Quando não se faz nada não há busca, não há oportunidades, não se vê novas possibilidades, não há intuição, além do que o tempo continua e os momentos passam. A entrega é uma atitude passiva após os limites da busca terem se esgotado, ou algo impeditivo que te remete a este estado.

O conceito de salvar-se pode ficar incoerente perante a necessidade atual. Creio que trocar o salvar-se por servir seja mais coerente e mais divino se assim podemos chamar.
No sonho não vi sentido em prosseguir para salvar-me, mas senti a necessidade do serviço e de que mediante as possibilidades abertas por aquele pequeno buraco, esta saída poderia ser oportuna para outros.
No entanto, vem um drama, a quem aplicar esta oportunidade?
Nosso critério de julgamento, de quem vai e de quem fica, pode ser totalmente incoerente e infeliz face nossa visão ainda obscura para tais decisões. As crises emocionais, as vaidades e o egoísmo assumem o controle.
No sonho, as duas mulheres assumem esta função me isentando de um critério da qual ainda não estou preparado, definindo por conceitos que desconheço, a inclusão daquelas 40 crianças.
Tenho certeza que estas 40 crianças foram as pessoas certas e provavelmente podem ser as precursoras de algo muito maior, mais intenso e necessário do que meus critérios ainda contraditórios, para escolhas.
Tai algo que não precisamos nos preocupar quando a atitude ao Serviço se ampara na obediência e na fé.
O caminho após a saída da caverna, não era conhecido, mas na medida que a entrega se faz presente, fomos conduzidos por forças maiores, por conceitos que prevê a sucessão de fatos que nos levaria para aquela pequena praia, o lugar certo. Outro aspecto importante do Serviço, a entrega quando nossas possiblidades se esgotam.

A praia representando um oásis no meio da perturbação, mostra-se como um local protegido, amparado e com as devidas circunstâncias para que o acolhimento possa acontecer, portanto, da caverna em diante, segue-se um aspecto da entrega, onde deixar-se ser conduzido é necessário.
A lógica, os parâmetros, os paradigmas, que pertenciam à caverna (mundo ilusório), perdem suas funções.


Parte 2.    
O palácio. Creio que representa as maiores ilusões, onde aspectos do ser, do ter e do poder são inebriantes, sedutores, levando uma elite aos extremos da ganância e do egoísmo.
Creio que os participantes desta grande festa, deixaram-se levar perdendo todos os escrúpulos para a luxuria, o luxo, a posse, a ganância como foi realeza como experiencia de uma das formas de governo.
As coisas de encher os olhos acabam por fechar os olhares para os objetivos verdadeiros que a vida aguarda que conquistemos.
Nossa aparência marcada pela bermuda, pela camiseta, descalço, talvez tenha sido uma forma de sermos preservados destes momentos tão antagônicos e sedutores.
Esta aparência nos fazia lembrar, continuadamente, do nosso verdadeiro lugar, que com certeza não fazia parte daquele palácio.  Creio que não temos forças suficientes para resistir a tantas ilusões sedutoras
As bebidas que eram água turva, a comida representada por papel em alto relevo, o luxo em todos os ambientes, mostrou o quanto podemos ser iludidos e como podemos cair facilmente nas armadilhas da vida desregrada e oportunista, que nos separa da vida evolutiva.

Os músicos que não tocavam, mas que convenciam a todos de uma orquestra em ação, mostra bem a capacidade de sermos manipulados em nossas crenças, em nossas ideologias, em nossas mentiras, em nossos medos, pois é comum acreditarmos que tudo o que vemos é real  e o destino é sempre uma armadilha.
O destino existe como um caminho que pode prever os desvios que faremos, as faltas que iremos cometer, dando oportunidade de recuperação, de retorno ao caminho real, ao caminho evolutivo, pois é isto que interessa.
Os desvios precisam ser corrigidos e no destino temos a oportunidade de retomar o caminho correto.
De certa forma podemos ter um destino melhor ou pior, mas este levará em conta as vidas pregressas, pois tudo que fazemos de errado terá, inexoravelmente, de ser corrigido, portanto, ao definirmos por uma vida melhor, em termos evolutivos, evitaremos um destino menos conturbado na vida seguinte.
Poucos pensam assim, por isso que a maioria sofre e faz sofrer.
O sofrimento se destaca pelas carências materiais, mas isto é só uma parte, pois a negligência ao Trabalho, ao Serviço, que bloqueia nossa evolução, traz graves consequências na medida que nos desalinhamos no tempo.
Sim, nesta época, por exemplo, teríamos de estar concentrados nas atividades para um final de ciclo, mas vê-se que a maioria só tem atenção para suas necessidades materiais, seu egoísmo, seus prazeres, suas preocupações, seu sustento e a preservação de seu patrimônio, sem considerar que muito pode ser feito se dermos a devida atenção aos inúmeros “recados” que temos recebido.

O tempo está muito acelerado. Digamos que um dia dos tempos atuais, represente 1000 dias há 2000 anos atrás, a 500 dias de 1000 anos atrás e de 100 dias de 10 anos atrás.
Quando paramos no tempo, ou perdemos tempo com distrações, ilusões, preguiça, falta de vontade, para retornarmos ao ritmo do momento é necessária muita aceleração, vontade, dinâmica de raciocínio, de informações e até de movimentos físicos.
Com certeza estamos defasados e nem sempre teremos tempo de recuperar esta defasagem, portanto é primordial saber dar prioridade às nossas decisões.  
Realinhar-se nem sempre será possível, podendo nos manter defasados da dinâmica do planeta em acelerado processo de ajuste universal.

Voltando ao sonho revelador, tem um momento em que tudo começa a se liquefazer. As ilusões se desmancham, as máscaras caem, o palácio entra em colapso.
Estamos nesta fase do processo, mas muitos ainda se mantem presos às suas necessidades pessoais, suas mesquinharias, suas posses, enfim suas ilusões, tentando reter o que é inevitável e inexorável.
Perceber estes aspectos, de forma geral, tem sido para poucos e para os predestinados, pois a maioria não quer ceder. Em certo momento estes irão, também, se liquefazer, pois não há mais como reter o que já foi desencadeado.

Quando corrermos para fora do palácio, vê-se nesta ação um momento de despertamento. Apesar de termos sido espectadores, exigiu-se prontidão, dinâmica e ação.
Não houve entrega e nem inercia, mas a ação necessária para dali sair.
A vista do alto do morro, identificando a praia, mostra que o amparo e a proteção manifesta assim que damos o consentimento, pois ninguém será esquecido ou preterido desde que tenha se autoconvocado para a transição planetária e se coligado com a urgência dos tempos.
O que precisa surgir, surgirá no momento certo, aos que tem olhos para ver.

Ao nos reunirmos na praia, ao lado daqueles que ali se encontravam numa atitude passiva, pacífica e de contemplação, determina o fim dos procedimentos ao nosso alcance, pois dali em diante outras forças e outros fatores entrarão em ação. Digamos que dali em diante fica a cargo da Providência Divina.
No livre arbítrio devemos seguir nosso coração, darmos nossa permissão e nos entregamos quando nossas possibilidades se esgotam.
A união de todos, a atitude pacífica e passiva, assim como a entoação do mantra, define o processo final para que o devido acolhimento aconteça, a critério de quem nos assiste.
Não quero com estas descrições ser pretensioso, ser negativo, ser profético, mas sinto que este chamado é importante e oportuno.
Temos um novo destino num planeta que irá regenerar e resgatar o caminho da evolução e não mais da expiação.
Não creio que todos seguirão o novo curso da Terra, pois parte da população acolhida talvez pertença e retorne aos seus mundos de origem, mas creio que, simbolicamente, as 40 crianças desenvolverão a Nova Terra, a Nova Era, onde um novo código genético trará também novos códigos de conduta, de moralidade, de ações alinhadas com os mundos evoluídos e com suas civilizações que irão acelerar o processo de recuperação da raça humana terrena.
Não há outra forma de evoluir a não ser pelo Serviço, portanto, o egoísmo e sua entranhas devem ter seu glorioso final aqui na Terra. Foi útil, prestou um grande serviço, mas sua fase terminou.

O número 40 é simbólico.  Talvez tenhamos mais revelações no futuro.
Podemos dizer que o número 4 representa o fator humano e o número zero o fator espiritual. Quem sabe junta-se o que hoje está separado.
Alguns indivíduos do grupo trazendo pessoas, mostra que assumimos responsabilidades enormes e temos de estar preparados para este momento de alinhamento com as ajudas ao Planeta. Das nossas decisões muitos serão envolvidos, portanto o despreparo não é uma desculpa, mas uma omissão.

Em nenhum momento consegui identificar as pessoas acolhidas e reunidas, preservando as identidades. Mais uma vez não entra em cena certas preferencias ou tendências que podemos ter face nossas emoções.
Enfim creio que estes esclarecimentos devem nos fazer pensar, refletir e quem sabe mudar alguma coisa, num momento do planeta em que o tempo está tremendamente acelerado.

Manifesto minha gratidão por todas as orientações recebidas, por todos estes Mensageiros pelo qual tenho a mais profunda admiração e respeito, e espero ter sido o mais fiel possível no detalhamento e nas explicações do Sonho Revelador.

Graças a Deus.
Hilton


  
  


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Em nome da clareza - 4a Parte.


Libertação.

Com a prática do desapego percebemos que a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes. Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou fazemos. O que há de mais significativo na existência vive em nosso interior, além das dimensões onde há fenômenos e efeitos visíveis.
Se com frequência dirigimos a atenção aos níveis internos e superiores do nosso ser, podemos passar pelas provas mais dolorosas do físico, do emocional e do mental sem nos envolver com o sofrimento. E cada ser humano que consiga agir, sentir e pensar com amor e desapego ajuda a libertar os semelhantes ainda condicionados às Impressões próprias dos planos materiais, que são secundárias perante as verdadeiras causas dos acontecimentos, perante o que nos move e o que dá vida ao nosso ser externo.
Embora tenhamos tarefas no mundo concreto, devemos sempre saber que de um ponto de vista superior não pertencemos a ele. Essa consciência de que a raiz da existência está no interior do ser, na essência Imaterial, permite-nos  atualizar e aprofundar a perspectiva acerca de um dos fenômenos mais atraentes de hoje, que são as aparições de luzes e objetos desconhecidos no céu. Se estivermos presos a fenômenos, reduziremos a oportunidade de vê-las a uma pesquisa ou a um divertimento, enquanto poderíamos estar usufruindo sua irradiação interna, evolutiva e transcendente,
 O relacionamento harmonioso e seguro com a realidade suprafísica que está por trás desse fenômeno é possível por melo da intuição. A  telepatia mental também pode ser  usada para isso, mas é recurso dos  que ainda não estabeleceram contato mais profundo, de alma, com a essência espiritual ou divina dessas luzes e objetos.
Trigueirinho.

Pois bem, a intuição manifesta-se como uma ideia, como uma imaginação, como um susto em certos casos, aonde a velocidade de respostas precisa ser imediata. Dificilmente estará associada à lógica, ao raciocinio e ao conhecido, mas a um simples impulso que se atende ou não.
Esta associação acontece pelo fato de estarmos seguindo na contramão do caminho (vida evolutiva). Ao invés de seguirmos adiante, estamos voltando.
Uma ideia, no aspecto intuitivo, será peculiar, nova, diferente do que se sabe, do que se fez e do que se tem como tendência.
A imaginação talvez seja o instrumento mais utilizado e quem sabe o mais eficaz, no processo intutivo, face o nível de consciência baixíssimo que nos encontramos, para o momento atual do Planeta.
Digamos que a imaginação tem melhores chances de quebrar os atuais paradigmas, alias todos em processo de extinção.

Estão em extinção pois tais paradigmas foram criados para os tempos do despertamento, aliás bem antigos, portanto hoje fora de época, além de terem sido fortemente influenciados pelas forças negativas, para seu uso na oportunidade do livre arbítrio.
Por exemplo, houve uma época que o negro podia ser escravizado e esta atitude era aceita pela sociedade, o índio indesejado podendo ser dizimado, ou seja, estes foram os paradigmas que funcionavam e por incrível que pareça ainda funcionam de forma, quem sabe, mais discreta.
A elite rica, politica e coisas do gênero, continuam se diferenciando e muitos assumem posições e posturas acima das próprias lei criadas pelos homens, portanto, pouca coisa mudou quanto a permanência dos paradigmas que contrariam as Leis Divinas.

A imaginação, em especial nas crianças, são ricas na formação do seu conjunto corpo-alma, face a presença marcante e muito forte da intuição, ou em outras palavras, da comunicação da alma com as fontes divinas que amparam aquele ser em crescimento nos dois aspectos: físico e anímico(da alma). No entanto, fazemos de tudo para que este elo se enfraqueça, a intuição diminua e a imaginação seja trocada pela ilusão.
É essencial uma criança brincar, usar plenamente sua imaginação, mas estas tem estado ocupadas demais para esta possibilidade, formando personalidades que fracassarão em muitos dos seus objetivos essenciais.

No adulto a imaginação, se fértil, abre espaço para que a essência intuitiva aconteça, sinalize, alerte, dirija, conduza, se expresse e reoriente o caminho que se está percorrendo. Da mesma forma, estamos muito ocupados, sem tempo, desgastados e preocupados na “luta” pela sobrevivência.
Não se luta para sobreviver, mas sim para aproximar-se das coisas indignas e ilusórias. A sobrevivência é algo natural, divino, mas dificilmente iremos percebe-la enquanto envolvidos nas ilusões e nos desejos do ser, do ter e do poder.
Milhares de oportunidades são perdidas nesta luta insana pela sobrevivência, pelo ter e pelo poder, sem percebermos que o tempo está incrivelmente acelerado. Somos ocupados, estamos ocupados, nos mantemos ocupados, como a mais das esfarrapadas desculpas para impedir que a imaginação, a intuição, a clareza e a evolução possam acontecer.

Dificilmente alguém irá lutar contra isto, pois somos tremendamente acomodados e oportunistas, mesmo que o sofrimento e o desespero venha se fazendo presente em muitos.
Somos guerreiros de uma única tática, do comodismo.

Como é dito e esclarecido no texto, “a maior parte do nosso ser e do universo não está nos níveis em que normalmente somos conscientes. Só um pequeno reflexo da nossa essência se encontra no que pensamos, sentimos ou fazemos”. , ou seja, só a imaginação poderá nos levar ao mundo real, enquanto que a lógica nos mantem no mundo ilusório.
Quem não percebe esta inversão de conceitos jamais sairá do lugar.
Hilton