Quereis saber o que significa ser guardião? Pois lembrai-vos de
que numa das vezes em que Cristo Jesus se pôs a orar, ele pediu a Pedro que,
vigiando, guardasse o local em que estavam. E Pedro adormeceu...
É o cumprimento fiel da tarefa indicada que possibilita o exercício
e expressão plenos da Energia. Tocai o vosso interior, pois ali tendes a
fortaleza para cumprir o que vos é indicado.
Figueira
Pois bem, me parece que somos o Pedro, adormecemos quando
deveríamos estar atentos, vigilantes, dinâmicos pois isto é uma forma de guardar
e preservar o que temos recebido.
Talvez o grupo deveria ser chamado, não de HeF mas de Pedro
Dorminhoco.
Quando devemos guardar e preservar algo, no sentido dado por este
texto, significa reconhece-lo primeiramente e em seguida desenvolve-lo para que
a Energia se expanda, e ao mesmo tempo seja assimilada em todas as suas nuances
para que, no momento oportuno, possa ser utilizado em benefícios de todos.
Percebe-se que nosso grupo dorme. Assimila e perde. Assimila e
perde, pois não explora e desenvolve as aptidões cedidas por cada informação
passada.
Temos sido omissos e dorminhocos, assediados por uma preguiça
enorme.
Ligamos a chave do motor de arranque na coleta das informações e
desligamos a chave do motor rodando após a coleta das informações.
Como Pedro, temos anulado o que deveria ser desenvolvido,
aprofundado e preservado.
Quem sabe não temos assimilado direito?
Não creio, pois as oportunidades de diálogos e aprofundamentos são
constantes e considerados em cada exposição.
O que falta são os esforços pessoais necessários, posteriores,
onde a pratica nos levará à correta compreensão do ensinamento cedido.
A perfeição é uma conquista, mas até chegarmos a ela, deverá haver
muita luta, persistência, abnegação, entrega, esforços.
Deveríamos estar vivendo num de mar de dúvidas, como temos vivido
na vida material, mas parece que as questões complexas, evolutivas e dinâmicas que
procedem das informações recebidas representam o mesmo estarmos deitados na
beira de uma lagoa pequena e restrita a uma área minúscula, embutida num pequeno
vale, sem movimentos, sem ondas, sem nada.
Esta falta de dinamismo tem nos perseguido faz tempo.
Até então, onde o processo de aprendizado foi intenso, era
tolerável esta ausência de manifestações, mas estamos numa outra dinâmica, em
outro tempo, com outros movimentos e outras perspectivas.
Há uma onda gigantesca de movimentos, vórtices, indivíduos, seres
internos e externos, impulsos, mas a sensação é a de que, ou estamos encantados
com isto, ou ainda não nos tocamos deste amplo movimento que nos cerca e nos
envolve.
Temos desejado e lutado pelo bem estar, mas um bem estar restrito
a prazeres e delícias materiais.
Não estamos na lagoa imaginária, sentindo a brisa do vento leve, o
perfume das flores, os pássaros cantando, mas estamos à beira de um mar
revolto, com a aproximação das piores tempestades, as inimagináveis, em que
surfar numa onda talvez seja a melhor chance de iniciarmos um caminho que nos
leve a algum lugar que possamos ser retirados.
Surfar exige grande equilíbrio, força de vontade, certo talento e
escolhas. A onda certa, o momento certo de pega-la, o impulso correto para iniciar,
o posicionamento que nos equilibra na prancha, os movimentos com as pernas e os
braços para seguir o melhor trajeto, enfim tem uma dinâmica intensa, muito
ativa, bem como raciocínio rápido para decisões iminentes.
É preciso treinar. Sujeitar-se a quedas, desafetos, escoriações,
alguns goles de agua salgada. É preciso treinar e aprender nas ondas leves e
pequenas, num mar tranquilo, aperfeiçoando o equilíbrio e o raciocínio rápido
no que se pretende.
Mas estamos dorminhocos, preguiçosos, apreciando a vida, sonhando
com a lagoa, mas de fato, à beira mar em frente às gigantescas tempestades que
já surgem no horizonte, onde inexoravelmente a praia será invadida por gigantescos
tsunamis .
Pedro teve sua grande responsabilidade. Dele surgiu um gigantesco
movimento religioso que agregou milhões e milhões de pessoas por séculos e que persiste
até hoje.
Nós também temos nossa grande responsabilidade e por opção
individual, escolhemos manter uma relação física – espiritual intensa com a dinâmica
da Criação.
Não somos nem mais e nem menos que os outros, mas somos especiais
no sentido de que tivemos a coragem de tentar conhecer e compreender o
desconhecido. Poxa, é uma grande passo, pois percebe-se que a maioria limita-se
à busca dos prazeres e delicias da vida.
Seremos conduzidos, mas conduziremos, eis outro fato inexorável que
nos submeteremos, pois as revelações ocorrem para serem retransmitidas e assim
um conjunto de indivíduos tem acesso a esta dinâmica da Criação.
Ser conduzido é algo novo em nosso currículo, pois normalmente
temos sido empurrados pelo destino que traçou no início de cada encarnação, a
sucessão das experiencias programadas. Isto ocorre pois temos nos limitado a
sobreviver, o mesmo que os dinossauros faziam na sua época.
Sendo algo novo, temos de aprender a seguir assim como aprender a
intuir o que deve ser seguido. Portanto, na analogia, aprender a surfar é
aprender a intuir.
Conduziremos?
Sim iremos conduzir e para isto temos a obrigação de aprender e
seguir “Quem” nos conduz.
Vejam que é uma sucessão, da qual poderemos ser um elo de ligação essencial
para muitos. Assim como foi Pedro ao conduzir um grande movimento religioso e
necessário para o despertamento da nossa contraparte espiritual.
Sendo assim, espero que todos estejam prontos para este novo ano,
2020, pois como sempre, este também promete.
Aguardo a reavaliação de todos sobre uma nova postura mais dinâmica,
ativa, participativa, integrada com ciclos de experiencias pessoais para que
tenhamos um grupo dinâmico, ativo, interagindo entre todos, os daqui e os “dali”.
Que tragam assuntos, experiencias, duvidas para explorarmos,
sermos orientados. Que praticam e explorem todas as orientações.
Enfim que despertemos deste marasmo que foram os anos anteriores, em
termos de participações pessoais.
Aguardo uma posição a respeito.
Hilton