Continuação
(4)
Que
sou Eu?
Que
é um ser humano? Que sou Eu?
Sou
meu corpo?
Sou
a consciência comum do ego que tão bem conheço?
Sou
uma consciência mais elevada, algo que ainda não conheça – embora muitas
pessoas possam tê-la vislumbrado rapidamente?
Ou
talvez eu seja alguma combinação deles?
Paul
Brunton.
Pois bem, nesta nova série creio que poderemos nos conhecer um
pouco melhor.
É muito importante nos conhecermos . Sempre nos voltamos para
conhecer os outros com muitos detalhes, pois os julgamentos, as críticas e as
vezes os elogios requer esta condição.
É interessante como mudamos de opinião continuamente sobre os
outros. Isto decorre pelo fato de que não sabemos nada a nosso respeito,
consequentemente muito menos em relação aos outros.
Se conhecer e saber o que sou, podemos ganhar muita amplitude.
Se nos concentrássemos em nos conhecer, creio que ficaríamos tão
ocupados, que julgar, critica e elogiar os outros ficaria relegado a um segundo
plano.
Obviamente somos um conjunto de corpos, de energias, de estados
vibracionais, consciências, mas para muitos somos somente um corpo físico que
ganha e perde vida.
Enfim creio que PB pode nos ajudar a nos conhecermos melhor e com
isso, quem sabe, compreender melhor a sistemática da vida e errar menos.
Vamos em frente.
(1)
Os pensamentos e sentimentos que fluem como um rio através de nossa consciência
constituem o eu superficial. Porém, abaixo delas há um eu mais profundo que,
sendo uma emanação da realidade divina, constitui nosso verdadeiro eu.
PB
Pois bem, vejam que PB nos alerta que na vida física nossos
pensamentos e sentimentos provem do eu superficial.
Por ser superficial é completamente mutável, lida com opiniões,
não se identifica com clareza e transita em cima de altos e baixos, mas é
importante, pois através destas flutuações estamos aprendendo a discernir.
O certo e o errado já faz parte da nossa vida e do nosso
aprendizado. Sem o egoísmo, que adotamos como princípio básico das nossas
ações, seríamos excelentes aprendizes e estaríamos em outro momento que em nada
iria se comparar com o atual.
Mas na nossa escolha, optamos por nos aprofundarmos no ego.
Hoje enfrentamos uma situação em que aquilo que acreditamos, pelo
ego, não poderá seguir adiante. O ego não poderá mais compor a estrutura de
opções que deveremos ter num futuro bem próximo, portanto chegamos no momento
da “grande escolha”.
Admitir a presença de um eu profundo, ou Eu Superior, e que dele
emana realidades e não ilusões, é um passo importante.
Mas, isto tem reflexos significativos em nossa vida cotidiana,
pois ao deixarmos de ser egocêntricos, teremos de ser altruístas e estas
posições são completamente opostas.
Portanto, seguir adiante no processo evolutivo exige a solução
deste impasse e caberá a cada um discernir o que mais lhe convém.
Eis o grande desafio da época que estamos vivendo.
(2)
O que comumente pensamos que constitui o “eu” é uma ideia que muda de ano a
ano. Este é o “eu” pessoal. Mas o que sentimos mais intimamente como sempre
presente em todas essas ideias diferentes sobre o “eu”, ou seja, a sensação de
ser, de existir, nunca muda mesmo. É isto que é nosso verdadeiro e permanente
“Eu”.
PB
Pois bem, somos extremamente mutáveis e nos imaginamos de forma
diferente em cada momento, em cada movimento da vida, em cada circunstancia dos
acontecimentos. Isto acontece face ao nosso emocional que varia intensamente,
bem como a personalidade que não se formou adequadamente aos “tempos do
planeta”, entre a puberdade, adolescência e a fase adulta.
Há de se considerar que modelos de personalidades exercidos nas
vidas passadas, podem gerar certas influencias (positivas ou negativas) em
certos momentos da vida atual, complicando ainda mais o indivíduo que não tem
um certo equilíbrio conquistado.
Vejam como a correta educação de uma criança é essencial,
fundamental, para que o embrião da personalidade em formação, comece a relevar
aspectos elevados da nossa vida, mas vemos hoje que a família administra muito
mal estas considerações, relegando a terceiros (babás, escolas, vizinhos, além
de outras opções que nem devem ser mencionadas) o que deveria ser
fundamental. Cabe ressaltar o fato de que poucos são os casais e as famílias
preparadas para formarem novas gerações para o processo evolutivo da raça
humana.
Percebe-se que a educação se resume ao bem estar material,
enquanto o espiritual é relegado ao 5º lugar (não foi chutado!), na melhor das
hipóteses, em muitos lares da sociedade mundial.
Não se percebe, mas uma criança com fome sendo “alimentada
espiritualmente” pode chegar a suprir necessidades físicas, em especial onde a
carência é extrema. Os milagres se manifestam sempre, mas na maioria das vezes
os impedimos de atuar.
Parece que ter um filho é “legal”, mas depois incomoda e atrapalha
as ambições no materialismo.
Temos muito que aprender sobre o ser humano.
Outro aspecto relevante é o fato de nos identificarmos quase que
exclusivamente com os fatos da vida material. Sejam estes positivos ou
negativos, exercem forte influência em nosso “eu pessoal”. Vemos, nesta
condição, uma separação muito grande do conjunto que formamos: corpo (físico +
espiritual), pelo corpo físico pensante, somente.
Como diz PB, somente a sensação de ser, de existir seriam motivos
suficientes para buscarmos o “algo a mais” no milagre da vida.
É o verdadeiro Eu que anima a vida no corpo físico, pois sem este
o coração deixa de bater, o pulmão de receber ar, o sangue de circular, ou seja
o corpo físico não funciona, fica inerte, apodrece, se desfaz. A morte é a
separação do “Eu Interno” do “eu externo”, pois somos, na pura concepção da
existência, o Eu Interno.
Os eu(s) externo(s) se formam na medida da necessidade de
experimentarmos a Criatividade da Vida ao longo da nossa caminhada pelas várias
moradas do Universo.
A jornada com um corpo físico precisa reconsiderar estes aspectos,
senão não há motivos para existirmos, pois nesta fase na 3ª dimensão, é só
confusão, atropelos, carências, pouquíssimas alegrias e no máximo algumas
paixões. É pobre demais para ser só isto.
Pena que muitos se dão por satisfeitos e veem isto como sendo
“normal”.
É um grande desafio para a época atual, conceber tais definições,
pois a vida material vem se tornando cada vez mais voraz, competitiva e
sangrenta.
Aceite este desafio e corra o “risco” de mudar, ou viva sua
vidinha cotidiana com as migalhas de eventuais satisfações.
(3)
Aquele elemento em sua consciência que lhe permite entender que ele existe, que
o faz pronunciar as palavras “Eu Sou”, é o elemento espiritual, aqui chamado de
Eu Superior. É realmente seu ser básico pois as três atividades de pensar,
sentir e querer são derivadas dele, são ondulações se espalhando para fora
dele, são atributos e funções que a ele pertencem. Mas como nós habitualmente
pensamos, sentimos e agimos, essas atividades não expressam o Eu Superior
porque elas estão sob o controle de uma entidade diferente, o ego pessoal.
PB
Pois bem, reforçando o que temos comentado em informações
passadas, vejam que neste pensamento PB deixa bem claro como vivemos, quase que
essencialmente em função dos mandos e desmandos do ego pessoal.
Nesta situação as emoções são dominantes e os sentimentos
negativos podem aflorar com bastante intensidade tornando certas ações insanas
e sangrentas.
O ego pessoal tem como premissa uma Lei que adotamos, a Lei do
Egoísmo manifestada na sedução do ser, ter e poder, que foi nos ofertado pelas
forças involutivas e ainda não saímos desta intensa trama.
Esta sedução foi habilmente reforçada com as ilusões e falsas
promessas, mas mesmo assim nosso discernimento não foi suficientemente
independente para renunciar.
O ego pessoal, à cavaleira, recebe do Eu Superior o ato de pensar,
sentir e querer, mas rearranja para que nossos comportamentos continuem
reforçando os aspectos ilusórios da vida. Faz isto de forma muito
simples, ao nos manter focados nas ambições e na ganancia que a Lei do Egoísmo
manifesta.
A Lei do Egoísmo é uma lei divina e neste momento estamos usando
um dos aspectos que ela possui, obviamente o mais rudimentar, justamente
para aprendermos e superarmos, pois para quem no futuro irá criar este é um dos
aspectos a ser aprendido.
Tínhamos de aprender, saber conviver e superar este aspecto
rudimentar desta Lei, para alcançar os aspectos mais elevados, mas paramos no
primeiro aspecto e ali permanecemos.
No futuro, sem o livre arbítrio, os outros aspectos desta Lei
serão revelados e a humanidade poderá suplantar o que hoje não consegue. Tudo é
aprendizado, e na fase atual doloroso.
Na admissão da nossa real composição física-espiritual,
compreenderemos melhor pois o conhecimento injeta “energias de deslocamentos
ascensionais”, na medida que nos tira da ignorância sobre quem somos, de onde
viemos e para aonde vamos.
Na fase atual, “para aonde vamos” deve ser o foco.
Na transição planetária em curso, onde o caos na matéria estão às
portas, esta pergunta “para aonde vamos” deve ser essencial, pois poderá ajudar
na maior e mais profunda decisão que iremos tomar deste os primórdios da raça
humana na Terra.
A superação do ego pessoal acontece na medida que nos instruímos e
substituímos valore menores por valores maiores, preconceitos por novos
conceitos, desequilíbrio por equilíbrio, medo por paz e tranquilidade, egoísmo
por altruísmo, enfim a instrução nos leva a mudanças essenciais de
comportamentos e isto nos aquietará.
Mude. É o momento e este momento também passará.
(4)
A verdade é que este segundo eu – ou melhor, a percepção de sua presença ficou
trancada por tanto tempo que viemos a considerá-lo como inexistente e os sinais
de sua experiência real como alucinações. É por isso que a religião, o
misticismo e a filosofia têm de travar uma batalha tão árdua nestes tempos, uma
batalha contra a inevitável incredulidade humana.
PB
Pois bem, PB cita a que ponto chegamos, onde as experiencias reais
do Eu Superior ou Eu Interno, como temos chamado, viraram alucinações.
Desta forma, deletamos várias experiencias extra corpóreas, por considera-las
como sendo alucinações, transe, sonhos.
Hoje poucos são aqueles que distinguem uma experiencia real de uma alucinação. De certa forma, quase
tudo tem sido encarado como alucinação por vivermos tão intensamente na mentira
e na falsidade.
Este estilo de vida que adotamos onde ninguém é confiável, joga
uns contra os outros e imputou o conceito de julgamento. Julgamos pelas aparências
e sempre erramos.
Esta forma de se viver teve estes reflexos negativos na
confiabilidade das inúmeras experiências internas que todos passam ao longo da
vida.
No passado isto foi tão marcante que a forca e a fogueira eram
utilizados para indivíduos "alucinados".
É preciso superar estas ilusões, as mentiras, os medos, para
podermos aceitar os recados insistentes que recebemos do Eu Superior e aplica-los
na vida pratica.
Raríssimos são os indivíduos que confiam nas próprias experiencias
extra corpóreas e as aplicam na vida física. A maioria não quer se expor para
não ser classificado, nitidamente preocupado com as aparências e o seu ego.
A ajuda de alguém mais desprendido, neste aspecto, poderia ser
muito esclarecedor e oportuno, mas o ego não permite.
Nos próximos momentos, onde perderemos TODAS as referências, seria
essencial que a intuição via Eu Superior tivesse presença marcante em todos,
pois o resto estará desmoronado ou desmontado na fase aguda da transição
planetária.
Creio que poucos irão se atentar para isto, mas o recado esta
dado.
Hilton