Assim como no sono profundo a consciência se liberta da limitação
imposta pelo próprio ego, e dissolve-se em um núcleo mais profundo, que é a sua
própria essência e Fonte de vida, no eterno presente o ego não pode existir.
O ego está sempre vivendo o passado. Aquilo que para ele parece
presente, na realidade já é passado em relação ao que verdadeiramente é.
Por isso as escolas antigas ensinavam que o agora é a porta
para o eterno.
Figueira.
Pois bem, o ego vive essencialmente das experiências passadas.
Desta forma o que vivenciamos em vidas anteriores e nesta vida, mesmo que seja
há um segundo atrás, na mente dominada pelo ego, esta reporta-se sempre ao que
já passou.
Por outro a evolução é o novo, a novidade, o inexistente até então,
o que choca e confronta com o ego.
Quando exercemos o lado egocêntrico, e a maioria assim o faz, é
como abandonar os próximos estágios da evolução.
O ego define basicamente uma postura competitiva, aproveitadora,
experta, pois sobressair-se acima dos demais está na sua tônica de existir.
Quando resolvemos viver o presente, temos de deixar de lado o passado
e o futuro, concentrando-se no momento em questão.
Poucos tem a segurança de exercer o presente, pelo fato de não
controlar as sensações de perda.
No caminho evolutivo, perder é ganhar. É como abrir espaço para que
o velho se retire e o novo ocupe seu espaço.
Na realidade deveríamos morrer muitas vezes na mesma vida. Morrer
para todas as experiencias passadas e realizadas com êxito, pois estas vão para
o grande arquivo que todos tem e quando necessário, se fará presente.
O indivíduo que resolve evoluir, deixa de ser egocêntrico. O ego
perde sua função primordial, que no passado ajudou a preservar a vida e consolidar
as regras do materialismo. Esta fase é passado e a 2000 anos nos foi dito e
confirmado com clareza, as mudanças das Leis do materialismo.
Creio que não prestamos muito a atenção, pois até o presente o egoísmo
e o egocentrismo continua sendo bem atrativo para muitos.
Libertar-se destes aparatos do passado é essencial, pois os novos
caminhos indicam mudanças profundas na nova era.
Hilton