sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Passos Atuais - 113a Parte. Ego


Assim como no sono profundo a consciência se liberta da limitação imposta pelo próprio ego, e dissolve-se em um núcleo mais profundo, que é a sua própria essência e Fonte de vida, no eterno presente o ego não pode existir.
O ego está sempre vivendo o passado. Aquilo que para ele parece presente, na realidade já é passado em relação ao que verdadeiramente é.
Por isso as escolas antigas ensinavam que o agora é a porta para o eterno.
Figueira.

Pois bem, o ego vive essencialmente das experiências passadas. Desta forma o que vivenciamos em vidas anteriores e nesta vida, mesmo que seja há um segundo atrás, na mente dominada pelo ego, esta reporta-se sempre ao que já passou.
Por outro a evolução é o novo, a novidade, o inexistente até então, o que choca e confronta com o ego.
Quando exercemos o lado egocêntrico, e a maioria assim o faz, é como abandonar os próximos estágios da evolução.
O ego define basicamente uma postura competitiva, aproveitadora, experta, pois sobressair-se acima dos demais está na sua tônica de existir.
Quando resolvemos viver o presente, temos de deixar de lado o passado e o futuro, concentrando-se no momento em questão.
Poucos tem a segurança de exercer o presente, pelo fato de não controlar as sensações de perda.

No caminho evolutivo, perder é ganhar. É como abrir espaço para que o velho se retire e o novo ocupe seu espaço.
Na realidade deveríamos morrer muitas vezes na mesma vida. Morrer para todas as experiencias passadas e realizadas com êxito, pois estas vão para o grande arquivo que todos tem e quando necessário, se fará presente.

O indivíduo que resolve evoluir, deixa de ser egocêntrico. O ego perde sua função primordial, que no passado ajudou a preservar a vida e consolidar as regras do materialismo. Esta fase é passado e a 2000 anos nos foi dito e confirmado com clareza, as mudanças das Leis do materialismo.
Creio que não prestamos muito a atenção, pois até o presente o egoísmo e o egocentrismo continua sendo bem atrativo para muitos.
Libertar-se destes aparatos do passado é essencial, pois os novos caminhos indicam mudanças profundas na nova era.
Hilton

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Passos Atuais - 112a Parte. Observar e contemplar.


A presença da energia crística  auxilia os indivíduos a se afastarem do próprio ego, levando-os a compartilhar de estados mais sutis. Esses  estados os fazem compreender a frase de Cristo: "Eu vim para que   tenham Vida". Quando se fala de Cristo, não se está referindo a um indivíduo; trata-se de uma energia sintética que funde e define um estado que a Hierarquia espiritual planetária e solar manifesta.
A energia do Cristo, que se exprimia em Jesus, não era um Ser ou  uma individualidade. O Espírito crístico é a síntese da consciência da Hierarquia planetária, é a nota que a coloca em sintonia com o propósito solar.
Com a manifestação dessa energia por meio de um Ser encamado, a estrutura planetária de superfície mudou fundamentalmente. As possibilidades de contatos internos de seus habitantes, grandemente limitadas  antes da vinda do Cristo, ampliaram-se bastante depois da irradiação dessa energia também nos planos materiais. Esses fatos estão diretamente ligados aos tempos de hoje.
Figueira.

Pois bem, estados mais sutis são estados que de certa forma provocamos.
Na medida que nos tornamos mais observadores e contemplativos de tudo que nos cerca, e processamos na mente qual a melhor postura que devemos ter, temos boas possibilidades de sermos intuídos na energia crística.
Todos os seres humanos tem acesso à energia crística, mas utiliza-la corretamente é o grande desafio.
Neste aspecto, a neutralidade, o equilíbrio e a sensatez, além do conhecimento adquirido, irão dar o rumo da direção a ser seguida.
Temos de processar as observações efetuadas e rapidamente decidir se devemos ou não nos manifestarmos, se devemos ou não interferir, se devemos ou não interceder ou ajudar. É possível que na maioria das vezes não há como interferir, pois o nível de consciência dos indivíduos varia numa escala gigantesca. Desta forma, posso ter uma determinada opinião a respeito que não necessariamente deverá ser a mais adequada sob o ponto de vista da pessoa que observamos ou que julgamos ter de interceder.
Resta nesta situação o silencio de ações, atos e palavras.

Para o indivíduo observador, equilibrado, a intuição manifesta-se nas várias situações possíveis dele ser envolvido. Para isto é fundamental a neutralidade e a ausência de julgamentos.
Enfim o ato da observação e da analise mental , onde concluiremos se devemos ou não devemos nos manifestar, é imprescindível para que a energia crística faça parte do nosso dia a dia.
Tudo é uma questão de disciplina, costume, convicção.
Hilton