Busque um estado em que compromissos materiais não te embriaguem; vive como um cálice que colhe os bálsamos de mundos superiores e os verte para a Terra carente.
Figueira.
Temos um pensamento fixo e dominante: as obrigações com o plano material são sempre prioridades imprescindíveis. Este pensamento é incorreto e não procede, pelo contrário, tem sido ineficiente, incompleto e requer esforços imensos para realiza-los.
A maioria pensa e age exatamente assim, esforça-se, tenta
completar, solucionar, resolver e acaba com grandes frustrações.
A solução de um incomodo só começa quando mudanças em meu ser, em
minha personalidade e em meus conceitos ocorrerem. Não há outra opção para a
solução dos incômodos. Sendo assim, sem transformações nada muda.
Quando transformações ocorrem e neste ponto novos conceitos foram
incorporados, e estes são aceitos pela alma, de fato, os incômodos correspondentes
perdem sua importância e desparecem. Teremos, então, a sensação de que nunca
existiram porque meu ser se transformou, atualizou-se.
Assim, uma doença é curada, um impasse é resolvido, barreiras se
eliminam, relacionamentos se ajustam, e uma sensação de paz aflora e pacifica a
intensa revolução interna que vinha ocorrendo.
No entanto, quando nada é feito a respeito, o incomodo persiste,
aumenta, torna-se dominante a vida muda para pior e, provavelmente, com novos
agravantes.
A humanidade, no geral, tem tido muita dificuldade para compreender
estes conceitos. Por não utiliza-los, padece com os incômodos que aumentam na
mesma proporção dos desvios evolutivos.
Tais incômodos podem ser coletivos e individuais, ou seja, a
população de países sofrem situações ruins, assim como indivíduos sofrem
isoladamente.
Não há mais solução coletiva, mas soluções individuais continuam
viáveis e possíveis. Chegará uma etapa, e está próxima, que nem esta
possibilidade será possível, portanto, o homem precisa melhorar sua lucidez,
sua sensibilidade e perceber o caráter divino da vida material.
