sexta-feira, 8 de maio de 2020

Passos Atuais 172a Parte. Transcendência.



O fraco teme a morte. O forte a enfrenta. O sábio a transcende.
Figueira.

Pois bem, o tema em questão aborda um posicionamento correto que devemos ter em relação aos acontecimentos da vida.
A morte é um acontecimento inexorável, independente da nossa vontade e ocorre no exato momento em que a alma decide por bem, terminar esta relação com o corpo físico .
Geralmente temos 3 datas e estas se sucedem na medida dos nossos Serviços ao plano que nos encontramos. Isto ocorre porque não há muito sentido em retirar alguém que vem cumprindo suas Tarefas, por exemplo, na 1ª data. Formar um novo elemento que dê continuidade pode ser muito longo.
No entanto, há exceções, no caso em que a alma percebe que o comprometimento cármico vem se intensificando cada vez mais. Nesta situação a 1ª data poderá ser antecipada, do momento previsto, para que tal individuo não se comprometa ainda mais do que já está. Hoje esta possibilidade tem sido intensa no plano físico, face os incontáveis desvios que vem acontecendo com a raça humana. É um ato de compaixão.

Mas, a vida é sempre cheia de desafios e desafetos.
Os desafios são barreiras que devemos transpor, os desafetos são ajustes de relacionamentos conturbados que mereceu nova chance de reconciliação.
Ser forte ou ser fraco, percebem, não é a postura mais inteligente. De um lado cedemos facilmente e nos entregamos prostrados, e de outro lado lutamos ferozmente esgotando forças e energias em um claro desperdício de oportunidades.
A transcendência  (dicionário:  elevar-se sobre ou ir além dos limites de; situar-se para lá de; superar-se por ir além de suas limitações) é o caminho correto. Transcender nos obriga a usarmos o limite da capacidade adquirida tentando ir além desta, face ao desafio imposto.

O indivíduo que transcende, transcende a si próprio, auto desafiou-se a encontrar saídas elevadas, segundo o nível evolutivo que se encontra. Dificilmente será compreendido, mas isto não tem a menor importância, pois o que fazemos neste aspecto, faz-se por si próprio.

Estar consciente para este aspecto exige grande discernimento, paciência e tolerância, pois os atos raramente são compreendidos por quem nos observa.
É um desafio e este desafio só ocorre com equilíbrio e convicção no que aprendeu.

Isto poderá ter algumas consequências. Um exemplo dado no passado e extremo em conceito de sacrifício, foi o de Jesus no Cristo Cósmico com o ato de crucificação. Nada o abalou e suas convicções como Libertador, mesmo que quisessem dobrá-lo com a dor física extrema,  não ocorreu.
Nos mostrou, neste aspecto, que o desafio de transcender em silencio é perturbador, mas  é a postura que devemos empregar.
Hoje talvez não se use a chibata, a crucificação, mas a tortura do assédio moral são intensos para quem, no seu ato de transcender, desafia as regras da sociedade.

Transcender no silencio é prudente e mais produtivo, pois seremos menos questionados sobre o que acreditamos. Diz-se que há liberdade de expressão, mas na verdade é uma liberdade que, atendendo interesses, é aceita, caso contrário exige-se punição.

O sábio é prudente, recolhido, não se expõem a não ser que a Tarefa que o envolve assim exija, mas em geral, concentra-se na busca, nas ajudas que recebe e na doação.
É insatisfeito, mas não desequilibrado pois nunca se contenta com o que já recebeu. Percebeu que sua expansão jamais terminará e assim luta arduamente para que conquiste cada vez mais. Tem consciência da contribuição que dá, na medida que sua consciência vá se expandindo, exalando paz, aonde lutas acontecem.
Trabalha no silencio, mas sabe se manifestar quando percebe que pode contribuir.
Não se aliena, mas respeita.
Se recolhe mas participa quando sente que pode contribuir.
Sabe que precisa estar no limite das suas convicções para provar sua capacidade de receber.
Controla seus medos,  concentra-se na sua coragem e na entrega, pois não lhe resta dúvidas sobre as ”Companhias” que lhe cerca.
Não perde tempo e não toma tempo. Aprendeu que o tempo é precioso para que as ilusões o distraia.
Mantem respeito a tudo e a  todos, pois sabe que num mundo de expiação a meta é aprender sob todas as circunstancias, as boas, as ruins e as miseráveis.
Tenta fazer da sua vida, um rol de oportunidades onde Plano Maior possa se manifestar.
Ora constantemente e mantem-se coligado e a disposição.

Não nascemos sábios, mas poderemos nos tornar sábios.







segunda-feira, 4 de maio de 2020

Passos Atuais 171a Parte. O "toque".


Abençoados são os toques do mundo interior.
Figueira.

Pois bem, somos “tocados” constantemente.

De forma sutil, leve, mas com certa persistência, somos “tocados” pelo nossos Instrutores. O objetivo deste “toque” é nos dar disposição para seguirmos as indicações e estabelecer o aprendizado que o destino nos reservou.

O destino de cada um, no ato de encarnar, condensa todo o ciclo de experiencias e das novidades, ou seja, daquilo que é novo e inusitado, que temos aptidão em receber.

É algo meio automático e aparece no tempo previsto ao longo da vida material. Portanto se devo aprender algo novo aos 27 anos, o ambiente que me encontro será ajustado para que esta oportunidade ocorra. Isto, claro se repete ao longo da vida, com tudo o que foi reservado para minha aprendizagem.
No entanto, o que tenho de aprender e não aprendi por estar distraído, pode passar para a vida seguinte.

Há certos aprendizados, dito essenciais pela alma, em que situações podem repetir-se uma ou mais vezes, mas em algum momento esta oportunidade encerra.
O que não foi aprendido será um bloqueio para a sequência dos aprendizados sucessivos.

As possibilidades do aprendizado nunca cessam, mas, geralmente, o que poderíamos aprender em uma vida, temos levado 2 ou 3. Há casos em que o ritmo é tão lento que a reencarnação pode ser suspensa até que o ambiente da Terra ou de outro lugar semelhante, ofereça melhores condições.

Temos sido orientados para ficarmos atentos, olhar as situações e os acontecimentos como oportunidades de aprendizado, observar detalhadamente tudo que acontece conosco e ao nosso redor e olhar sempre com “bons olhos”.

Tal postura atrai e evoca energias positivas. Estas dinamizam impulsos e a curiosidade passa a ser estimulada para aspectos evolutivos dos acontecimentos.

Observar sempre, prestar atenção aos detalhes, buscar oportunidades e estimular o olhar positivo sobre os acontecimentos. Esta postura simplifica nosso aprendizado e estimula nossa atenção, dando possibilidades de que ao sermos “tocados” pelo Instrutor, responderemos.