quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Passos Atuais -33a Parte. A solidão.


Ao homem é dado o dom da entrega e a capacidade de servir. Ao Sol é dado o poder de despertar a vida e de alimentar a todos com o Fogo da criação e da purificação.
A cada um, sua parte.
Para avançar no Caminho, o indivíduo recebe como ajuda a solidão. Quando a solidão chega e é acolhida, sabe-se ser ela o arauto do mensageiro interior. A partir de então, não é mais a ação direta sobe as coisas subjetivas que leva o ser a caminhar. Como as mãos diligentes de um ser cuidador a preparar os papeis para nele imprimir as ideias, a consciência deve zelosamente abrir-se ao silencio que lhe trará a mensagem.
A solidão é amada pelo contemplativo e temida pelo sensual. Assusta os que estão presos a si mesmos e é um trampolim para o salto da liberdade dos que nela encontram o caminho para o Insondável.
Figueira.

Pois bem, nos trabalhos preparatórios de um individuo que se dedicará ao Serviço, a solidão é um estado de ser imprescindível.
A solidão não é única e exclusivamente o ato de ficar quieto. É o ato de aquietar-se externamente e internamente. É o ato de acalmar-se em relação a fatos e acontecimentos. É reconhecer que nunca estará no comando ou no domínio das situações definidas para o seu destino e o destino dos outros. É o ato de observar, contemplar se for o caso, mas não interferir.
O ser solitário é o ser que se habilita a receber todo tipo de ajuda que precisará para realizar ou enfrentar uma situação.
“Quando a solidão chega e é acolhida, sabe-se ser ela o arauto do mensageiro interior.” Ou seja, o indivíduo manifesta a devida quietude, calma e cautela para ser orientado pela sua alma ou pelas almas que irá auxiliar.
A solidão aquieta a mente e ela se expande.
No inverso ela se contrai. Quando nos encontramos naquele ritmo frenético de ser, de fazer, de julgar, esta agitação ocupa pequenas regiões da mente. Neste ritmo frenético continuado, a mente se retrai, ficará omissa e passara a ser comandada pela personalidade, pois os estímulos da alma não encontra campo sadio para se desenvolver. Perde-se o acesso à intuição e à criatividade.
É impossível alcançar o silencio da mente sem o exercício da solidão.
Estamos vivendo um período crítico da transição planetária sem a necessária e devida preparação. Pelo contrário, estamos vivemos um período de estímulos mínimos para a mente, tornando-a preguiçosa e omissa.
Muitos veem o contrário, baseado na agitação (competitividade, disputas, egoísmo, conquistas pessoais, distração) destes momentos e na intensa comunicação (redes sociais, televisão, comunicação de baixíssima qualidade) , sem perceber que estes estímulos alcançam somente pequenas áreas da mente e sempre as mesmas, mantendo inerte o gigantesco potencial que deveria estar aflorando  para que o “contato” alcançasse Seres e Estruturas além da Terra. Quando agitamos a superíicie de um lago, não agitaremos todo o seu volume.

Vivemos momentos de intensa agitação, de muita aglomeração, mas de pouca ou quase nenhuma solidão. As consequências deste posicionamento são terríveis para o desenvolvimento mental.
É preciso mudar certas posturas, aquietar-se mais, tentar cadenciar um ritmo de vida menos intensa, com menos aglomeração,  para que estímulos sutis possam desenvolver áreas da mente que acolha e receba.
O supérfluo, o passageiro, a rebeldia, o ímpeto pessoal, eram posturas de uma época em que estes estímulos precisavam acontecer.  Viramos o século mas não nos adequamos, mantemos a mesmice de sempre e estamos afundando com estas limitações.

O tema de Passos Atuais -32ª Parte, ressalta categoricamente a necessidade de não sermos os mesmos de sempre. É preciso interagir rapidamente com os novos tempos, os novos impulsos, a nova era. É preciso mudar, é preciso acentuar posições que foram consideradas erradas por serem mal compreendidas.  É um novo momento e não podemos mais perder a oportunidade de perde-lo como das vezes anteriores.

É preciso recolher-se para expandir.
Hilton

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Passos Atuais - 32a Parte.

Amigos.

Um novo ano significa um novo ciclo. Mesmo que este seja definido segundo princípios estabelecidos por certos calendários entre as raças, torna-se um novo ciclo.
Todo novo ciclo, mesmo que seja estabelecido entre as raças, renova a forma de se viver, em especial aqueles princípios que não vem dando certo ou que esgotaram-se em suas alternativas.
Seja no âmbito pessoal como comunitário, o processo de renovação precisa acontecer. Isto não é uma alternativa, é uma condição imposta pelo ritmo evolutivo universal.
Se insistimos em mantermos as mesmas opções, os mesmos conceitos, as mesmas diretrizes, os mesmos procedimentos, a mesma postura, nos desalinhamos do processo da renovação oriundos dos novos impulsos e estímulos.
O ser humano, os reinos, a Terra, os sistemas, estão em continuo processo de renovação a cada ciclo. Cada conjunto de vidas tem um conjunto de ciclos que se renovam constantemente e continuadamente. Quando perdemos esta sequência, nos desalinhamos e sofremos maiores resistências para vencer o ciclo em questão.
Ou nadamos a favor da maré ou contra ela. A resistência e o desgaste será maior ou menor.

Por outro lado estamos num momento e num processo bem atípico, excepcional do ciclo terreno, tendo em vista a transição planetária. Como foi dito diversas vezes, o ciclo terreno  é independente dos demais ciclos dos reinos que aqui habitam.
Desta forma é importante que neste novo ano que se inicia agora, mudanças de posturas, comportamentos, atitudes, pensamentos, ações, sejam diferentes, obviamente mais alinhados com aquilo de melhor podemos conceber em nossas aspirações e desejos.
Ser o mesmo de sempre é fácil, batido, simples. Ser diferente exige esforços e uma dinâmica que a maioria abdica, por não compreender sua real necessidade. Também não é uma questão de opção , mas de necessidade e alinhamento com os movimentos intensos do universo num processo eterno do “vir a ser”.  
Vamos refletir e alinhar.

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O homem pergunta: - “Não devo curar a mim mesmo, para depois servir como instrumento de cura? Não devo primeiro me purificar, para depois servir como canal para a elevada Luz?”
A Lei diz para cuidar da semente interior, permitindo que ela deite raízes. Os raios de luz do ser interno despertarão a força desta semente, que até então jazia adormecida. O indivíduo não deve, como base em suas possibilidades humanas, tentar remexer os viscosos elementos da experiencia terrestre, pois nada conseguirá além de turvar ainda mais essas aguas impuras.
Figueira.
  
Pois bem, o texto ressalta a necessidade de nos concentrarmos em nossa própria evolução, em nosso alinhamento, em nossa fidelidade para com a fé.
Isto é o necessário, todo o resto já está dentro de nós.
Desta forma, quando mudamos o que precisa mudar, quando saímos da mesmice, quando abandonamos o velho e desgastado conjunto de atitudes que temos repetido ao longo dos anos, a renovação é inevitável.  
“A Lei diz para cuidar da semente interior, permitindo que ela deite raízes.” Ou seja, no momento em que nossas convicções mais elevadas se afloram, estaremos germinado a referida semente. O potencial interno se manifesta e a Luz te usa como canal da sua manifestação.
Neste aspecto estaremos mudando, seremos outra pessoa, quem sabe com uma personalidade mais amena, mas pacifica, mais coerente com os novos conceitos. Aumentaremos nossa capacidade produtiva, mas não aquela focada no egoísmo e na posse, mas aquela que busca servir e ser útil.
“Os raios de luz do ser interno despertarão a força desta semente, que até então jazia adormecida.” Ou seja, o potencial intrínseco a este novo estado de perfeição interior revela-se e interage com o ambiente que nos encontrarmos nos próximos momentos.
De dentro para fora nosso potencial se revela, interage, soma, ajuda e cura.
Nada disso é possível de acontecer sem mudarmos o que somos. O orgulho e a vaidade de ser ou de representar determinados status considerados importantes na sociedade, aquieta-se. Talvez este seja o principal beneficio para que a paz interior se instale, seja útil e passe a ser parte de nós.
Servir torna-se prazeroso e alinha-se com nossos desejos

Hilton