sábado, 15 de outubro de 2016

Destruição e reconstrução, nos ciclos contínuos da vida atual, irá mudar.

Pensamento de Sri Aurobindo.

Onde quer que tu vires um grande fim, fica seguro de um grande começo. Onde uma monstruosa e dolorosa destruição estarrecer tua mente, consola-a com a certeza de uma  grande e vasta criação.
Sri.

Pois bem, assim que vivemos e assim que iremos viver pela eternidade. Tudo que construímos, em um certo momento terá de ser destruído, pois em outro servirá de base para algo que melhor e maior possa surgir.
No plano físico, isto ocorre a olhos vistos.
Desde a antiguidade, as bases, as fundações das construções e fortificações anteriores, muitas vezes destruídas em guerras, passavam a ser o local aonde as novas construções surgiam.
Jerusalém foi reconstruída inúmeras vezes sob as bases anteriores, numa troca continua de ocupações e invasões, face a mudança de religiões e das crenças sobre este local sagrado.
Na natureza é o mesmo, grandes tempestades e movimentos da superfície, renovaram a geografia e topografia de cada local atingido. É sabido que a superfície terrestre já teve inúmeros panoramas geográficos, onde continentes se uniam e se separavam, de tempos em tempos.
Sabemos que a geografia atual será amplamente modificada para a próxima era, onde áreas molhadas secaram e áreas secas submergirão. Com a mudança do eixo terrestre áreas congeladas aparecerão pois reservam elementos minerais intocáveis, que serão de extrema valia para a nova humanidade na nova era.

Este movimento de renovação é sadio, mesmo que aconteça por meio da destruição.
Este sistema de destruição e reconstrução ocorre em face de nos encontrarmos na 3ª dimensão, onde os ciclos são constituídos desta forma. Nas dimensões seguintes, isto se atenua e vai  desaparecendo, pois os movimentos da reconstituição atômica não precisa ser caótico como tem sido na 3ª.

Compreender e aceitar esta condição poderá nos ajudar e esclarecer o que ocorre na nossa vida pessoal.
Da mesma forma, temos uma vida formada de vários ciclos menores, onde fatores provocam estados de destruição assim como de reconstrução.
Não há como uma pessoa passar incólume por estes ciclos de ascenção e de queda, segundo nossa concepção, pois isto é fator de crescimento, é um aspecto evolutivo.
Em um certo ciclo, podemos deixar que nossa personalidade seja arrogante, promiscua, soberana, poderosa, mas no ciclo seguinte vem a queda e o que fomos teremos de deixar de ser, onde a personalidade precisará ser submissa, ser amparada, pedir, se submetendo a personalidades poderosas.
Isto também é um processo de destruição e reconstrução.
No entanto, o que vem ocorrendo é que este processo vem se repetindo continuamente, ciclo após ciclo, vida após vida, sem que mudemos nossa atenção e nosso rumo além das coisas materiais. Estagnamos nos interesses materiais, tornando nossos ciclos viciosos em contínuos processos de repetição, da mesmice.
Desta forma, a civilização tem se destruído e se reconstruído, mas com pouco progresso espiritual e de conduta, ocorrendo somente uma “troca de cadeiras”, uma “troca de poder e de poderosos” com mudanças insignificantes.

Já entramos num novo Ciclo da Terra onde tudo irá mudar. As mudanças serão muito bruscas e muito impactantes. Será algo que nunca ocorreu no planeta, nas proporções previstas.
Passamos pelo diluvio, passamos pela destruição da Lemuria, da Atlântida e por tantas outras de menores proporções e assim reconstruiu-se as civilizações.
Assim será com a raça atual para que a sucessão da nova raça aconteça. Reconstruída sob as bases atuais mas com enormes diferenças de conceitos, de Leis, de convivência, onde finalmente ganharemos a universalidade da Vida.
Daí em diante, os ciclos continuarão a ocorrer mas pouco será sentido entre suas mudanças, pois estaremos serenos e alinhados com as coisas de Deus.


Que assim seja.
Hilton

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vivemos sob os mesmos conceitos do "homem das cavernas".

Pensamentos de Sri Aurobindo.

Não há fim para a busca  e para o nascimento... A vida que alcança seu objetivo, pede por outros maiores... Até que tenha se encontrado, não pode parar.
Sri.

Pois bem, se tivéssemos presente em nossa mente que não temos fim, que estamos passando por estágios de aprimoramento, que tudo continua, provavelmente seríamos pessoas melhores do que somos hoje.
No entanto, quando nossos objetivos se limitam a parar em certos estágios com certos resultados, no mínimo, a insatisfação se aproxima e continuará crescendo até nos alinharmos com as vontades da alma .
Temos mascarado esta situação, distraindo-se com conquistas materiais, finitas, passageiras e que se deterioram rapidamente.
A matéria existe na condição de um “meio” onde um “veiculo”, o corpo físico, nos desloca e nos envolve para realizarmos experiência, ganharmos conhecimento, consolidarmos sabedoria, pois a espiritualidade é o fim.
A espiritualidade é o que nos conduzirá para a infinitude da Vida.

Bastaria que estes conceitos estivessem sempre presente em nossa mente, para que nossas atitudes fossem bem diferentes das que são e das que tem sido ao longo das eras.
Os limites da matéria que impusemos em nossas vidas nos transformou em seres humanos apáticos, submissos, oportunistas, falsos, pois sempre estamos fazendo algo em troca de vantagens.
Este sistema foi consolidado em nosso “manual de sobrevivência”, pois determinamos que para sobrevivermos temos que trocar algo por alguma coisa.
Este escambo nos submeteu a concorrências, competições, corrupção, guerras, pois a energia do egoísmo foi a que preponderou sobre todas as demais. Isto nos transformou em contínuos acumuladores de bens materiais, levando em conta o valor monetário que representam, mesmo que isto ocorra em detrimentos dos demais.

A maioria limitou sua vida em troca de objetivos materiais, somente, mesmo que tais objetivos deturpem valores espirituais que já são tidos como corretos.
Até nossos apelos, ditos religiosos, tem se limitado a situações meramente materiais e físicas. Poucos são aqueles que ofertam-se ao Trabalho, às Tarefas, ao Serviço, pois esta é a única forma de crescermos espiritualmente.

É preciso rever esta postura, pois estamos no limiar dos grandes movimentos, onde a escassez de tudo será a bola da vez. As máscaras cairão e aí provaremos qual dos lados nos interessa continuar, da troca ou da liberdade.

Precisamos ponderar sobre isto, pois quando formos envolvidos a decisão precisará estar tomada.
Hilton

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Dê a abertura que seu coração vem exigindo.

Pensamentos de Sri Aurobindo.

É a alma dentro de nós que decide, que faz nossa história, que determina o Destino.
Sri.

Pois bem, como ainda somos ½ e não inteiros, dando foco somente em nossa contraparte material, pois a nossa mente e o nosso intelecto não dá “bola” para os desígnios definidos e traçados pela alma, temos enorme dificuldade em compreender as razoes dos acontecimentos.
Por outro lado, os desígnios da alma sendo inexoráveis, pois com certeza irão acontecer e não necessariamente na escala de tempo que estamos envolvidos, faz com que levemos várias reencarnações para cumprirmos às vezes um, dos muitos desígnios por ela definidos.
Se fossemos “atenciosos” com nossa alma, seríamos intuídos a cumprir as metas estabelecidas num tempo mais curto (menos vidas), com menos impasses, com menos quedas e com menos dores.
Mas muitos ainda tem de passar pela escala mais primária, ou seja, admitir que temos alma, que somos seres espirituais e que a vida na matéria é absolutamente passageira.

A história de cada um de nós é escrita de forma atemporal, não há tempo a se contar, mas somente ciclos de experiências contínuas que ocorrem nos vários momentos.
Somos medidos e avaliados por escalas de níveis de consciência e seus subníveis, portanto um indivíduo em ascenção é um indivíduo que vem fazendo progressos na sua escalada evolutiva, na superação de níveis de consciência.
No Plano Maior não se considera parâmetros materiais, até porque estes são finitos e prescrevem em cada experiência bem sucedida. O tempo serve somente para termos uma escala para mensurarmos uma das fases da Vida eterna. Isto é bem rudimentar, é inicial.

Temos no Destino maior, destinos menores, ou seja, o Destino maior é a meta de retorno ao Pai, à Origem e os destinos menores são as escalas progressivas nos vários níveis de consciência.
Estamos vivendo a fase material, na 3ª dimensão. Ascenderemos para a fase material na 4ª, na 5ª, na 6ª, na 7ª (classificada nos meios exotéricos como o Paraiso) e assim por diante, até entramos no universo imaterial.
Mesmo que neste momento isto possa parecer extremamente distante, se não tivermos esta visão e começarmos a aprender estes conceitos, simplesmente estacionaremos num único nível de consciência pois deixaremos de admitir e aplicar conceitos fundamentais para vivermos progressivamente.

Assim acontece com a maioria da população da Terra, que estacionou, parou, puxou o freio de mão e acionou as travas da imobilidade.
Nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos sem mudar uma virgula no contexto do nível de consciência conquistado anteriormente, muitas vezes isto vem ocorrendo há séculos, mundos, civilizações, lá atrás, pois temos sido condicionados a fazer o que “mandam” e quem “tem mandado” não tem interesse em nosso progresso, mas na nossa submissão.
Pior é que alguns se sentem satisfeitos com isto e tem orgulho do seu poderio material “conquistado”, ou muitas vezes do nível intelectual “alcançado”, mesmo sabendo que isto irá morrer quando morrerem. É incrível como somos infantis, no sentido pejorativo.

Diz Sri Aurobindo: A inteligência não depende de quanto tivermos lido; ela é uma qualidade da mente.
Muitos desprezam categoricamente esta qualidade da mente, trocando  inteligência por cultura barata, mutável, sazonal, limitada, onde certas culturas expressam erros absurdos para a época atual, induzindo pessoas a erros extremamente grosseiros de posicionamento, postura e manifestações, por isso de tantas controvérsias sobre política, religião, futebol, piadas e outras coisas sem a menor importância para nosso processo evolutivo.

Mudanças impactantes, profundas, que irão alterar todo nosso sistema de vida, nossas bases de apoio, nossa religiosidade, nossos conceitos, nossas oportunidades e nosso futuro próximo, estão às portas de acontecer e numa escala jamais vista.
Os tempos são tempos de mudanças e para isto grande abertura será exigida.

Citando novamente Sri Aurobindo: Não há erro mais entorpecedor do que confundir um estágio com um alvo, ou demorar-se demais num lugar de descanso.


Se posicione quanto a estes conceitos. É importante.
Hilton

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Nosso Guia interior. Esquecemos que Ele existe.

Pensamento de Sri Aurobindo.

O divino Guia interior não fica ofendido por nossa revolta, nem desencorajado por nossa falta de fé ou repelido por nossa fraqueza; Ele tem o amor de mãe e a paciência total do mestre.
Sri.

Pois bem, diferentemente do que estamos acostumados no plano material, nosso divino Guia não se revolta, não cobra e não pressiona.
Sim todos nós temos um Guia que nos acompanhará por diversas fases da vida atual e das suas sucessões. Conhecido como anjo da guarda, Ele nos tutelará em todos os momentos, sejam estes feliz ou infeliz.
Seguindo a rigorosa disciplina do livre arbítrio, não irá interferir nos limites permitidos, a não ser que permitamos.
Nas crianças ocorre algo diferente, pois seu nível de proteção é maior e mais presente, pelo fato de que as mesmas ainda não tem a devida formação mental, intelectual e emocional que as estimule a apelar para seu Guia.
Como, geralmente ocorre, pais e protetores não possuem o discernimento e os conhecimentos necessários para cuidar de um recém-nascido, ou de um ser em formação, portanto a interferência contínua deste Guia se faz necessária para que desvios maiores não ocorram numa idade em que a formação do caráter, da índole e da personalidade sejam atravessados por erros grosseiros. Mesmo assim, muitas crianças não conseguem formar-se adequadamente, pois os níveis de influências negativas são massacrantes, poderosos e a ignorância familiar acaba preponderando sobre tais “interferências”.
Todos nós chegamos ao mundo material com dois tipos de tendências, a negativa e a positiva sob o ponto de vista espiritual. Será esta formação que irá forçar a tendência positiva ou negativa que será preponderante na vida daquele ser formação.
Como estamos aprendendo e temos um longo destino pela frente estas duas possibilidades tem variado de encarnação para encarnação.

Temos sido informados com muita insistência sobre estes assuntos, com nossas futuras gerações, pois sendo um momento de transição planetária poderemos dar enormes possiblidades para que estas crianças sejam encorajadas a se autoconvocarem para a nova era na nova Terra.
Nota-se entre os casais, excesso de egoísmo e certo impedimento em abraçar as “novas informações”, pois consideram suficientes saber somente das necessidades físicas e fisiológicas destes pequenos seres que estão reencarnando nesta etapa da vida terrena.

De certa forma, assim  tem sido com tudo em nossa vida. Desprezamos o útil e abraçamos o inútil ou desprezamos as verdades e abraçamos as ilusões.
A nossa fraqueza, como cita o pensamento, é o fato de sermos altamente influenciáveis pelo negativismo, em detrimento dos aspectos espirituais da vida eterna.

A matéria densa, a finitude, o ser, o ter e o poder tem sido amplamente evidenciado como as únicas metas da nossa vida. Por isso de tanta competitividade, pois isto alimenta as  sociedades comandadas por mentes doentias e criminosas que “CRIAM”, com situações de desconforto como desemprego, falta de recursos, conflitos políticos, religiosos, guerras, o comportamento padrão que as sociedades deverão seguir segundo seus desejos cruéis com estas manipulações nefastas.
Estas ilusões CRIADAS faz com que a gente caia nas armadilhas que nos obriga a lutar pela sobrevivencia. Isto por si só nos distrai das nossas necessidades internas.
Esta luta é desigual pois a ignorância que insistimos em manter, limita nossas ações, que não deveriam ser externas, mas sim internas.
Poucos percebem a manipulação que são feitas para que povos, países, nações, continentes, tribos, passem ou não por situações de dificuldades, conflitos, faltas, assim como abundancias, riquezas, poder, domínio, etc..
Este jogo cruel vem ocorrendo desde sempre, em toda a historia dos povos formados. Tecnicamente, nada mudou desde os primórdios das civilizações conhecidas.
A corrupção, a mentira, a ilusão, a riqueza, a sexualidade negativa e todas as suas derivadas, tem sido habilmente manipulados por Criaturas nefastas ao organismo social e sadio que deveríamos ser como Corpo Humanidade.
Hoje, não temos mais nenhum controle sob estes aspectos.
Um dia iremos acordar desta grande ilusão, do grande Maya, mas será somente após esta grande transição planetária, pois as influencias nefastas ainda são predominantes.

Voltando ao teor do pensamento, este nos afirma que nosso Guia jamais nos abandona, portanto, assim que despertarmos podemos voltar a nos relacionar com Ele, dando a devida permissão para Este nos ilumine no caminho extremamente tumultuado que ainda nos resta a percorrer.
A fé, a oração, a introspeção, o recolhimento, com certeza nos trará alivio interior, pois exteriormente todos os fatos profetizados se culminarão.


Atente para tais informações. Estão chegando ao fim.
Hilton

domingo, 9 de outubro de 2016

Estou apto a ajudar?

Pensamento de Sri Aurobindo.

Crescer espiritualmente é a maior ajuda que podemos dar aos outros, pois então alguma coisa flui naturalmente para aqueles à volta e os beneficia.
Sri.

Pois bem, podemos dizer que esta é a nossa real e verdadeira contribuição.
Quando crescemos espiritualmente, irradiamos e será esta irradiação que contribuirá para quem precisa.
Todos os demais movimentos, sejam quais forem, são pequenos demais para serem considerados evolutivos.
No entanto, nos acostumamos a realizar movimentos externos de ajudas, de colaboração, de doação, onde toda a atividade se concentra na supressão das necessidades materiais de um indivíduo.
Isso é pobre demais e em nada modificará o indivíduo necessitado. Tem mais um caráter de interferir e atrapalhar do que de ajudar.
Somos mestres em interferir no destino e nas condicionantes cármicas e temos ficado tão focados e concentrados nisto que deixamos de lado o essencial.
Não basta boa vontade em ajudar, pois as ajudas que temos praticado são, no mínimo, interferências nocivas, pois temos feito mediante impulsos emocionais, somente.
No mínimo tais impulsos deveriam ser espirituais, intuitivos, mas isto exige anos de muita preparação e evolução interna.

Crescer espiritualmente nos colocará no ritmo necessário e qualquer atividade externa será definida por impulsos internos, sem que cometamos os erros gigantescos que temos feito nesta ânsia compulsiva de “ajudar o próximo”, que traduzido para a Vida Real poderia ser “atrapalhar o próximo”.
Quando atrapalhamos o próximo, a vida o fará repetir situações semelhantes para que o carma se cumpra e a experiência programada continue a ser realizada, ou seja, retardamos um processo  em andamento.

Um indivíduo, espiritualmente ativo, a ele pouca atividade externa sobrará para ser feito, pois sua simples presença impulsionará mudanças significativas a quem estiver apto a assimilar.
Assim foi com Jesus e tantos outros homens e mulheres santos, que de pratico fizeram pouca coisa. O pouco que fizeram precisa ser tomado como simples exemplo para provar nossa capacidade e o nosso potencial elevado, bem como a forma correta que deveríamos nos comportar perante as necessidades alheias, pois esta foi a finalidade de alguns milagres que  ocorreram nas suas épocas.

Reflita bem antes de seguir suas emoções e sua compulsividade no que tem sido erroneamente chamado como “ajuda”.  

Esteja apto ajudar, portanto, cresça espiritualmente.  
Hilton