quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Energia da cura.

A oportunidade de vivermos plenamente a energia da cura.

Havendo concordância entre a vontade profunda de um indivíduo e a vontade superficial que vem da sua personalidade, a cura pode operar-se. Ao harmonizar a personalidade com a Vida maior, que é a sua essência interior, a cura é processada, e seus efeitos tomam-se visíveis nos planos físico e energético da pessoa.
Portanto, não se pode dizer de maneira precisa que um indivíduo cure outro, mas sim que cada qual cura a si próprio na medida em que faz essa união em si mesmo. O que chamamos de "curador" é apenas um intermediário para que certa energia incida sobre aquele que será curado, ajudando-o a tomar a decisão de integrar-se.
A vida, quando não inclui a busca dessa união entre a nossa vontade consciente e a nossa vontade profunda, pode nos levar às doenças. Por isso, qualquer processo terapêutico, para agir de fato, deveria incluir o trabalho fundamental de o "paciente" procurar ver em que pontos sua vontade pessoal precisa harmonizar-se com a vontade dos níveis sutis, internos do seu ser.
Em certos casos, para que a cura aconteça, é necessário que estejam juntos aquele que vai ser instrumento da cura e aquele que precisa ser curado. E há circunstâncias em que é útil a presença de uma terceira pessoa, cuja energia, combinada com a de quem "cura" ou com a de quem quer ser liberto, pode ajudar. O lado imprevisto e misterioso da cura não se limita, porém, a fatos assim visíveis. Há exemplos nos quais o indivíduo é curado sem que o perceba: a alegria interior passa a estar presente em seu olhar e a carga de ansiedade deixa de existir em sua mente e em seu coração.
Para que a cura interior ocorra, nem sempre são necessários intermediários. Essencial é que construamos voluntariamente uma ponte de comunicação entre o nosso eu consciente e o núcleo de amor e sabedoria que habita dentro de nós, núcleo formado de energia inclusiva.
Essa energia, essência de cada ser, é representada em cada um pelo eu superior. Tomamos conhecimento dela mais cedo ou mais tarde, por meio, principalmente, da pura e simples aspiração por encontrá-la. Desejando manifestar esse amor que a tudo e a todos inclui, acabamos por reconhecê-lo dentro e fora de nós, e, a partir de então, passamos a servir ao mundo e a estar administrados pelos aspectos superiores das mesmas leis que regem o nível humano do nosso ser.
Mesmo sem a ajuda palpável de intermediários, uma pessoa pode começar a construir essa ponte com a cura. A ajuda de que ele precisa encontra-se principalmente em níveis mais elevados de sua própria consciência. Nesses níveis de consciência mais sutis, nosso eu interno, a alma, é auxiliada a perceber qual é o seu caminho cósmico.
E como se percorrêssemos uma rota desconhecida, porém cheia de sinais indicativos. Somos livres para segui-los ou não.
Todo terapeuta que busca ajudar alguém a estabelecer o contato entre os dois aspectos da energia da vontade, a pessoal e a vontade da alma, pode tornar-se um curador. Mas, para sê-lo verdadeiramente, no sentido amplo e espiritual desse termo, precisa estar — ele próprio — com essa união feita em si mesmo, pelo menos até certo grau. E à medida que realiza o trabalho de harmonia em si mesmo que ele se torna capaz de ajudar os outros a se harmonizarem.
Trigueirinho.

Pois bem, o conceito de cura, nos termos apresentados, não está restrito a cura de doenças físicas, pois sabemos que quando a doença se exterioriza para o corpo físico, nossa alma já esgotou as demais possibilidades de nos fazer mudar de caminho ou de atitudes. Podemos dizer que o desequilíbrio emocional chegou a tal ponto que a sirene vermelha teve de soar através da manifestação da dor.
A ausência do ser humano em buscar suas aptidões espirituais, o leva para fatos desta natureza. Nos acostumamos tanto com esta situação que culpamos nossas doenças por fatores externos, por circunstancias, por terceiros.
A presença do intermediário, como cita o texto, tem sido útil no meio ignorante que vivemos, podendo interferir na emanação das fontes curadoras de energias desde que o indivíduo assim o permitiu.
O intermediário pode, ao mesmo tempo, ser uma fonte de informação no individuo apto ao seu processo de cura.
Podemos dizer que os milagres confirmam estas possibilidades e sua manifestação exige do individuo aquela fé “transformadora”, ou seja, finalmente este individuo libera-se para que as transformações necessárias ocorram.
O individuo buscador, determinado, convicto de que algo tem de ser mudado em sua vida, alavanca, ou melhor dizendo atrai fontes de energias que o ajuda a preencher o novo caminho. Mas, tudo depende desta firme determinação.
A cura é um processo de harmonização, pois somos seres perfeitos. Desta forma mantido o equilíbrio, não há razão para que doenças se manifestem.
Condicionantes cármicas compensam, através de certas doenças, os desequilíbrios anteriores, portanto é um meio de depuração das atitudes que contrariam as Leis presentes.


O homem que vive em busca continua do conhecimento, aprende tais regras. Empregar estas regras no seu livre arbítrio, podemos dizer que o faz senhor de seu destino.
Hilton

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Existencia de um bem maior.

Impulsos à descoberta da existência de um bem maior.

A medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro modo não se manifestariam.
Nesse mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as situações.
Dia após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de que nos valemos nessas horas.
O progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo. Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da serenidade e da abundância.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento de si.
Condutas fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso. Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
É tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.

O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível, pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo, pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início do novo ciclo planetário

Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si próprio que incorpora este novo alinhamento.

Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem, aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir a nova realidade que sua alma clama.
Hilton