segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Existencia de um bem maior.

Impulsos à descoberta da existência de um bem maior.

A medida que se avolumam as crises em todo o planeta e nos diversos setores da vida, emerge em muitos o impulso à cooperação. Sentimentos e atitudes fraternas são despertados, descobrem-se formas de agir objetivas e equilibradoras. Nas situações de crise, despontam potenciais que de outro modo não se manifestariam.
Nesse mundo em desequilíbrio, temos pois como perceber um lado luminoso em tudo o que sucede. A harmonia depende de não colocarmos muita atenção no aspecto negativo de um acontecimento, mas sim de estarmos voltados principalmente para um nível além, para a realidade estável, criativa e construtiva — a nossa realidade interna e imortal. Essa mesma harmonia requer também capacidade de aceitar as coisas como são e de perceber que por trás de tudo há um bem maior. A partir daí podemos realmente transformar as situações.
Dia após dia torna-se mais necessário ficarmos atentos, com decisão, a essa realidade interna que nos pode revelar como devemos agir e ser. A intuição e a inspiração que vêm do mundo interior são os instrumentos mais valiosos de que nos valemos nessas horas.
O progresso tecnológico que a civilização apresenta não deixa ver a profunda crise em que a humanidade se encontra. Mas alguns estão conscientes dessa crise e anunciam a Lei Maior, Lei provinda do Alto, pelo exemplo vivo. Indicam o rumo com seus próprios passos e elevam consigo os que aspiram a um progresso autêntico. Na realidade, muitas mãos deveriam estar dividindo as inúmeras tarefas prementes neste conturbado planeta.
A insatisfação comum no mundo inteiro não decorre só de carências materiais, mas do afastamento da verdadeira meta da existência. Os que estão desconectados dessa meta têm a ilusão de que a paz vem da posse de bens. Assim, deixam-se levar pela tendência a acumular coisas, mas o vazio persiste em seu coração como um sinal de que esse não é o caminho da serenidade e da abundância.
Estruturas materiais podem ser demolidas por completo em poucos instantes — mas quem mantiver a fé se sentirá seguro. Que o despojamento seja almejado, pois há vias internas a serem descobertas, vias que se revelam quando há esquecimento de si.
Condutas fraternas dissolvem o egoísmo. Movidas pelo espírito amoroso, é possível às pessoas persistir nessas condutas, mesmo quando tudo em volta se opõe a isso. Muitas estão passando por provas importantes, por meio das quais se aproximam de um profundo estado de união com os semelhantes.
Grande é o trabalho a ser feito em todo o planeta, e os que assumem a vida de um serviço doado, abnegado, adaptam-se ao cumprimento simultâneo de múltiplas tarefas. Por isso, aos que veem na cooperação um caminho de crescimento interior é dito que procurem realizar o que se considera impossível.
O empenho humano é suficiente para levar adiante o que é visto como possível, mas para colocar em prática a fraternidade é necessário despertar capacidades adormecidas ou novos potenciais.
É tempo de prontidão e de fé. Fé absoluta, pois as necessidades reais são sempre supridas na hora certa quando se vive segundo leis superiores. Uma dessas leis foi enunciada por Cristo, quando disse ao homem que buscasse primeiro o Reino dos Céus dentro de si e tudo o mais lhe seria dado por acréscimo.
Trigueirinho.

O homem não pode conhecer o que não aceita como sua realidade.
Uma frase simples, mas que retrata como formamos os bloqueios para aprender o que precisamos.
O aspirante ao mundo espiritual precisa ser altamente receptivo a conceitos e ideias novas. Ultrapassar as fronteiras do que é lógico dedutível, pois estará entrando para conhecer leis que, apesar de atuarem em seu ser, as desconhecia.
Descobrir a existência de um bem maior, deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade, pois os problemas mundiais são insolúveis.
No empenho humano, fazer o que é possível não atende mais. É nítido que por mais que façamos ou nos esforçamos para fazer, pouca coisa muda, ao passo que o desalinhamento e o desequilíbrio segue uma trajetória ascendente.
Hoje temos de contar com as ajudas internas, a intuição, a inspiração para que alguma coisa possa mudar.
Nada mais irá interferir no processo de queda do materialismo, pois este alcançou seu ápice e agora será substituído.
Uma nova realidade vem surgindo e irá aflorar completamente no início do novo ciclo planetário

Aquele que se dispõem a estas mudanças, tem de mostrar a si próprio que incorpora este novo alinhamento.

Manter posturas, ideias, preconceitos, formalidades e atitudes ambíguas por medo de contrariar o que elas próprias pensam como os outros as veem, aprisiona tais indivíduos que se mantem sempre temerosos e receosos de assumir a nova realidade que sua alma clama.
Hilton

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