Pois bem, continuando aspectos da Instrução, o tema escolhido foi “Enfermidade”. A enfermidade provém dos primórdios da civilização e pode ser atribuída ao uso inadequado do livre arbítrio. Toda doença provem de fundo emocional. Na realidade a doença é um dos últimos alertas do corpo humano na identificação de desarmonias no conjunto corpo-mente-espírito.
O texto a seguir foi extraído do Glossário
Esotérico – 9ª edição – página 136 – Editora Irdin. O texto original está
grafado em itálico. Comentários serão feitos no texto, no campo Obs.
ENFERMIDADE: Os corpos externos do ser
humano alimentam-se das energias do nível de consciência do qual são parte,
processam-nas, incorporam o que lhes serve e eliminam o que não lhes convém.
Obs. A energia dos alimentos
torna-se complementar ao processo alimentar dos corpos físico-astral-etérico
(corporal, astral, do espírito) e tem um peso muito pequeno em relação aos
demais padrões de energias que o ser humano precisa receber. Apesar de ser
considerado pelos indivíduos como essencial, sem as demais, a energia dos
alimentos não consegue sustentar o conjunto.
Portanto,
esse metabolismo, bem conhecido no nível físico concreto, existe também no
nível etérico, no astral e no mental, ou seja, no âmbito da vitalidade, no dos
sentimentos e emoções, e no dos pensamentos.
Obs. Assim as emoções regulam o
uso do livre arbítrio e consequentemente o equilíbrio necessário para que um
individuo se mantenha pleno da sua capacidade física-astral-etérica.
A enfermidade
é um processo que induz o corpo a um descompasso em relação ao padrão arquetípico
que lhe corresponde, descompasso mantido por mais de um ciclo metabólico. Se
existir em potencial, mesmo que não tenha assumido características crônicas ou
agudas, poderá vir à tona numa fase posterior. Por isso, a cura, para ser
efetiva, considera a globalidade do ser. Muitas vezes, ao dissiparem-se núcleos
sutis de conflito, a harmonia reflete se no corpo físico.
Obs. O padrão arquétipo é o “molde,
a “forma perfeita” a que um corpo humano poderá chegar, portanto torna-se o
objetivo a ser alcançado ao longo da reencarnações, desde que realizadas em
conjunto com a evolução da mente e da consciência. Hoje somos uma população
mundial doente. Nos separamos das etapas evolutivas previstas, estacionamos
numa etapa bem aquém das atuais necessidades e ficamos desequilibrados. É uma
situação irrecuperável e depende da transição planetária em curso. O ser humano
retomando os padrões evolutivos definidos pelo arquétipo constituído, será
reconduzido para a cura definitiva de todos os males. Hoje trata-se uma pessoa
considerando, quase essencialmente, seu corpo físico, deixando de lado o corpo
mental, o emocional e o etérico. É como estivéssemos tratando ¼ de alguém. A
doença se estabelece, pode até suavizar, mas dificilmente o individuo será
curado em sua totalidade. Muitas vezes desloca-se do órgão A para o B e assim
segue manifestando-se enquanto o compasso e o realinhamento em todos os corpos
não for alcançado.
Desde que as
forças involutivas, nos primórdios, se introduziram na matéria do planeta, do
ponto de vista psíquico este corpo celeste passou a ser doente. A enfermidade
tornou-se parte intrínseca da sua substância, pois essas forças afastaram-no do
arquétipo que estava destinado a expressar. O reino humano foi o que mais se
entregou a essas forças, devido ao uso inadequado do livre-arbítrio e do
desejo.
Obs. A próxima civilização do
planeta, já em processo, abdicará do livre arbítrio e assim restabelecerá a
harmonia entre todos os corpos. A enfermidade não será mais útil e se afastará
do novo ser humano bem mais alinhado com seu arquétipo.
Todavia, à medida que o planeta for atingindo
um grau de sutilização compatível com a irradiação do elemento-luz do interior
dos seus átomos, padrões de harmonia passarão a reger sua vida. Há casos em que
o próprio expurgo de vibrações que devem abandonar as células a fim de um novo
equilíbrio instalar-se apresenta sintomas de enfermidade; mas, na realidade, é
um processo purificador. Tenha-se presente que a causa primeira das
enfermidades em nível humano é o auto centramento, cultivado enquanto o ego não
é absorvido e transformado pela energia anímica. Quando a cura interior se
efetua, o desaparecimento das enfermidades físicas ou psíquicas é facilitado.
Obs. O auto centramento, ou o
egocentrismo, o egoísmo, foi o fator principal do desalinhamento do homem com
as Leis, mas necessário nesta fase do aprendizado no livre arbítrio, para
distinguir o bem do mal. Submeter-se a um processo de cura é um realinhamento
com as virtudes espirituais, com o controle emocional e com a entrega. Estes
aspectos reunidos irão aflorar as energias cósmicas da quais somos “abastecidos”
regulando o físico, o astral e o etérico e assim a cura se dá. Não faz sentido
um individuo alinhado com as metas evolutivas adoecer. As energias devem ser
consumidas somente para um aspecto: evoluir.
