Deves dissipar a curiosidade, deixando de perguntar sobre o que
não é essencial.
Figueira.
Pois bem, esta é uma postura raramente praticada.
A curiosidade em si, nos leva à comparação e a comparação pode nos
levar a inúmeros sentimentos negativos, sendo os mais relevantes, a inveja, o ciúmes,
o desprezo, no exercício do egoísmo.
É saudável manter uma conversa focada, de forma com que esta seja informativa,
esclarecedora e complementar às dúvidas que nos sentimos aptos a
esclarecer. Limitar-se ao essencial é prudente, evita informações excessivas e
inúteis para a ocasião.
Comentários e opiniões, na maioria das vezes tem levado em conta
alta dose de ciúmes e inveja, induzindo para caminhos desviados das reais
necessidades. Isto, eminentemente, é cármico e gera ligações que incomodam a
ambos, dada a Lei da Ação e Reação.
É preciso pensar bem, discernir, avaliar possibilidades e refletir se temos o conhecimento e a capacidade
para expressar opiniões a respeito de algo, ou uma indicação que alguém poderá seguir. O coração precisa
aprovar e dele partir a iniciativa isenta e equilibrada para que expressões ou
indicações possam manifestar-se.
A maioria tem feito com muita leviandade, irresponsabilidade e
algumas vezes com o intuito de levar alguém ao fracasso. Podemos dizer que a
reação advinda destas atitudes podem ser pesadas e muitas vezes manifestam-se
alguns anos adiante, através da falência de órgãos corporais ou doenças que
causam grandes transtornos na vida cotidiana.
A opinião sem base, sem argumentos apoiados no conhecimento, por simples
manifestação ou necessidade de se fazer presente, possui o mesmo encargo
descrito acima, pois pode induzir alguém a erros graves no caminho a percorrer.
Deveríamos ser mais silenciosos, no mínimo mais ponderados e sempre
refletir antes de opinar. Marcar presença tem sido a necessidade de muitos e
assim julgam ressaltar suas qualidades, portanto a mera opinião pode ser tão danosa
como uma opinião intencionalmente maléfica.
O convívio social da humanidade é intenso por natureza e isto faz
parte do desenvolvimento espiritual, mas este convívio tem levado em conta, somente, a intelectualidade e a personalidade
e estes dois recursos são insuficientes para emitirmos uma opinião correta. A nossa manifestação deveria levar em conta, além destes dois princípios,
personalidade e intelecto, a intuição. A intuição, neste caso, procederia de
uma conversa de alma com alma, ou seja, minha alma conversaria com a alma de
alguém e completaria as informações para que uma informação correta pudesse ser
expressada.
Se assim fosse, um estaria ajudando o outro com informações
completas e adequadas no tocante aos 3 princípios, personalidade, intelecto e
alma.
A curiosidade é essencial para o desenvolvimento, mas a rebaixamos
a tal ponto que transformou princípios nobres de ajuda, em manifestações
degradantes e oportunistas. Acabou transformando-se em atividades de superação de
um para com o outro, e não de um para benefício
de todos.
Quando nos manifestamos para o que é essencial, disciplinamos este
processo e atiçamos a curiosidade positiva e colaborativa. Isto proporciona
muito ajuda de “inteligências alinhadas” com os critérios de evolução da raça
humana, no seu processo cósmico.
É importante ser criterioso, procurar manifestar-se quando se
sentir seguro, isento de interesses e tiver consciência de que estará colaborando. É preciso que a manifestação seja compreensível, elucidativa e não
irá gerar novos medos.
Uma pergunta mal formulada
pode ser tão nefasta quanto uma colocação imprecisa ou mal intencionada.
(mensagem de um Instrutor para este texto).