sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 138a Parte. Prepara-te para ajudar. A ordem da ajuda.


Ordens da ajuda:
                              Roteiro adaptado do livro “Ordens da Ajuda” - Bert Hellinger, sobre o ato de ajudar e não o de interferir.

Comentários:
  • No livro “Ordens da Ajuda”, o psicoterapeuta alemão compartilha suas experiências e os pressupostos sobre o auxilio a alguém, sem prejudicar aquele que precisa ser auxiliado.
  • Muitas vezes, no afã de colaborar com a melhora e evolução do outro, nos colocamos em posições nem sempre assertivas, favoráveis ou confortáveis para quem recebe o auxílio. É preciso, então, criar um ambiente seguro e de confiança, onde cada um sinta-se acolhido, apreciado, amado e não julgado por ser quem é.
  • Por isso mesmo temos que estar profundamente atentos à forma como abordamos cada pessoa que vem em busca de auxilio. Devemos nos lembrar  que cada indivíduo é dono de si e responsável por seu caminho, e por mais que esteja passando por um momento conturbado, sempre será o protagonista de sua própria história.
  • Bert inicia dizendo: Ajudar é uma arte. Pode ser aprendida e praticada.
  • Faz parte dessa arte uma sensibilidade para compreender quem procura ajuda; portanto, a compreensão daquilo que lhe é adequado e, simultaneamente, o que o ergue acima de si mesmo para algo mais abrangente.
  • Nós dependemos, sob todos os aspectos, da ajuda que recebemos. Só assim poderemos nos desenvolver.  
  • Aquele que julga não necessitar, aquele que se recusa a ajudar, fica só e definha. A ajuda serve aos ajudados e aos que que ajudam, também.
  • Há uma qualidade básica na ajuda: reconhecer no outro a capacidade de lidar com a  própria realidade e história. Aquele que ajuda ilumina um caminho obstruído pela escuridão.

As cinco ordens da ajuda:

          Primeira ordem da ajuda - (limite)
Ver-se como uma lanterna a iluminar é reconhecer a dignidade do ajudado, além de permitir que a ajuda possa ser recebida. Iluminar um caminho obscuro pode ser a solução de percorre-lo. É preciso perceber o limite de até onde pode-se ir.
O ajudante não pode criar grandes expectativas sobre o resultado da sua ajuda. Ele deixa o caminho livre para que o ajudado se movimente do jeito que melhor lhe convier. Ao deixa-lo livre o ajudante se sente livre e se movimenta na direção das próprias indicações.
Dessa forma permanece capaz e disponível.

Toda ajuda é limitada, pois só poderá ir até aonde o ajudado permitir . Isto ressaltará a humildade de que nem sempre a solução será aquela desejada . 

A humildade contradiz muitas ideias tradicionais sobre como ajudar. No modelo convencional, ser "bom" significa sempre ajudar, mesmo que não seja solicitado. Frequentemente geramos interferências desnecessárias)

(A desordem aqui começa quando alguém quer dar o que não tem e o ajudado pega o que não precisa.)


2     Segunda ordem da ajuda  (não interferir)
A ajuda está a serviço da sobrevivência, de um lado; e da evolução e crescimento, de outro.
A sobrevivência, a evolução e o crescimento dependem de circunstâncias especiais, tanto externas quanto internas. Quando a ajuda desconsidera essas circunstâncias, ou não as admite, está fadada ao fracasso.
Assim devemos nos submeter às circunstâncias e somente  interferir e apoiar à medida que elas o permitirem.

(A desordem aqui seria negarmos ou encobrirmos as circunstâncias, ao invés de olhá-las com aquele que procura ajuda. O querer ajudar contra as circunstâncias enfraquece tanto o ajudante quanto aquele que espera ajuda ou a quem ela é oferecida, ou imposta).

3.)    Terceira ordem da ajuda (adulto ajudando adulto)
Muitos pensam que aqueles que procuram ajuda devem ser ajudados como pais ajudam filhos. E, inversamente, aqueles que procuram ajuda esperam que os ajudantes se dediquem a eles como se fossem seus pais. Caso isso ocorra, ambos se envolvem numa longa relação, onde aquele que procura ajuda se recusa a assumir seu lugar de igual para igual no mundo dos adultos.
A terceira ordem da ajuda seria, portanto, colocar-se como adulto, diante daquele que busca ajuda e reconhecê-lo como um outro adulto; este assim, terá condições de se apoderar da possibilidade de mudança, com suas próprias forças.
 (A desordem aqui é permitir que um adulto faça reivindicações ao ajudante como uma criança faria aos seus pais e tratá-lo como criança, poupando-o do que ele mesmo precisa carregar – a responsabilidade e as consequências)

4    Quarta ordem da ajuda – não se envolver
A empatia do ajudante deve ser o menos pessoal possível. Ele não deve se envolver num relacionamento pessoal, sob o perigo de entrar numa relação de ajuda como pais e filhos, como foi dito na terceira ordem.
( A desordem aqui é o perigo de que essa nova empatia seja considerada dura, tanto pelo ajudante quanto por quem procura ajuda, principalmente se este faz reivindicações infantis. Mas, se procura solução de maneira adulta, sente essa nova empatia como uma liberação e fonte de força.)


        Quinta ordem da ajuda -  não julgar
O ajudante não deve embarcar nas reclamações de quem procura ajuda, culpando outros por sua situação. Quando alguém se queixa dos seus pais, ou dos seus filhos, ou da sua vida, ou do seu destino, e o ajudante se apropria dessa visão, ambos estarão a serviço da perpetuação da dor ou da doença. Quem reclama, provaelmente não quer mudar ou fazer nada a respeito.
A quinta ordem da ajuda é, portanto, o amor a cada um como ele é, por maiores que sejam as diferenças entre si. Quem realmente ajuda, não julga
(A desordem aqui seria julgar o ajudado e os envolvidos)

Observações:.
É a alma que conduz a ajuda.
O ajudante precisa estar em equilíbrio. Para isso, harmonizar-se e jamais se envolver no contexto do problema
Esperar que um caminho aparece porque a solução dependerá das reações do ajudado. Este caminho será intuído na medida que o equilíbrio, e não envolvimento, aconteça.
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Bert Hellinger, nascido em 1925, na Alemanha, estudou Filosofia, Teologia e Pedagogia. Ele trabalhou 16 anos como membro de uma ordem de missionários católicos com os Zulus na África. Deixou o seminário e desenvolveu uma abordagem terapêutica baseada nessa experiência com os Zulus, de onde derivam as três leis sistêmicas (pertencimento, ordem e equilíbrio).   Faleceu em 19 de setembro de 2019, com 93 anos.

Colaboradora: Magali

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Passos Atuais 137ª Parte. Toda vez que agir, pense qual seria a ação ideal que gostaria de receber e a exerça




O trabalho interno da energia é profundamente eficaz. Assemelha-se a gotas d’água caindo sobre a rocha; embora aparentemente nada aconteça, a uma certa altura a rocha se parte.

A manifestação de padrões superiores é principalmente uma obra interna, da qual os corpos materiais do ser tem, quando muito, vislumbres, pois o atual grau de densidade desses corpos não permite que as transformações necessárias se concretizem plenamente.
Figueira.

Pois bem, somos abastecidos diariamente com energias que provêm dos mundos internos. Tais energias mantem, além das atividades básicas na luta pela sobrevivência, atividades em certas regiões do cérebro e do coração que permitem a exploração das sensações evolutivas de cada um. É como se tivéssemos, além dos 5 sentidos, mais alguns que pertencem ao espírito.

Estes mais alguns que denominaremos como “sentidos sutis”, são sistematicamente estimulados pelos mundos internos. Alguns indivíduos dão respostas rápidas e concisas, outros respostas lentas e confusas a estes estímulos.

Desta forma, o individuo que mantem certa serenidade e a busca pelo seu motivo de existir, começa a se coligar com certas informações que repercutem através destes canais chamados “sentidos sutis”. Órgãos específicos passam a ser estimulados, como a glândula pineal, por exemplo, ativando a “luz primordial” em células que despertam o corpo humano para estes novos estímulos.

Assim por insights e clarões internos iremos ser mais perceptivos, enxergando, escutando e sentindo o que a maioria não percebe. Isto em linhas gerais é o caminho da expansão da consciência, com a possibilidade de uma mudança do nível atual.

Resumidamente temos de prestar atenção nas pessoas, nos acontecimentos, nos movimentos que nos rodeia, nas reações e na busca por detalhes, impondo ao coração a compaixão e a humildade sobre o que se passa.

Este é o processo evolutivo. Em momentos especiais, onde a expansão precise ser mais rápida por determinados movimentos externos intensos, estes sentidos sutis recebem ampla estimulação, dando ao individuo certos dons ou capacidades que serão úteis no local em que se encontra.
Internamente algo novo tem de ser formado para que percebamos sua manifestação. Por exemplo, só poderei ser humilde se exercer a humildade, só poderei ser servido se souber servir, só poderei receber se estiver doando, só poderei ser amado se souber amar.

Aqui na Terra, nesta fase cíclica, nunca iremos ser uma pessoa ideal, pois o meio ambiente que vivemos não é ideal, mas mesmo neste meio agressivo estamos sendo lapidados para o momento em que teremos as condições ideais.

Toda vez que agir, pense qual seria a ação ideal que gostaria de receber e a exerça. É um exercício que funciona.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Passos Atuais - 136a Parte. Aquele, entre nós, que pretende dar sua contribuição ao mundo.


Nos níveis sutis de alguns Centros intraterrenos, níveis que são ainda considerados materiais, pode-se constatar a existência de seres de elevada estatura, de cor clara, e que transmitem uma vibração semelhante às indígenas; são elos entre os homens e os reinos sutis da Natureza.
Existe uma corrente de vida, um reino desconhecido para a humanidade, que tem sua chave de revelação ligada à energia desses "indígenas" e de Iberah.
Esses seres irradiam uma energia que denota não serem pertencentes à esfera psíquica da superfície e nem terrestres — são enxertos que o planeta recebeu de áreas extra -sistêmicas, para a realização de certas tarefas na Terra.
Figueira.

Pois bem, é importante abrirmos a mente e a percepção para aceitar a grandeza do universo.

Sabe-se que a vida palpita em todo lugar, do micro cosmo ao macro cosmo. Devemos admitir que pouco conhecemos sobre a Vida, portanto abrir-se para novas percepções e conceitos é essencial.

Somos visitados constantemente por seres, indivíduos, forças, energias que concebem a vontade de Deus no caminho evolutivo que foi traçado, no ato do surgimento e da existência de cada um, seja de que reino for.
Tais seres trazem uma incrível bagagem de conhecimento, experiências e vivencias para nos dar a oportunidade de acompanharmos a rotina dos movimentos evolutivos que ocorrem continuamente no Cosmos.

Ontem, em uma reunião extraordinária do grupo, conversamos sobre as aptidões que esta nova geração de crianças vem trazendo à tona, exercendo atividades que talvez tenhamos levado anos para aprender. Fazendo um paralelo ao que foi exposto, podemos concluir que o que levamos anos para aprender acaba sendo incorporado na “consciência chave” da humanidade para que a nova geração possa nascer com estes novos conceitos e possibilidades, incorporado.

Por assim dizendo, se consigo desenvolver certa habilidade e esta tenha alguma função útil e necessária para todos, tal habilidade passa a incorporar a consciência chave de toda raça humana. Neste caso, não há relação com código genético, hereditariedade, pois uma habilidade que serve a todos será por todos incorporados.

Portanto, meus esforços em aprender, desenvolver e ritmar uma determinada atividade ou conhecimento evolutivo acaba por ajudar a todos, na própria sucessão das gerações.

É assim que funciona a presença, eventual, de seres extraordinários que visitam a Terra e aqui depositam suas habilidades. Sabem que estas são essenciais para nos tirar da profunda ignorância que vivemos

É incrível como os esforços que fazemos, no pesquisar, no estudar, no desenvolver, no praticar, se evolutivos, incorporam como “capacidade adquirida” para todos os que irão reencarnar.

Muitos ainda continuam pensando pequeno, como deixar heranças financeiras, propriedades, empresas, para que os sucessores sejam “beneficiados”, quando na realidade os estão aprisionando-os numa jaula dourada, inibindo o desenvolvimento das capacidades intrínsecas ao destino de cada um.

Este deveria ser o grande legado para as gerações futuras, “conhecimento adquirido” e não dinheiro adquirido.

Aquele, entre nós, que pretende dar sua contribuição ao mundo, estude, pratique, esforce-se em aprender ao máximo o que considera, como além da sobrevivência, deixando seu legado no desenvolvimento de novas aptidões para serem incorporadas.