A verdadeira disciplina é interior e pouco tem a ver com as
disciplinas criadas pelo homem.
Figueira.
Pois bem, há uma grande confusão com relação a aplicação das disciplinas.
Uma pessoa honesta, sincera, produtiva, colaboradora e
controladora das suas emoções tem sido considerada como uma pessoa especial.
Aos olhos do Plano Maior trata-se de algo comum que deveria ser praticado por
todos em todos os momentos.
Um pessoa que ora, que abençoa, que segue a voz do coração, da
mesma forma, é uma pessoa normal e que se enquadra nas regras do bom viver.
As sociedades vem reagindo de forma atípica, por entender que
regras comuns, regras da boa educação e do bom viver, tornam-se exceções.
Porque?.
Porque a mentira, a ilusão e o teatro tem feito com que a maioria
represente o que não sente, ou o que não quer, uma vez que regras de conduta
foram deturpadas ao longo do tempo. Isto vem criando um descompasso enorme
entre as características puras que todos tem, com as características criadas através
de regras comportamentais que corrompem o indivíduo por dentro.
Estamos paulatinamente perdendo a liberdade de se expressar, de
viver e de se manifestar numa sociedade que coloca normas de conduta e punições
segundo critérios espúrios e temerários.
As Leis de Deus, transmitidas para os homens ao longo dos tempos,
sofreram diversas alterações face a interesses políticos, financeiros e de domínio.
Perdeu-se boa parte do bom senso que vem do coração, da intuição, porque via de
regra, são contrárias a interesses fortalecidos por forças involutivas.
Vemos uma confusão geral, com leis e mais leis dos homens, criadas
a partir de regras de conduta duvidosas.
Não há o que fazer e provavelmente nada mudará no futuro que nos
espera na lei dos homens.
É preciso voltar-se para o eu interno, para a chama interior e
abarcar os sentimentos do coração. Provavelmente, poucos destes impulsos
internos poderão ser manifestados devido a enxurrada de regras disciplinares
impostas, mas senti-las poderá dar um alivio e certa satisfação de que, pelo
menos em sã consciência, as atendemos.
A falta de entendimentos sobre a Leis de Deus é outro forte
impasse quanto ao ato de compreender a vida. Poucos são os indivíduos que
alcançam tais oportunidades. Talvez seja assim que deva acontecer pelo fato de
que vivemos uma intensa transição planetária. Talvez estes que tenham este
acesso e possam compreende-las sejam aqueles que, merecidamente, foram tocados
pela alma, e a eles caberá a função de manter e preservar o que poderá ser
utilizado no futuro.
A disciplina interna provem do amor sublime, do amor altruísta, da
retidão e do equilíbrio em todas suas possibilidades no plano mental,
emocional, físico e espiritual.
Temos de nos manter à luz do espirito e colaborar como puder. Se
não há possibilidades de manifestação física, que seja no plano mental ou na
exaltação do amor incondicional.
O eu interno acolhe a voz da alma. Manifeste-a em seu coração e
sua mente indicará as ações necessárias. ( mensagem do Frei Damião para este
texto)

