sábado, 15 de agosto de 2020

Passos Atuais 200a Parte. Disciplina


A verdadeira disciplina é interior e pouco tem a ver com as disciplinas criadas pelo homem.
Figueira.

Pois bem, há uma grande confusão com relação a aplicação das disciplinas.
Uma pessoa honesta, sincera, produtiva, colaboradora e controladora das suas emoções tem sido considerada como uma pessoa especial. Aos olhos do Plano Maior trata-se de algo comum que deveria ser praticado por todos em todos os momentos.
Um pessoa que ora, que abençoa, que segue a voz do coração, da mesma forma, é uma pessoa normal e que se enquadra nas regras do bom viver.

As sociedades vem reagindo de forma atípica, por entender que regras comuns, regras da boa educação e do bom viver, tornam-se exceções.
Porque?.
Porque a mentira, a ilusão e o teatro tem feito com que a maioria represente o que não sente, ou o que não quer, uma vez que regras de conduta foram deturpadas ao longo do tempo. Isto vem criando um descompasso enorme entre as características puras que todos tem, com as características criadas através de regras comportamentais que corrompem o indivíduo por dentro.
Estamos paulatinamente perdendo a liberdade de se expressar, de viver e de se manifestar numa sociedade que coloca normas de conduta e punições segundo critérios espúrios e temerários.

As Leis de Deus, transmitidas para os homens ao longo dos tempos, sofreram diversas alterações face a interesses políticos, financeiros e de domínio. Perdeu-se boa parte do bom senso que vem do coração, da intuição, porque via de regra, são contrárias a interesses fortalecidos por forças involutivas.
Vemos uma confusão geral, com leis e mais leis dos homens, criadas a partir de regras de conduta duvidosas.

Não há o que fazer e provavelmente nada mudará no futuro que nos espera na lei dos homens.
É preciso voltar-se para o eu interno, para a chama interior e abarcar os sentimentos do coração. Provavelmente, poucos destes impulsos internos poderão ser manifestados devido a enxurrada de regras disciplinares impostas, mas senti-las poderá dar um alivio e certa satisfação de que, pelo menos em sã consciência, as atendemos.

A falta de entendimentos sobre a Leis de Deus é outro forte impasse quanto ao ato de compreender a vida. Poucos são os indivíduos que alcançam tais oportunidades. Talvez seja assim que deva acontecer pelo fato de que vivemos uma intensa transição planetária. Talvez estes que tenham este acesso e possam compreende-las sejam aqueles que, merecidamente, foram tocados pela alma, e a eles caberá a função de manter e preservar o que poderá ser utilizado no futuro.

A disciplina interna provem do amor sublime, do amor altruísta, da retidão e do equilíbrio em todas suas possibilidades no plano mental, emocional, físico e espiritual.
Temos de nos manter à luz do espirito e colaborar como puder. Se não há possibilidades de manifestação física, que seja no plano mental ou na exaltação do amor incondicional.

O eu interno acolhe a voz da alma. Manifeste-a em seu coração e sua mente indicará as ações necessárias. ( mensagem do Frei Damião para este texto)














quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Passos Atuais 199a Parte. Não temas a própria vida.


Quem teme perder a própria vida não recebe os dons da eternidade.
Figueira.

Pois bem, a morte continua como algo apavorante. É um medo primordial (arraigado na mente) e tem se mantido ao longo das vidas como um sentimento insuperável.
O medo de morrer, eminentemente, é uma ausência de fé. Aquele que teme morrer é aquele que não acredita que a vida é e sempre foi conduzida pela Fonte Divina, a Fonte da qual nos originamos e nos mantem.
O medo da morte é proveniente do ato de matar.
O passado da humanidade é marcado pela execução da vida. Esta atitude decorrente da competitividade, desdobrou-se em diversos formatos de se realizar o ato da morte.
Mata-se uma pessoa com uma faca, com desprezo, como também com a simples assinatura de regras que a impossibilite de desenvolver-se na sua evolução. Provida de carmas passados, a morte salda compromissos pendentes ou interrompe compromissos futuros. Portanto, está na alma a decisão de seu desligamento do corpo físico.

A competitividade gerou concorrências, vaidades, desdobrando-se para a ganancia, vinganças e traições. Estas por sua vez ancoraram-se nas posses e propriedades embaçando a visão do homem e tirando-o de seu verdadeiro objetivo da vida que é conhecer, aprender, evoluir.
No livre arbítrio estas possibilidades deveriam surgir para serem conhecidas e depois superadas. Conhecemo-las mas não as superamos. Hoje convivemos com estes desajustes alimentados  pela energia do egoísmo.

Não temer pela vida não significa coloca-la em risco, significa ter certa ousadia, liberar certos movimentos e opções que possam expandir a consciência.
O individuo que coloca a vida em risco por desprezo à vida, por fuga, por esportes radicais ou atividades desnecessárias, inevitavelmente cria carma com seu próprio corpo e com toda a rede da qual está interligado, família, amigos, bem como o futuro que estava  destinado a percorrer. Morrer nestas condições será bem próximo da opção do suicídio com consequências graves.  

O indivíduo ousado, aquele que libera certos movimentos e consegue expandir sua consciência, com certeza administra melhor o medo primordial da morte. Tona-se mais produtivo para si e para o meio em que vive. Expande seu raio de ação e geralmente é “contatado” para Tarefas que exigem a ousadia conquistada.
Para ele, dirige-se estruturas de consciências elevadas que o assistem e o orientam para o correto desenvolvimento e posicionamento das funções que lhe são dadas. Se houver necessidade de novos atributos, como dons mediúnicos por exemplo, também afloram neste processo de desenvoltura.
Este indivíduo torna-se mais intuitivo, assistido, e com possibilidades de manter um equilíbrio prolongado. Deixa-se ser conduzido pois compreendeu que esta postura amplia seu conhecimento e suas possibilidades evolutivas. O amor torna-se mais intenso e equilibrado com a atuação da compaixão. Compreende que a separação não existe e absorve com tranquilidade o continuísmo da vida pelo crescimento interior. Aquieta-se, acalma-se perante as circunstancias e com isto torna-se produtivo e fonte segura de referência.
 Este processo é progressivo, suas ideias expandem-se para além do mundo conhecido, torna-se observador e participa mediante os impulsos do coração.
Entrega-se à Vida e não à morte e não questiona suas ações.

Ofereça tudo o que dispõem e perceberás que nada precisa. (mensagem para este texto de Mestre Saint Germain)