Quem teme perder a própria vida não recebe os dons da eternidade.
Figueira.
Pois bem, a morte continua como algo apavorante. É um medo
primordial (arraigado na mente) e tem se mantido ao longo das vidas como um sentimento
insuperável.
O medo de morrer, eminentemente, é uma ausência de fé. Aquele que
teme morrer é aquele que não acredita que a vida é e sempre foi conduzida pela
Fonte Divina, a Fonte da qual nos originamos e nos mantem.
O medo da morte é proveniente do ato de matar.
O passado da humanidade é marcado pela execução da vida. Esta
atitude decorrente da competitividade, desdobrou-se em diversos formatos de se
realizar o ato da morte.
Mata-se uma pessoa com uma faca, com desprezo, como também com a
simples assinatura de regras que a impossibilite de desenvolver-se na sua
evolução. Provida de carmas passados, a morte salda compromissos pendentes ou
interrompe compromissos futuros. Portanto, está na alma a decisão de seu
desligamento do corpo físico.
A competitividade gerou concorrências, vaidades, desdobrando-se
para a ganancia, vinganças e traições. Estas por sua vez ancoraram-se nas
posses e propriedades embaçando a visão do homem e tirando-o de seu verdadeiro
objetivo da vida que é conhecer, aprender, evoluir.
No livre arbítrio estas possibilidades deveriam surgir para serem
conhecidas e depois superadas. Conhecemo-las mas não as superamos. Hoje
convivemos com estes desajustes alimentados pela energia do egoísmo.
Não temer pela vida não significa coloca-la em risco, significa ter
certa ousadia, liberar certos movimentos e opções que possam expandir a consciência.
O individuo que coloca a vida em risco por desprezo à vida, por
fuga, por esportes radicais ou atividades desnecessárias, inevitavelmente cria
carma com seu próprio corpo e com toda a rede da qual está interligado, família,
amigos, bem como o futuro que estava
destinado a percorrer. Morrer nestas condições será bem próximo da opção
do suicídio com consequências graves.
O indivíduo ousado, aquele que libera certos movimentos e consegue
expandir sua consciência, com certeza administra melhor o medo primordial da morte.
Tona-se mais produtivo para si e para o meio em que vive. Expande seu raio de
ação e geralmente é “contatado” para Tarefas que exigem a ousadia conquistada.
Para ele, dirige-se estruturas de consciências elevadas que o
assistem e o orientam para o correto desenvolvimento e posicionamento das
funções que lhe são dadas. Se houver necessidade de novos atributos, como dons mediúnicos
por exemplo, também afloram neste processo de desenvoltura.
Este indivíduo torna-se mais intuitivo, assistido, e com
possibilidades de manter um equilíbrio prolongado. Deixa-se ser conduzido pois
compreendeu que esta postura amplia seu conhecimento e suas possibilidades
evolutivas. O amor torna-se mais intenso e equilibrado com a atuação da
compaixão. Compreende que a separação não existe e absorve com tranquilidade o
continuísmo da vida pelo crescimento interior. Aquieta-se, acalma-se perante as
circunstancias e com isto torna-se produtivo e fonte segura de referência.
Entrega-se à Vida e não à morte e não questiona suas ações.
Ofereça tudo o que dispõem e perceberás que nada precisa.
(mensagem para este texto de Mestre Saint Germain)

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