quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Passos Atuais 199a Parte. Não temas a própria vida.


Quem teme perder a própria vida não recebe os dons da eternidade.
Figueira.

Pois bem, a morte continua como algo apavorante. É um medo primordial (arraigado na mente) e tem se mantido ao longo das vidas como um sentimento insuperável.
O medo de morrer, eminentemente, é uma ausência de fé. Aquele que teme morrer é aquele que não acredita que a vida é e sempre foi conduzida pela Fonte Divina, a Fonte da qual nos originamos e nos mantem.
O medo da morte é proveniente do ato de matar.
O passado da humanidade é marcado pela execução da vida. Esta atitude decorrente da competitividade, desdobrou-se em diversos formatos de se realizar o ato da morte.
Mata-se uma pessoa com uma faca, com desprezo, como também com a simples assinatura de regras que a impossibilite de desenvolver-se na sua evolução. Provida de carmas passados, a morte salda compromissos pendentes ou interrompe compromissos futuros. Portanto, está na alma a decisão de seu desligamento do corpo físico.

A competitividade gerou concorrências, vaidades, desdobrando-se para a ganancia, vinganças e traições. Estas por sua vez ancoraram-se nas posses e propriedades embaçando a visão do homem e tirando-o de seu verdadeiro objetivo da vida que é conhecer, aprender, evoluir.
No livre arbítrio estas possibilidades deveriam surgir para serem conhecidas e depois superadas. Conhecemo-las mas não as superamos. Hoje convivemos com estes desajustes alimentados  pela energia do egoísmo.

Não temer pela vida não significa coloca-la em risco, significa ter certa ousadia, liberar certos movimentos e opções que possam expandir a consciência.
O individuo que coloca a vida em risco por desprezo à vida, por fuga, por esportes radicais ou atividades desnecessárias, inevitavelmente cria carma com seu próprio corpo e com toda a rede da qual está interligado, família, amigos, bem como o futuro que estava  destinado a percorrer. Morrer nestas condições será bem próximo da opção do suicídio com consequências graves.  

O indivíduo ousado, aquele que libera certos movimentos e consegue expandir sua consciência, com certeza administra melhor o medo primordial da morte. Tona-se mais produtivo para si e para o meio em que vive. Expande seu raio de ação e geralmente é “contatado” para Tarefas que exigem a ousadia conquistada.
Para ele, dirige-se estruturas de consciências elevadas que o assistem e o orientam para o correto desenvolvimento e posicionamento das funções que lhe são dadas. Se houver necessidade de novos atributos, como dons mediúnicos por exemplo, também afloram neste processo de desenvoltura.
Este indivíduo torna-se mais intuitivo, assistido, e com possibilidades de manter um equilíbrio prolongado. Deixa-se ser conduzido pois compreendeu que esta postura amplia seu conhecimento e suas possibilidades evolutivas. O amor torna-se mais intenso e equilibrado com a atuação da compaixão. Compreende que a separação não existe e absorve com tranquilidade o continuísmo da vida pelo crescimento interior. Aquieta-se, acalma-se perante as circunstancias e com isto torna-se produtivo e fonte segura de referência.
 Este processo é progressivo, suas ideias expandem-se para além do mundo conhecido, torna-se observador e participa mediante os impulsos do coração.
Entrega-se à Vida e não à morte e não questiona suas ações.

Ofereça tudo o que dispõem e perceberás que nada precisa. (mensagem para este texto de Mestre Saint Germain)














Nenhum comentário:

Postar um comentário