Pensamento
do dia 08 de janeiro de 2015
Ao
afastarmo-nos do supérfluo e desnecessário, permitimos que a Vida organize
nossa existência.
Frei
Luciano.
Comentário:
Pois bem, ontem um novo atentado ocorre na França.
Podemos dizer que os terroristas e as vítimas não são
católicos, muçulmanos, islâmicos, judeus, budistas, espíritas e vai por aí a
fora, mas são reféns do imenso estado de ignorância que estamos mergulhados há
séculos neste planeta.
O radicalismo que se apregoa numa religião ou em outra,
ocorre em todas elas, ora pela prática das ações letais via armas e bombas, ou
pela pratica das ações letais via caneta, papel e tinta.
De maneira geral, todas as religiões do planeta possuem seus
conceitos radicais, seus dogmas estanques, seus racismos, seus preconceitos, pois a
ignorância e a desatualização tem sido os principais mentores de todas elas.
Temos vivido um tempo que não existe mais, que é passado, que
já foi, já aconteceu e na época em que foi anunciado fazia sentido, teve
importância pois estávamos nos primórdios da civilização e regras rígidas
precisavam disciplinar e nos dar chances para evoluirmos e expandirmos,
compassadamente, nossa inteligência para o exercício e uso correto do
livre arbítrio.
Não deu certo. Até agora continuamos presos e atolados em
dogmas, conceitos e preconceitos que hoje não fazem sentido.
Infelizmente todas as religiões estão desatualizadas,
mantendo de diversas formas, o radicalismo, a escravidão e os preconceitos.
Claro que todas elas tem seu lado bom, positivo, divino e
elevado, mas desprezados em troca das ações radicais e dos desvios, por adeptos
que não conseguem assimilar a difícil linguagem em que elas se transformaram.
A humanidade é única. Somos uma única raça humana e por
origem divina, somos todos irmãos.
Mas erroneamente nos classificamos como brasileiros, judeus,
americanos, japoneses, etc., bem como católicos, islamistas, muçulmanos,
budistas, espiritas, etc., separando o que por origem é inseparável.
Com esta enorme confusão de conceitos, classificações,
origens, doutrinas, raças, criamos este imbróglio separatista que só existe e
continua coexistindo na profunda ignorância que estamos mergulhados.
Que desperdício de vidas!
Pensamento:
Pois bem, o pensamento nos indica que o foco da nossa atenção
deve se afastar do supérfluo e do desnecessário.
O conceito de supérfluo e desnecessário é um atributo onde
cada um deve decidir como classificar o que possui.
Vencida esta classificação, devemos paulatinamente, dar uma
importância menor para estas coisas, que a princípio não são somente coisas
materiais, mas podem ser sentimentos, ideias, conceitos, que não condizem mais
com tudo aquilo que estamos aprendendo.
Com isto vamos afunilando, peneirando para o que nos traz
mais conforto “interno”, “espiritual” e “paz”.
A paz pode ser conquistada em meio à turbulência e a
violência externa, pois é algo interno que independe dos fatores externos.
São conceitos como este que vão aos poucos nos remetendo ao
nosso núcleo interno, onde as interferências externas passam a ser cada vez
menores e a exercer menos influencias.
Nesta condição a Vida (no conceito do todo, da plenitude, do
corpo, da mente e da alma), organiza nossa existência e o nível de influência
que poderemos sofrer no desenvolvimento da nossa evolução.
Ora, hoje, para a maioria, são somente as influências
externas que tem ditado as regras do nosso comportamento ou que tem chamado
nossa atenção.
As influencias internas, pouco tem sido consideradas, com
isto a intuição, a percepção, o contato, a entrega, a fé e tantas outras
possibilidades são desprezadas.
Trabalhem neste afunilamento, no acesso ao seu núcleo interno
e a fé é um veículo muito apropriado, que impulsionado pela oração te leva às
suas próprias zonas de paz, de tolerância, de misericórdia, de amor, aquietando
todo o teu “ser”.
Hilton