A reclamação é própria de quem não assumiu por inteiro a decisão de seguir o caminho evolutivo.
Figueira.
Podemos ter razão em certas situações das quais somos envolvidos
por inercia e sem saber como e por que
ocorreu. Especificamente, nestes casos, provas estão acontecendo para a
confirmação do grau evolutivo pretendido. Isto ocorre para que, na prática,
possamos usar as informações colhidas e aceitas.
As informações viram conhecimento a partir do
momento que as utilizo com sucesso. Portanto, nem sempre carmas estão
ocorrendo, mas sim oportunidades para confirmação e ascenção.
Reclamar é o mesmo que “trabalhar” contra uma oportunidade. Como vivemos
e arbitramos nas ilusões de uma vida superficial, a reclamação tem sido uma
constante opositora.
Quando as ocorrências derivam dos carmas pendentes, estes ocorrem para
serem sanados. Pode estar envolvido nestes carmas, dividas para serem quitadas com o próximo,
com a sociedade, com a Natureza ou com os reinos. A reclamação é infundada.
Temos, nesta sequência, o surgimento dos carmas com o corpo físico
desta vida ou das reencarnações anteriores. Digamos que na reencarnação passada abusei
dos limites do corpo e os pulmões foram prejudicados. Constitui, assim, um carma
na região pulmonar. Isto será compensado em algum momento através de problemas pulmonares. O câncer é uma doença tem entre suas várias finalidades, este aspecto também.
Da mesma forma, a pratica de esportes radicais que podem ultrapassar os limites do corpo geram carmas e sequelas. A vida posterior virá com limites que podem ser drásticos. Sem generalizar, mas eventualmente a vida de um cadeirante ou com outros problemas que traz limitações, podem ser advindos de abusos com o corpo físico em encarnações anteriores. Portanto, o comportamento atual definirá as circunstancias das reencarnações futuras.
Um individuo que reencarna com limites físicos que o impede de uma vida mais rotineira, precisa ver, neste processo, outras oportunidades para o seu desenvolvimento. Deve utilizar os limites físicos para expandir os da consciência.
Fica então evidente, que as reclamações não procedem.
Deveríamos ter uma vida bem disciplinada, em consonância com as leis
espirituais, as leis materiais, o bom senso e a natureza, para manter o equilíbrio
e eliminar compromisso futuros que podem ser bem desagradáveis.
Reclamar é uma perda de tempo, é inócuo, ineficaz e não altera o
que está previsto para acontecer. O que tiver de acontecer, acontecerá.
Temos de ficar muito atentos, ser menos egocêntricos, olhar os
acontecimentos e analisa-los antes de julgá-los. Na maioria das vezes julgamos
primeiro baseado em informações imprecisas, para depois perceber porque ocorreu.
Quando reclamamos estamos indo contra um dos principais aspectos
do destino. O destino foi traçado pelo próprio espirito e aceito pela alma para
que fosse realizado, portanto a reclamação torna-se uma oposição a si próprio, à
própria alma e ao destino definido, por isso de ser inócua, ineficaz e
inalterável.
Perde-se tanto tempo com tantas reclamações, que se utilizados com
eficiência ganharíamos em evolução.
Evoluir é inteirar-se destes aspectos, percebe-los, utiliza-los e daí
sentir paz e leveza para focar no que é importante.
A vida é rápida, é curta, as oportunidades são velozes, passam e
raramente repetem-se, por isso não devemos concentrar a atenção nas aparências e
ilusões. Aprofunde-se e reflita com equilíbrio.
Mantenha-se focado no que seu coração pede e não no que o seu emocional julga. Do coração provem a razão e da razão a evolução.

